
BRASÍLIA, 04 de setembro de 2026 — Um relatório da PF sem valor probatório, usado por Alexandre de Moraes para acusar André Mendonça, revela que a investigação contra o senador Weverton Rocha quase foi arquivada. O documento afirma que a acusação não apresentou ato praticado por ele, dinheiro recebido ou conversa que comprovasse sua participação.
Segundo o relatório, Weverton foi apontado como líder de organização criminosa “sem apontar ato de ofício, sem valor rastreado até ele e sem um único diálogo”. O documento fajuto também cita conclusões antecipadas e capturas de tela sem cruzamento de informações.
As afirmações categóricas, portanto, não tinham sustentação no conteúdo analisado.
A fragilidade já havia sido apontada pela PGR em dezembro de 2025. O órgão se posicionou contra a busca na residência de Weverton por considerar os elementos insuficientes. Mesmo assim, Mendonça autorizou a diligência. A PGR também rejeitou o pedido de prisão feito pela PF.
As dúvidas sobre o caso ganharam força com as acusações recentes contra Mendonça. Relatórios da PF sustentam que o ministro ultrapassou os limites da supervisão judicial. Ele teria acessado dados brutos de celulares antes da análise dos investigadores e direcionado alvos. Também teria interferido em acordos de colaboração premiada.
Em uma situação, cogitou conceder benefício não previsto em lei. As suspeitas envolvem as operações Sem Desconto e Compliance Zero.
Em tempo: O ministro Alexandre de Moraes usou um relatório interno da PF para acusar André Mendonça. O documento, porém, se define como “sem valor probatório”. Ele não tem cabeçalho oficial nem assinatura de delegado.
Diante disso, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou nesta sexta (4) a retirada do pedido apresentado por Alexandre de Moraes contra André Mendonça do inquérito das fake news.







