
MARANHÃO, 27 de setembro de 2026 — A servidora do MPF no Maranhão Alina Franco Boueres de Araújo teve credenciais usadas para consultar processos sigilosos ligados ao caso Master. O fato veio a público em setembro de 2026, após Edson Fachin retirar o sigilo de relatórios da Polícia Federal sobre Daniel Vorcaro.
O MPF informou que uma apuração interna concluiu que Alina foi vítima de phishing. Segundo o órgão, houve uso indevido das credenciais. Por isso, o Ministério Público bloqueou os acessos e adotou medidas para evitar novos ataques.
Segundo a apuração do blogo do Domingos Costa, Alina é irmã de Luís Eduardo Franco Bouéres. Ele integra o TRE-MA como membro substituto da categoria jurista e é sócio do escritório Daniel Leite & Advogados, que tem Daniel de Faria Jerônimo Leite como sócio fundador.
Daniel Leite aparece em investigação sobre a compra de ações do BRB. Segundo análise da Kroll, contratada pelo banco, ele atuou como “figura instrumental” de Vorcaro e outros envolvidos. Além disso, Leite tomou empréstimo de R$ 93,7 milhões para comprar ações do BRB.
O BRB acionou judicialmente Leite, Vorcaro e outros envolvidos. A Polícia Federal também investiga a circulação dos recursos. Até agora, porém, não há informação apresentada sobre relação direta entre Vorcaro e os irmãos Bouéres, além do uso indevido da credencial ligada à servidora.







