SUPREMO OBSCURO

Transparência internacional pede investigação contra STF

Andre Reis
Compartilhe
transparência STF
ONG considera código de ética insuficiente diante de indícios de crimes revelados pela imprensa e defende apuração criminal sobre conduta de integrantes do STF.

BRASÍLIA, 28 de abril de 2026  A organização não governamental Transparência Internacional defendeu, nesta segunda (27), a abertura de investigações criminais contra membros do Supremo Tribunal Federal (STF). A ONG fez a declaração em uma publicação na rede social X.

O código de ética proposto pelo ministro Edson Fachin, presidente do STF, é bem-vindo. Porém, a organização afirmou que a medida se mostra insuficiente diante da crise enfrentada pela Corte. Diante dos indícios de crimes revelados pela imprensa, impõe-se a necessidade de investigação criminal, segundo a Transparência Internacional.

O STF e seus ministros vivem uma crise institucional grave e crescente. Ela é impulsionada por ligações de integrantes da Corte com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Vorcaro é investigado por fraudes financeiras milionárias.

A Transparência Internacional comentou um editorial publicado pelo jornal Folha de S.Paulo. A ONG também afirmou que eufemismos não informam a população sobre a real gravidade das revelações. Tais revelações dizem respeito à conduta de membros da Suprema Corte do país.

Neste mês, a Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado apresentou pedidos de indiciamento contra três ministros. São eles: Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. As reações dos envolvidos acenderam alerta sobre a conduta dos integrantes do STF.

A imagem do tribunal já enfrentava desgaste por decisões contra participantes dos atos de 8 de janeiro. Além disso, pesam bloqueios de contas em redes sociais. Essas medidas ocorrem sob o argumento de “defesa da democracia” no Inquérito das Fake News.

Fachin espera aprovar, ainda em 2026, um novo código de ética para os ministros do STF. O texto está sendo preparado pela ministra Cármen Lúcia. Ele pretende definir limites claros sobre a participação de magistrados em eventos sociais e as relações com o setor privado.

No entanto, o tema ainda enfrenta resistência interna. Isso ocorre em razão do clima de tensão política no país. O decano da Corte, Gilmar Mendes, afirmou, na última semana, que Edson Fachin errou ao sugerir o código neste momento.

Compartilhe
0 0 votos
Classificação da notícias
Inscrever-se
Notificar de
guest
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários

Gostaríamos de usar cookies para melhorar sua experiência.

Visite nossa página de consentimento de cookies para gerenciar suas preferências.

Conheça nossa política de privacidade.

0
Adoraria saber sua opinião, comente.x