
BRASÍLIA, 04 de setembro de 2026 — O ministro Alexandre de Moraes usou um relatório interno da PF para acusar André Mendonça. O documento, porém, se define como “sem valor probatório”. Ele não tem cabeçalho oficial nem assinatura de delegado.
O relatório cita relatos anônimos sobre suposta interferência de Mendonça em delações premiadas. Também afirma, sem identificar a fonte, que o ministro não confia no diretor-geral da PF e no procurador-geral da República.
O próprio documento, no entanto, classifica essas informações com grau de confiança “de baixa a moderada”. Isso porque elas se baseiam apenas em relatos, sem provas documentais.
Em um dos tópicos, o relatório analisa a ordem de Mendonça para a PF produzir um relatório sobre conversas apagadas de Daniel Vorcaro. O documento diz que o pedido era “defensável e possivelmente devido”.
Mas afirma que a ordem para entregar a íntegra das mensagens seria um ato indevido, já que poderia estar fora da competência do ministro.
O relatório também contradiz uma conclusão de Moraes. Ele apontou que o documento indicaria direcionamento indevido contra cinco ministros do STF. Mas o relatório diz, por exemplo, que as suspeitas contra Dias Toffoli eram graves e não foram apuradas.
Também afirma que Mendonça mostrou preocupação com acusações infundadas contra Kassio Nunes Marques. Todas essas menções, porém, foram classificadas como de confiabilidade baixa.







