Caso Tech Office vira arma em disputa eleitoral no Maranhão

Tech Office

BRASÍLIA, 27 de julho de 2026 — Investigações relacionadas a um homicídio no Tech Office em 2022 se tornaram o centro de uma disputa que hoje envolve as principais forças políticas do Maranhão e o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino, governador do estado de 2015 a 2021. O assassinato do empresário João Bosco Sobrinho ocorreu em 2022. Dino se tornou o relator do caso no ano passado. Antes de a ação chegar ao STF, Gilbson Cutrim foi considerado executor do crime pela Justiça maranhense e condenado a 13 anos de prisão. O episódio virou ponto central nas discussões da corrida pré-eleitoral pelo Governo do Maranhão e tem provocado trocas de acusações entre os grupos que eram ligados a Dino, dissidentes desses núcleos e opositores. Uma das linhas da investigação hoje sob o guarda-chuva do Supremo apura se o assassinato de Bosco Sobrinho está ligado à cobrança de propina pelo atual presidente do TCE (Tribunal de Contas do Estado) do Maranhão, Daniel Brandão. Daniel é sobrinho do governador Carlos Brandão (MDB), que, por sua vez, é rompido com o antigo grupo político de Dino no estado. Gilbson foi condenado em 2024, mas estava preso em regime fechado desde agosto de 2022. Em maio deste ano, o ministro do STF autorizou a progressão de regime dele, por entender que ele já havia cumprido a fração legal da pena em regime fechado, e o condenado está em prisão domiciliar. No mesmo mês, o condenado gravou um vídeo no qual levantava suspeitas sobre aliados de Brandão. Na filmagem, disse que um secretário do governador, Raimundo Cutrim, teria oferecido ao pai dele “vantagens, dinheiro e casas” para “tirar o nome do Daniel e do pessoal da família Brandão” de depoimentos. “[Propôs] valores exorbitantes. Uma parte desse material já está com a Polícia Federal. Essa outra a gente vai entregar no momento oportuno. A intenção disso aqui não é ter vantagem, é até uma forma de sobrevivência porque a gente é muito ameaçado”, afirmou na gravação. As falas de Gilbson foram usadas por um dos principais adversários de Brandão, o vice-governador e pré-candidato ao governo, Felipe Camarão (PT). O governador, que rompeu com Camarão, apoia Orleans Brandão (MDB), seu sobrinho, para sucedê-lo. Aliados do governador questionam a imparcialidade de Dino para tomar decisões que tratam de políticos do estado que governou. Interlocutores do ministro têm dito que ele entende não estar enquadrado em hipóteses legais de suspeição ou impedimento de atuar no processo: não é parente, não se considera amigo íntimo ou inimigo capital dos envolvidos nem foi parte em ações relacionadas a eles, por exemplo. Na última semana, Dino expediu mandados de busca e apreensão e de prisão domiciliar contra o secretário Raimundo Cutrim, por suspeita de obstrução de Justiça, e o afastou do cargo. Foram apreendidas 26 armas em endereços dele. Um dos motivos para a prisão é um áudio no qual o secretário é suspeito de pedir à família de Gilbson a mudar depoimentos dados à polícia, e não ligar o assassinato a Daniel Brandão. Procurado, Carlos Brandão disse em nota que os processos que enfrenta desde 2024 decorrem de narrativas manipuladas e surgiram após ele se distanciar de um grupo que tentava permanecer no poder. “Fui deputado federal, vice-governador, secretário de Estado e nunca tive nenhum processo contra qualquer atuação. Agora, neste contexto atual, a partir de 2024, surgem todos esses processos, dentro de narrativas manipuladas, que não condizem com a realidade, depois de um distanciamento político de um grupo que persistia em se manter permanentemente nos espaços públicos de poder, de maneira impositiva e sem diálogo”, afirmou o governador. Daniel Brandão disse que repudia as “reiteradas tentativas de associar seu nome a fatos criminosos sem qualquer prova” e que o condenado já afirmou em um dos vídeos que circulam sobre o crime que ele, Daniel, “não possui qualquer relação com os fatos”. O presidente do TCE-MA acrescentou que as alegações “decorrem exclusivamente de narrativas” e que tentam vincular o nome dele ao episódio “em períodos de disputa eleitoral que envolvem o grupo político do atual governador”. “Em setembro de 2024, Daniel Brandão registrou boletim de ocorrência comunicando às autoridades competentes ameaças, tentativas de extorsão e intimidação, circunstâncias que evidenciam a existência de uma estratégia deliberada para atingir sua honra e reputação por meio de falsas acusações”, disse. Em nota, Raimundo Cutrim, que é delegado aposentado da Polícia Federal, disse ter uma carreira pautada pelo respeito às leis e às instituições. Acrescentou que recebeu “com absoluta serenidade alegações feitas por um homicida confesso, julgado e condenado pela Justiça, que, anos após sua condenação, passou a apresentar novas versões para um crime já apreciado pelo Poder Judiciário”. “Chama atenção, ainda, o fato de que essas novas versões sobre o crime somente passaram a ser apresentadas anos após a condenação do autor confesso, quando o caso já havia sido apreciado e julgado pelo Poder Judiciário. Desde então, tais alegações passaram a ser difundidas publicamente, inclusive sendo exploradas no debate político”, afirmou. A assessoria de Dino, também procurada, disse que ele não pode se manifestar sobre casos em andamento. A investigação a respeito de eventual pagamento de propina relacionada a Daniel Brandão estava sob a responsabilidade do ministro Humberto Martins, no STJ (Superior Tribunal de Justiça), e foi enviada ao Supremo após provocação da defesa de Gilbson. Os advogados diziam ter suspeitas de que o senador Weverton Rocha (PDT-MA) havia tentado interferir na investigação e, por isso, o caso deveria ir para o STF, que seria o foro adequado. Também afirmavam que Martins tinha deixado de avaliar pedidos da defesa. Ao analisar o caso, Dino disse que a investigação “apura possível envolvimento do citado parlamentar com organização criminosa que trata inclusive da nomeação de pessoas em órgãos públicos, como contrapartida por serviços prestados aos investigados”.

