Brasil cai duas posições no ranking do IDH

O Brasil caiu duas posições no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), divulgado nesta quarta (13) pela Organização das Nações Unidas (ONU). O país passou a ocupar a posição 89 da lista, que tem 193 países. O IDH mede dados como os de expectativa de vida, renda e escolaridade da população a partir de um índice que vai de 0 a 1 – quanto mais perto de 1, melhor. Os dados coletados para a elaboração do ranking são de 2022, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. No mundo inteiro, o IDH avançou, mas de forma de desigual, segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que elabora o ranking anual. A partir dos dados dos 193 países — todos referentes a 2022 — o PNUD diz ter observado que a recuperação dos anos da pandemia tem sido um processo “parcial, incompleto e desigual”: Suíça, Noruega e Islândia lideram a lista. No fim dela, ficaram Somália, Sudão do Sul e República Centro-Africana. Na América do Sul, o Brasil está atrás do Chile (44º lugar), Argentina (48º) e Uruguai (52º). Continue lendo…
Natural de Barra do Corda é convocado para a Seleção Brasileira

BRASIL, 12 de março de 2024 – O técnico da Seleção Brasileira, Dorival Júnior, surpreendeu ao anunciar na noite de segunda (11) a convocação do atacante maranhense Wenderson Galeno, de 26 anos, para os amistosos contra Inglaterra e Espanha, nos dias 23 e 26 de março. A escolha de Galeno ocorre após Gabriel Martinelli, do Arsenal, ser cortado devido a uma lesão no pé. Inicialmente cotado para defender Portugal, Galeno, que adquiriu a nacionalidade portuguesa, fará sua estreia com a camisa do Brasil.
População de rua cresceu quase 10 vezes desde 2013, diz Ipea

BRASIL, 27 de fevereiro de 2024 – A população em situação de rua no Brasil aumentou 935,31% nos últimos dez anos, segundo levantamento do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) com base em dados do CadÚnico (Cadastro Único) do governo federal. O número de pessoas cadastradas saltou de 21.934 em 2013 para 227.087 até agosto de 2023. Entre as causas do problema estão exclusão econômica, que envolve insegurança alimentar, desemprego e déficit habitacional; ruptura de vínculos familiares; e questões de saúde, especialmente de saúde mental. Problemas familiares ou com companheiros foram apontados como motivo para sair de casa por 47,3% das pessoas em situação de rua. O desemprego foi citado por 40,5%, enquanto alcoolismo e abuso de outras drogas foram mencionados 30,4%. Perda de moradia foi citada por 26,1%. A análise aponta que 60% das pessoas em situação de rua não vivem na cidade em que nasceram, mas 70% delas vivem no mesmo estado de nascimento. O levantamento mostra ainda que, no geral, o movimento é das periferias em direção aos centros metropolitanos. Do total de pessoas em situação de rua no Brasil, 10.586 são estrangeiros (4,7%), sendo 3.175 da Venezuela, 423 de outros países latino-americanos e caribenhos, 3.387 de Angola, 635 de outros países africanos, e 1.587 de países da Ásia. Ainda segundo o estudo do Ipea, 69% das pessoas em situação de rua são negras (51% pardos e 18% pretos). A idade média das pessoas nas ruas é 41 anos. Os jovens entre 18 e 29 anos somam 15% do total, e aqueles com idade de 50 a 64 anos correspondem a 22%. Crianças e adolescentes somam 2,5%, e idosos, 3,4%.
Brasil pode ter recorde de casos de dengue em 2024

BRASIL, 09 de fevereiro de 2024 – O Brasil enfrenta a possibilidade de registrar o maior número de casos de dengue em sua história, alcançando até 5 milhões de casos em 2024, conforme estimativas do Ministério da Saúde. Ethel Maciel, secretária de Vigilância em Saúde, apresentou projeções que variam de 1,7 milhão a 5 milhões de incidências da doença neste ano, com uma média de 3 milhões. A análise foi realizada em colaboração com o InfoDengue, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O aumento previsto é atribuído a diversos fatores, especialmente o calor intenso e chuvas fortes, além do recente ressurgimento dos sorotipos 3 e 4 do vírus no país. Atualmente, os quatro sorotipos (1, 2, 3 e 4) circulam no Brasil, uma situação considerada “incomum”, conforme destacado por Ethel. O Ministério da Saúde alerta para um cenário epidêmico no Centro-Oeste e risco de epidemia no Sudeste, com Minas Gerais e Espírito Santo em destaque. No Sul, o Paraná é o principal estado em risco, enquanto no Nordeste, apesar do aumento dos casos, não é esperado um nível epidêmico. Em 2023, o país enfrentou um recorde de mortes por dengue, totalizando 1.079 óbitos confirmados e 211 em investigação. Houve 1.641.278 diagnósticos prováveis da infecção, com 52.160 hospitalizações, representando um aumento de 17,8% em relação ao ano anterior. Apesar disso, os números foram inferiores a 2015, quando o país registrou 1,7 milhão de casos de dengue. O Brasil liderou os casos globais de dengue em 2023, conforme indicado por um levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Investidores estrangeiros tiram quase R$ 8 bi da Bolsa de Valores

