Tarcísio de Freitas sofre atentado a tiros em São Paulo

Candidato do Republicanos ao Governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas sofreu um atentado na manhã desta segunda (17 de outubro) em São Paulo. O ex-ministro visitava instalações de um centro universitário que foi metralhado. O atentado aconteceu em Paraisópolis. Vídeos mostram uma intensa troca de tiros entre seguranças do candidato, policiais e criminosos. É possível ouvir estampidos de armas de diversos calibres. Um dos atiradores, que guiava uma moto, foi morto durante o confronto. Na sexta (14 de outubro), um homem foi preso por ter disparado contra o muro de uma igreja evangélica uma hora antes de um evento com a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e a ex-ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, em Fortaleza, no Ceará. Ele confessou que o ato visava amedrontar a população e sabotar o evento. Em 2018, Jair Bolsonaro foi vítima de uma facada durante evento eleitoral em Juiz de Fora, em Minas Gerais. Apesar de todos estes episódios, setores da imprensa ainda insistem em creditar a Bolsonaro e seus aliados a responsabilidade por uma fantasiosa escalada de violência política no Brasil.
Lula quer professores trabalhando nos fins de semana

O ex-presidente Lula (PT) afirmou em debate na noite de ontem (16 de outubro) que pretende colocar professores para trabalhar nos fins de semana, caso seja eleito. A proposta foi apresentada após um jornalista Tayguara Ribeiro, da Folha de São Paulo. “O que de concreta os senhores pretendem fazer para recuperar essa defasagem educacional”. Primeiro a responder, Lula disse que, caso seja eleito, irá fazer uma reunião com governadores e prefeitos para recuperar as aulas perdidas. A proposta do presidente consiste em um mutirão de aulas. “Vamos convidar os professores para, quem sabe, domingo e, quem sabe, trabalhar no domingo”, disse o ex-presidente. A proposta foi muito criticada por profissionais da área de educação nas redes sociais.
Divulgação de motociata falsa tumultua visita de Bolsonaro a São Luís

A visita do presidente Jair Bolsonaro (PL) a São Luís levou milhares de pessoas ao aeroporto Cunha Machado e ao santuário da Assembleia de Deus na Estiva. Contudo, outras milhares de pessoas ficaram presas em engarrafamentos ou se deslocaram para outros lugares por conta da divulgação de uma motociata falsa que iria contar com a presença do presidente. Mesmo sem a confirmação da presença de Jair Bolsonaro, a motocarreata era divulgada desde o começo da semana por alguns bolsonaristas nas redes sociais. Alguns blogs, inclusive, com caíram na desinformação e chegaram a divulgá-la. Durante a visita do presidente ontem, membros do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República desmentiram a motocarreta e lamentaram o “transtorno”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por José Linhares Jr (@joselinharesjr) TRANSTORNO Por conta da divulgação e notícia falsa, milhares de pessoas deixaram de ir diretamente ao evento principal no santuário da Assembleia de Deus e se aglomeraram no entorno do aeroporto. A fila de veículos se estendeu pelas avenidas dos Franceses e Guajajaras por quilômetros. Algumas famílias relatam que chegaram a ficar até 4 horas presas em seus veículos sem conseguir ver o presidente. “Se eu soubesse que não iria ter carreata, teria me organizado para ir ao tempo da Assembleia com meus amigos que virem cada um em seu carro. Juntava todo mundo no mesmo carro e íamos direto”, disse um eleitor do presidente. Outras pessoas tentaram prever a passagem do presidente e se deslocaram a locais do trajeto da motocarreata falsa. “Eu e meus pais ficamos horas esperando na Jerônimo de Albuquerque. Muita frustração, viu?”, disse e enfermeira Daniela Lins. POR QUE? Mesmo com o transtorno visível, ainda na noite de ontem autointituladas lideranças bolsonaristas foram às redes sociais festejar o sucesso da mentira pela participação popular. “Ora porra, é claro que deu gente. Sempre dá muita gente. Acontece que poderia ter dado mais e ter sido muito mais harmonioso se não tivessem divulgado essa mentira”, disse o funcionário público Cláudio Trindade em um grupo do whatsapp. Há a suspeita de que a motocarreata falsa seja mais um episódio lamentável da briga de egos dos autointitulados “líderes bolsonaristas” de São Luís. Enciumados pelo presidente participar de ato promovido pelo deputado federal Pastor Gil (PL), ex-candidatos forjaram um evento próprio para dividir as atenções. “Esses caras estão pouco se lixando para ajudar o presidente, sabe Linhares? São uns parasitas que querem sugar a popularidade dele e só isso. Com certeza nem chegam a pensar em ajudar, só querem tirar casquinha. E se prejudicar um evento do próprio presidente for o preço a pagar por isso, eles vão fazer e pronto”, disse um ativista pró-bolsonaro de São Luís em conversa com o titular do blog. O clima de frustração na manhã de domingo era notório nas redes sociais. Milhares de pessoas que não puderam participar do evento por conta da notícia falsa motivada por brigas de egos. O fato é que enquanto as lideranças bolsonaristas de São Luís forem as mesmas, o conservadorismo no Maranhão está fadado a ser um passatempo de pessoas fracassadas e inúteis para a causa.
Candidato a deputado federal do PT acusado de praticar assaltos em São Luís