MP abre inquérito para investigar UTI do Hospital da Criança

hospital da criança

MARANHÃO, 27 de julho de 2026 — O Ministério Público do Maranhão (MPMA) abriu um inquérito civil para investigar possíveis irregularidades na licitação da Secretaria Municipal de Saúde (Semus) que contratou uma empresa para prestar serviços médicos nas UTIs do Hospital da Criança Dr. Odorico Amaral de Matos, em São Luís. A medida foi adotada pelo promotor Herberth Costa Figueiredo para aprofundar as investigações. A apuração envolve o Processo Licitatório nº 90.046/2025, que resultou na contratação do Instituto Brasileiro de Medicina (IBMED). Segundo o MPMA, o objetivo é verificar se houve irregularidades no procedimento e se elas podem ter influenciado a execução dos serviços prestados na unidade. A Defensoria Pública informou que acompanha o caso desde a elaboração da licitação, em 2025. O órgão apontou falhas no edital e no Termo de Referência, como equipes médicas abaixo do necessário e a possibilidade de contratação de profissionais sem especialização em terapia intensiva pediátrica. Mesmo após recomendações para suspender ou revisar o processo, a contratação foi mantida. Em inspeção realizada em 15 de julho deste ano, a Defensoria encontrou UTIs com ocupação máxima, crianças aguardando vagas, apenas três médicos de plantão, profissionais sem especialização, além de reclamações sobre falta de medicamentos, sobrecarga das equipes e falhas no atendimento. O órgão afirma que esses problemas contribuíram para o agravamento da assistência na unidade, que registrou mais de uma centena de mortes de crianças nas UTIs pediátricas em 2025.

