DELAÇÃO
Apoiador de Dilma é acusado de mandar matar Marielle
Por linharesjr.com.br • 24/01/2024
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Domingos Brazão
Imagem viralizada de Brazão ao lado de Eduardo Cunha em 2010 chamou atenção. A foto, publicada por Brazão, mostra seu apoio à Dilma Rousseff.

RIO DE JANEIRO, 23 de janeiro de 2024 – O ex-policial militar Ronnie Lessa, acusado pelo assassinato no caso Marielle Franco e Anderson Gomes, fechou um acordo de delação premiada com a Polícia Federal. Segundo Lessa, Domingos Brazão, conselheiro do TCE-RJ foi um dos mandantes do crime.

O acordo de delação, ainda pendente de homologação pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), é crucial, devido ao foro privilegiado por parte de Brazão.

O advogado Márcio Palma, representante de Brazão, alegou desconhecimento da delação e ressaltou que não obteve acesso aos autos do caso, pois Brazão não era investigado, conforme alegado.

Élcio de Queiroz, também ex-policial militar e envolvido no caso, já havia delatado em julho do ano passado, confessando ter dirigido o carro no atentado.

Ronnie Lessa, condenado em 2021 por destruir provas, e sua rede foram responsáveis por descartar armas no mar, incluindo a suspeita de ser a utilizada no crime.

Apoiador de Dilma em 2010 e relação com o PT

Domingos Brazão acumulou relação com o PT e seus aliados durante sua trajetória política. Por exemplo, em 2010, fez campanha para a candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República.

Também há imagens dele ao lado do prefeito Eduardo Paes, do Rio de Janeiro, — que, inclusive, atualmente está no PSD mas chegou ao Executivo carioca pela primeira vez, em 2009, quando fazia parte do MDB/PMDB, mesmo partido de Brazão.

Nesta terça (23), o influenciador digital Ed Raposo resgatou imagens de Brazão militando em favor de Dilma e abraçando Paes.

A motivação para mandar matar Marielle Franco

A principal hipótese para sua suposta ordem de atentado contra Marielle é vingança.

Brazão, afastado do cargo após prisão na Operação Quinto do Ouro em 2017, teria motivação relacionada a desavenças com Marcelo Freixo, hoje presidente da Embratur e ex-colega de Marielle na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Brazão foi citado em 2008 na CPI das milícias presidida por Freixo e esteve envolvido na Operação Cadeia Velha em 2017.

O relatório da ministra Laurita Vaz, do STJ, sugeriu a possibilidade de Brazão agir por vingança, considerando a intervenção de Freixo em ações que culminaram no afastamento do conselheiro do TCE-RJ.

Brazão, ex-filiado ao MDB, foi acusado formalmente pela Procuradoria-Geral da República em 2019 por obstruir investigações.

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