Durante o mês der outubro câmeras de videomonitoramento no Olho D’Água identificaram um veículo Ford Ka participando de vários assaltos nas redondezas da avenida Mário Andreazza. A Polícia Militar agiu rápido e destacou uma viatura para fazer a ronda do local. No início da tarde de ontem (14 de outubro), os policiais identificaram e abordaram um carro com as mesmas características no lugar onde os assaltos aconteciam. Entre os integrantes, estava Carlos Augusto Alves Pereira Filho, o Gugu do PT. Suspeito de integrar grupo que praticou os assaltos, ele foi candidato a deputado federal pelo Coletivo Lula Presidente nas eleições deste ano. A ocorrência foi registrada no Centro Integrado de Operações de Segurança (CIOPS) com o código M5316623. Além de Gugu do PT, ocupavam o veículo em atividade suspeita outros três homens. Yago Araújo Bezerra, Luis Henrique Bacelar Nogueira e Mateus Santos da Luz. A abordagem foi realizada por volta das 13h nas proximidades do Colégio Literato. Durante a revista do veículo foram encontrados entorpecentes e pertences pessoais. Mesmo com as características do veículo batendo com a descrição do automóvel que estava praticando os assaltos, não foram encontradas armas e nem objetos suspeitos de serem produto de assalto na ocasião. Um dos policiais desconfia que o grupo poderia estar iniciando a possível atividade criminosa quando fora abordada pela viatura. Os ocupantes foram levados então ao 7º Distrito Policial do Turu para averiguação da autoridade policial. Apesar das fortes suspeitas de que se tratavam dos mesmos flagrados pelas câmeras de videomonitoramento praticando assaltos ao longo do mês, a autoridade policial teve que liberá-los por não se tratar de prisão em flagrante. CANDIDATO E COMISSIONADO Gugu do PT foi candidato nas eleições deste ano no Coletivo Lula Presidente (1311) com outros quatro petistas. Em suas redes sociais, o petista se apresenta como funcionário da Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular (SEDIHOP). Tradicional cabide de emprego membros do PT na gestão do ex-governador Flávio Dino.
Alexandre de Moraes proíbe investigações contra institutos de pesquisa