Fim de taxa faz compras do exterior dispararem 118%

taxa blusinha

BRASIL, 27 de julho de 2026 — O fim da taxa das blusinhas provocou uma explosão nas compras internacionais. Dados da Receita Federal mostram que junho, primeiro mês sem a cobrança de 20% sobre importações de até US$ 50, teve 28,36 milhões de encomendas chegando ao país. O número é 118% maior que o de junho de 2025, quando foram registradas 13,02 milhões. Em relação a abril, último mês completo com o imposto, a alta foi de 72%. Frente à média dos quatro primeiros meses do ano, o avanço chegou a 84%. A Medida Provisória que revogou a taxa federal foi publicada em maio. Apesar disso, o ICMS continua sendo cobrado. A alíquota varia entre 17% e 20%, dependendo do estado. Consumidores comemoram o fim do imposto, que, segundo eles, encarecia produtos baratos e tirava a competitividade das lojas estrangeiras. Muitos também reclamavam que viajantes internacionais tinham isenção, enquanto quem comprava pela internet pagava a taxa. Entidades do varejo nacional, como o Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), afirmam que o aumento das importações pode prejudicar as lojas brasileiras. O instituto representa empresas como Americanas, Casas Bahia e Magazine Luiza. Para eles, a medida afeta empregos e investimentos no país. Por outro lado, a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que reúne Alibaba, Amazon e Shein, avalia que a alta já era esperada. A entidade defende cautela e diz que é preciso acompanhar os números por pelo menos seis meses para confirmar a tendência. O futuro da taxa ainda está em aberto. A Medida Provisória precisa ser aprovada pelo Congresso em até 120 dias para valer de forma definitiva. Enquanto importadores querem a manutenção da isenção, o varejo pede o retorno do imposto. A Confederação Nacional do Comércio (CNC) já entrou com ação no Supremo Tribunal Federal contra o fim da cobrança. Além disso, a reforma tributária prevê a volta da tributação em 2027, por meio da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). A nova alíquota ainda será definida até o fim deste ano.

Prazo dos partidos sobre emendas chega ao fim nesta semana

partidos emendas

BRASÍLIA, 27 de julho de 2026 — Os partidos com representação no Congresso têm até esta semana para responder ao ministro Flávio Dino, do STF, sobre a gestão de emendas parlamentares. O prazo vale para 21 legendas. Até sábado (25), apenas PL, MDB, PDT, PSDB, PSD e PSOL enviaram esclarecimentos ao Supremo. Dino fez o pedido após uma declaração do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. Em entrevista no dia 14, ele afirmou que dirigentes partidários também participam da indicação de emendas. Então, no dia seguinte, o ministro determinou que todas as siglas explicassem qual é o papel de suas direções nesse processo. As seis respostas têm um ponto em comum. Nenhum partido informou que seu presidente nacional possui cota própria de emendas ou poder formal para decidir o destino dos recursos. PSOL, PDT, MDB, PSD e PSDB disseram que essa responsabilidade cabe apenas aos parlamentares, conforme as regras do Congresso. O PL adotou uma posição diferente. O partido negou que Valdemar Costa Neto administre emendas, mas afirmou que a atuação política de um dirigente não se confunde com a indicação formal dos recursos. Segundo a legenda, as sugestões só têm efeito quando os parlamentares as aceitam. Os outros 15 partidos ainda não responderam. Depois de receber todas as manifestações, Flávio Dino avaliará se será necessário adotar novas medidas sobre a transparência das emendas parlamentares.

