
MARANHÃO, 29 de abril de 2026 — O Maranhão registrou, em dezembro de 2025, 675 estabelecimentos com mais de 100 empregados, somando 242,9 mil vínculos formais. Desse total, 39,1% são ocupados por mulheres.
Os dados integram o Painel do Relatório de Transparência Salarial, divulgado pelos ministérios do Trabalho e Emprego e das Mulheres, junto ao 5º Relatório Nacional de Igualdade Salarial. O levantamento reúne informações sobre emprego e renda, com base em dados oficiais do mercado formal.
Do total de vínculos nas grandes empresas, 95,2 mil são ocupados por mulheres, enquanto 147,7 mil pertencem a homens. Entre as mulheres, 77,3 mil são negras, o que representa 81,2%, e 17,8 mil são não negras, equivalentes a 18,7%.
Entre os homens, 125,7 mil são negros, correspondendo a 85,1%, enquanto 21,9 mil são não negros, com 14,8%. Além disso, o levantamento nacional indica crescimento da presença feminina, especialmente entre mulheres negras, que ampliaram sua participação no mercado formal entre 2023 e 2025.
No período, o país registrou aumento de 29% nas contratações de mulheres negras, totalizando mais de 1 milhão de novos empregos formais. Ainda assim, a desigualdade salarial no Maranhão segue como um ponto de destaque nos dados apresentados.
Em dezembro de 2025, a remuneração média das mulheres no estado foi de R$ 2.771,59, enquanto os homens receberam R$ 3.314,80.
Ao considerar o recorte racial, mulheres negras tiveram rendimento médio de R$ 2.555,93. Já mulheres não negras receberam R$ 3.756,69. Entre os homens, negros tiveram média de R$ 3.084,42, enquanto não negros alcançaram R$ 4.705,32.
No Brasil, o relatório aponta que mulheres receberam, em média, 21,3% a menos que homens em 2025, índice superior ao registrado em 2023. No momento da admissão, a diferença foi de 14,3%, também acima do percentual anterior.
O estudo também mostra que parte das empresas adota políticas de incentivo à contratação feminina. No Maranhão, 24,5% dos estabelecimentos possuem ações voltadas às mulheres, enquanto 17,8% incentivam a contratação de mulheres negras.
14,2% das empresas incluem mulheres com deficiência, 12,6% mulheres LGBTQIAP+ e 3,4% mulheres vítimas de violência doméstica.
O relatório também registra aumento de 12% no número de empresas com mulheres em cargos de liderança, totalizando 13,7 mil estabelecimentos com presença feminina em funções de gerência e direção no país.
Entre 2023 e 2025, o número de empresas com mais de 100 empregados cresceu 5,5%, enquanto o total de empregos aumentou 7%, chegando a 19,3 milhões.
Os dados são baseados na Relação Anual de Informações Sociais.