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, decidiu na noite dessa quinta-feira (13) vetar a abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e de procedimento administrativo pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sobre a atuação de institutos de pesquisas eleitorais. Moraes justificou a decisão afirmando haver “incompetência absoluta” da PF e do Cade para investigarem os institutos de pesquisa de intenção de voto e “ausência de justa causa” para apurarem a atuação das empresas. O ministro tomou a decisão com base no artigo 23 do Código Eleitoral, e disse ser dever da Justiça Eleitoral “fazer cessar as indevidas determinações realizadas por órgãos incompetentes e com indicativos de abuso de poder político e desvio de finalidade”. Moraes determinou ainda que a Corregedoria-Geral Eleitoral e a Procuradoria-Geral Eleitoral apurem “eventual prática de abuso de poder político, consubstanciado no desvio de finalidade no uso de órgãos administrativos com intenção de favorecer determinada candidatura, além do crime de abuso de autoridade”. No despacho, Moraes disse serem precipitados os dois procedimentos abertos por determinação do Ministério da Justiça, órgão ao qual a PF está vinculada, e o Cade. “Ambas as determinações – MJ e Cade – são baseadas, unicamente, em presunções relacionadas à desconformidade dos resultados das urnas com o desempenho de candidatos retratados nas pesquisas, sem que exista menção a indicativos mínimos de formação do vínculo subjetivo entre os institutos apontados ou mesmo práticas de procedimentos ilícitos”. Investigações Ontem (13), a PF confirmou à Agência Brasil a instauração de inquérito policial para apurar a atuação dos institutos de pesquisa de opinião pública. O objetivo seria verificar se empresas do setor atuaram irregularmente, de forma a prejudicar o presidente da República e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL). A instauração do inquérito foi solicitada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, ao qual a PF está subordinada. No último dia 4, ou seja, dois dias após a realização do primeiro turno das eleições gerais, Torres anunciou, no Twitter, que tinha pedido a abertura de inquérito policial para apurar supostas “condutas que, em tese, caracterizam a prática de crimes perpetrados” por alguns institutos. No mesmo dia, o presidente do Cade, Alexandre Cordeiro Macedo, também pediu à Superintendência-Geral do órgão que analisasse se, no primeiro turno, houve erros intencionais nas sondagens de voto, caracterizando “suposta infração à ordem econômica”. A autarquia também está vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. Ambos os procedimentos foram motivados pela discrepância entre pesquisas de intenção de voto divulgadas na véspera do primeiro e o desempenho nas urnas acima do esperado por Bolsonaro, que tenta a reeleição. Encerrada a votação, Lula obteve 47,85% dos votos válidos (desconsiderados votos brancos e nulos). Um resultado que, considerando a margem de erro técnico, ficou próximo ao previsto pela maioria dos institutos de pesquisa. Já Bolsonaro alcançou 43,7%, ao menos 7 pontos percentuais superior a algumas das principais pesquisas divulgadas à véspera do primeiro turno, que apontavam uma diferença de até 14 pontos percentuais a favor do petista.
PF cumpre mandados de prisão, busca e apreensão em 5 cidades do MA

A Polícia Federal realizou operação nesta sexta (14 de outubro) em várias cidades do interior do Maranhão. Chamada de Quebra Ossos, a ação é realizada em parceria com a Controladoria Geral da União (CGU). O objetivo é combater um esquema criminoso que inflava a quantidade de atendimentos informados ao SUS com intuito de aumentar o valor limite de repasses ao Fundo Municipal de Saúde de Igarapé Grande (MA), originados de emendas parlamentares destinadas à manutenção de serviços de saúde. Foram cumpridos mandatos dois mandados de prisão temporária e de 14 mandados de busca e apreensão nos municípios de Caxias (MA), Igarapé Grande (MA), Lago dos Rodrigues (MA), Lago do Junco (MA), Timon (MA), Parnaíba (PI) e Teresina (PI), além de indisponibilidade e sequestro de bens, afastamento de servidores de suas funções públicas, suspensão do direito de participar em licitações e suspensão de pagamentos. O trabalho conta com a participação de 10 auditores da CGU e de 60 policiais federais. INVESTIGAÇÃO A partir de notícia veiculada na mídia, a CGU teve conhecimento de possível inserção indevida de informações no sistema SIA/SUS por municípios maranhenses, com destaque para Igarapé Grande (MA), que apresentou o maior volume de recebimentos por habitante de emendas para a saúde. Os auditores realizaram apuração a fim de verificar a veracidade dos dados informados no sistema, bem como conhecer as instalações de saúde disponíveis para os procedimentos. A CGU constatou que a produção informada pelos profissionais de saúde era demasiadamente inferior à inserida nos sistemas de registros do SUS. Os próprios relatórios de produção do Hospital Municipal Expedito Lopes Galvão, extraídos do sistema interno do hospital, apontam quantidades inferiores dos quantitativos informados no SIA/SUS. Também foi identificado o operador responsável pela inserção indevida dos dados no SIA/SUS que, apesar de não possuir vínculo formal com o município de Igarapé Grande (MA), tinha o aval da Secretaria de Saúde para acessar o referido sistema. Além disso, o mesmo operador fora responsável pelo cadastro de solicitações no Sistema de Indicação Orçamentária (SINDORC) da câmara dos Deputados, tratadas como potenciais destinações de emendas parlamentares, na ordem de R$ 69 milhões.
Bolsonaro anuncia desoneração da folha de pagamento para profissionais de saúde