BRASIL, 06 de fevereiro de 2024 – No dia 31 de janeiro, investidores estrangeiros retiraram R$ 1,03 bilhão do segmento secundário da B3, em um cenário marcado pelo aumento de cautela após declarações do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, sobre a condução futura da política monetária americana. Powell indicou a improbabilidade de cortes de juros já em março, contrariando projeções do mercado. Essa movimentação resultou em uma saída líquida de R$ 7,90 bilhões de investidores estrangeiros em janeiro, marcando o pior saldo mensal desde agosto de 2023, quando as vendas superaram as compras em R$ 13,21 bilhões, conforme dados do site Valor Econômico. As alterações nas expectativas para a política monetária nos Estados Unidos e uma correção após o forte rali nos últimos dois meses de 2023 têm contribuído para a retração dos fluxos estrangeiros em direção ao Brasil no início deste ano, após terem impulsionado a bolsa brasileira em 2023. No mesmo dia, os investidores institucionais aportaram R$ 1,02 bilhão, resultando em um déficit de R$ 563,6 milhões para o grupo em janeiro. Por outro lado, os investidores individuais realizaram saques de R$ 261,9 milhões, mantendo um superávit de R$ 4,04 bilhões no mês. Essas informações foram divulgadas pela B3.
Presidente de El Salvador segue para reeleição e alfineta o Brasil

EL SALVADOR, 05 de fevereiro de 2024 – O presidente Nayib Bukele assegurou uma vitória expressiva nas eleições de El Salvador, conquistando mais de 83% dos votos, de acordo com resultados provisórios com 31% das cédulas apuradas. Ele declarou sua vitória antes dos resultados oficiais, sendo recompensado pelos eleitores por sua abordagem rigorosa contra gangues, que transformou a segurança no país centro-americano. Durante uma coletiva de imprensa, Bukele foi questionado sobre a criminalidade em El Salvador. Ele respondeu de maneira enfática, citando países como o Brasil como ‘parceiros de criminosos’. Bukele enfatizou que a abordagem eficaz em seu país é possível devido à vontade política e ao apoio popular, apresentando El Salvador como um exemplo para outras nações enfrentando desafios semelhantes. “El Salvador está resolvendo seus problemas com vontade política e apoio do povo. Por isso que esse exemplo se aplica no Brasil e em qualquer país do mundo”, declarou.
Brasil tem a maior diferença salarial entre parlamentares e o povo

BRASIL, 02 de fevereiro de 2024 – Um levantamento realizado pela CNN mostra que o salário dos deputados e senadores brasileiros será 15,2 vezes maior do que a renda média dos cidadãos do país, a partir de abril, quando entra em vigor a nova remuneração, aprovada pelo congresso na última terça (20). O projeto de decreto legislativo concedeu reajuste a deputados federais, senadores, presidente, vice-presidente e ministros de Estado. Os aumentos serão realizados em etapas até 2026. Os salários dos parlamentares passam dos atuais R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil em janeiro de 2023, R$ 41,6 mil em abril de 2023, R$ 42,9 mil em 2024, R$ 44,5 mil em 2025 e R$ 46,3 mil em 2026 (um reajuste total de 37,4% nesse período). Já o salário médio da população brasileira é de R$ 2.737, segundo dados do Ipea, baseados na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD contínua), do IBGE. Para efeito de comparação, a CNN analisou as diferenças entre os salários de parlamentares e salários médios dos cidadãos dos países com maior renda per capita média da América do Sul, da América do Norte e da Europa. A renda média dos cidadãos dos Estados Unidos foi obtida a partir do Censo norte-americano e dos demais países foram extraídas da última análise anual do Banco Mundial. Os salários dos parlamentares do Brasil é 15 vezes (1400%) maior do que a renda média dos cidadãos brasileiros, maior diferença entre os países analisados. Na outra ponta está a Noruega, onde um parlamentar ganha 30% a mais do que a remuneração média dos cidadãos noruegueses. Veja abaixo o ranking comparativo elaborado pela reportagem:
Brasil supera Argentina e lidera endividamento na América Latina

SÃO LUÍS, 1º de fevereiro de 2024 – Segundo informações divulgadas pelo Instituto Millenium na última segunda (29), o Brasil superou a Argentina e assumiu a posição de país mais endividado da América Latina. O Instituto destacou que o Brasil atingiu a marca de 85% do Produto Interno Bruto (PIB) em dívida pública, ultrapassando a Argentina, que ocupava essa posição até o final do ano passado. A pesquisa realizada pelo Instituto Millenium ressalta que tanto o Brasil quanto a Argentina, líderes nesse ranking, estão entre os países que mais arrecadam impostos na região. Em contrapartida, economias como México, Peru e Chile arrecadam menos impostos e possuem uma dívida pública menor. O Instituto Millenium indicou que essa situação aponta para um caminho a ser seguido para resolver o desequilíbrio e atingir um déficit zero. No entanto, destacou que, ao contrário do que o governo tem feito, esse caminho não deve envolver a geração de mais impostos para o contribuinte. Essas análises estão fundamentadas em levantamento realizado pelo Institute of International Finance. No contexto nacional, o governo federal encerrou o ano de 2023 com um déficit primário de R$ 230,5 bilhões, representando 2,1% do PIB. O Tesouro Nacional divulgou esses dados, incluindo as contas do Tesouro, Banco Central e da Previdência Social. O déficit é registrado quando as despesas superam as receitas, incluindo os juros da dívida pública. Quando as receitas superam as despesas, o governo atinge um superávit, indicando contas no azul.