Após sancionar o piso da enfermagem vetado pelo Supremo Tribunal Federal, Jair Bolsonaro (PL) anunciou nesta quinta (13 de outubro) o processo de desoneração da folha de pagamento dos profissionais da saúde. “São 17 setores que já estão desonerados, e ele falou que eu poderia anunciar a desoneração da saúde no Brasil e que o impacto é compatível”, disse o chefe do Executivo. O anúncio foi dado durante visita a Recife, na capital pernambucana. Bolsonaro ressaltou que trata-se de um pedido pessoal ao ministro Paulo Guedes e que a medida visa reforçar “a questão do piso da enfermagem no Brasil, que o Supremo resolveu barrar”. Atualmente, 17 setores da economia encontram-se com a desoneração na folha de pagamento até o final de 2023 – calçados, call center, comunicação, confecção e vestuário, construção civil, obras de infraestrutura, couro, fabricação de veículos e carroçarias, máquinas e equipamentos, proteína animal, têxtil, tecnologia da informação, tecnologia da comunicação, projeto de circuitos integrados, transporte metroferroviário de passageiros, transporte rodoviário coletivo e transporte rodoviário de cargas. Com a medida, as empresas que atuam nestes segmentos podem substituir a contribuição previdenciária, de 20% sobre o salário dos funcionários, para uma alíquota de 1% a 4,5% sobre a receita bruta. Ainda em sua fala, Bolsonaro aproveitou para ‘alfinetar’ seu adversário no segundo turno das eleições presidenciais e disse que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não sairá vitorioso na corrida eleitoral. “Lugar de ladrão é na cadeia”, bradou. Piso da enfermagem Bolsonaro realizou uma menção em seu discurso à Lei 14.434/2022, sancionada pelo presidente em 4 de agosto e que institui o piso salarial nacional aos enfermeiros de R$ 4.750, técnicos de enfermagem de 70% do valor e auxiliares e parteiras de 50% do piso. A medida, no entanto, foi suspensa pelo ministro Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), e chancelada pelo plenário da Corte por 7 votos contra 4, por 60 dias para que entidades públicas e privadas realizem um levantamento sobre o piso da enfermagem e se manifestem sobre os impactos financeiros que a lei poderá causar em Estados e municípios. O magistrado, porém, ressaltou ser favorável à medida.
Diretora da Pfizer admite que vacina não impede a transmissão da Covid-19

A diretora de Mercados Internacionais Desenvolvidos da Pfizer, Janine Small, admitiu em audiência ao parlamento europeu que a vacina do laboratório não impedia o contágio. A declaração foi dada nesta segunda (10 de outubro) e caiu como uma bomba nos defensores de passaportes vacinais e vacinação obrigatória. Small afirmou que o medicamento sequer havia sido testado como impeditivo da transmissão. O laboratório começou a comercializar a vacina com a certeza de que não havia provas de que ela interromperia a transmissão. Nos últimos anos pessoas receosas em relação à efetividade da vacina foram marginalizadas por governos ao redor do mundo. Vídeos de cidadãos sendo presos e espancados por policiais viralizaram. Tudo sob a desculpa de que estas pessoas “não se preocupavam” com os outros. A declaração da executiva da Pfizer mostra que essas pessoas foram perseguidas e constrangidas inutilmente. A pergunta foi feita pelo holandês, Rob Roos, membro do parlamento europeu: “A vacina Pfizer COVID foi testada para impedir a transmissão do vírus antes de entrar no mercado? Nós sabíamos sobre a interrupção da imunização antes que ela entrasse no mercado?”. Janine Small respondeu: “Não… Você sabe, nós tivemos que… realmente nos mover na velocidade da ciência para saber o que está acontecendo no mercado”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por José Linhares Jr (@joselinharesjr) As declarações de Janine já haviam sido confirmadas pela Food and Drug Administration, no final de 2020. A organização afirmou que não havia dados disponíveis para determinar se a vacina impediria a transmissão e por quanto tempo protegeria contra a transmissão do vírus SARS-CoV-2 que causa a COVID-19. “No momento, não há dados disponíveis para determinar por quanto tempo a vacina fornecerá proteção, nem há evidências de que a vacina impeça a transmissão do SARS-CoV-2 de pessoa para pessoa”, observou especificamente a agência. Ainda naquele ano, o CEO da Pfizer, Albert Bourla, disse que sua empresa “não tinha certeza” se as pessoas que aplicassem a vacina de mRNA podem transmitir a COVID-19 para outras pessoas. “Acho que isso é algo que precisa ser analisado. Não temos certeza disso agora”, disse Bourla à NBC News em dezembro de 2020.