Flávio e Caiado oficializam candidaturas à presidência

Flávio Caiado

BRASIL, 27 de julho de 2026 — O fim de semana foi de convenções partidárias em São Paulo. O Partido Liberal (PL) e o PSD oficializaram seus pré-candidatos à Presidência da República. Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD) tiveram os nomes confirmados para a disputa de 2026. No sábado (25), o PL realizou sua convenção e lançou Flávio Bolsonaro como candidato ao Planalto. O partido ainda não definiu quem vai compor a chapa como vice-presidente. O evento contou com a presença do governador Tarcísio de Freitas e do prefeito Ricardo Nunes, ambos de São Paulo. O presidente da Argentina, Javier Milei, também esteve presente, declarou apoio ao senador e fez críticas ao governo federal. Já no domingo (26), o PSD confirmou Ronaldo Caiado como seu candidato. A convenção aconteceu na sede nacional do partido, na capital paulista. O ex-governador de Goiás terá Gilberto Kassab como vice em sua chapa. Essa é a segunda vez que Caiado tenta chegar ao Palácio do Planalto. Em 1989, ele ficou em décimo lugar no primeiro turno, com 0,72% dos votos. Antes dos dois, o partido Missão já havia oficializado seu nome. Renan Santos, cofundador do MBL, teve a candidatura homologada na semana passada. A antecipação ocorreu por razões de segurança. O coronel da reserva Aroldo Medina será seu vice. As convenções podem ser realizadas até o dia 5 de agosto. Depois disso, os partidos precisam registrar as chapas na Justiça Eleitoral. O prazo final para esse registro é 15 de agosto.

Acidente deixa trabalhador ferido no Porto do Itaqui

Porto do Itaqui

SÃO LUÍS, 27 de julho de 2026 — Um trabalhador da COPI Operações Integradas sofreu um acidente na tarde de domingo (26), durante uma operação no Berço 102 do Porto do Itaqui, em São Luís. A equipe de emergência da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap) prestou os primeiros socorros no local. Depois, uma ambulância levou o colaborador para um hospital particular da capital. Segundo a Emap, o trabalhador permanece consciente e recebe acompanhamento médico. Além disso, equipes da Gerência de Saúde e Segurança do Trabalho, da Gerência de Resposta à Emergência e da Segurança Portuária participaram do atendimento. A empresa informou que segue prestando assistência ao colaborador e aos familiares. As equipes responsáveis investigam como o acidente aconteceu. Por isso, a Emap informou que ainda não é possível apontar a causa da ocorrência. A empresa explicou que a apuração segue os protocolos previstos para esse tipo de situação. Em nota, a COPI também afirmou que acompanha a recuperação do trabalhador e oferece apoio à família. Além disso, informou que participa da apuração junto aos órgãos competentes e reforçou que mantém os protocolos de segurança em suas operações. A empresa disse que não divulgará informações pessoais do colaborador neste momento, em respeito à privacidade dele e dos familiares.

Partido UP oficializa Samara Martins para presidente em 2026

Partido UP

BRASIL, 27 de julho de 2026 — A Unidade Popular (UP) oficializou neste domingo (26) o nome de Samara Martins para disputar a Presidência da República em 2026. O anúncio aconteceu durante a convenção nacional do partido, realizada na Universidade Zumbi dos Palmares, no bairro do Bom Retiro, em São Paulo. A chapa terá Raquel Bricio como candidata a vice-presidente. Samara Martins é dentista do SUS e tem atuação em movimentos negro e de mulheres. Ela integra o Movimento de Mulheres Olga Benario, que apoia a luta pelo direito à moradia, com foco em mulheres negras e de baixa renda. Essa é a segunda vez que ela participa de uma chapa presidencial pela UP – em 2022, foi vice de Leonardo Péricles. Raquel Bricio, escolhida para a vice, é guarda portuária, sindicalista e também uma das fundadoras do Movimento de Mulheres Olga Benario. As duas lideranças femininas comandam a aposta do partido para as eleições deste ano. Entre as propostas apresentadas pela UP estão a reestatização de empresas privatizadas, a nacionalização de riquezas estratégicas e o aumento do orçamento para áreas sociais. Samara defende ainda uma auditoria da dívida pública e a suspensão do seu pagamento. Essas diretrizes devem compor a plataforma oficial da legenda na corrida presidencial de 2026.

Partido Avante barra Duarte Júnior da disputa ao Senado

Avante Duarte

BRASÍLIA, 27 de julho de 2026 — O Avante decidiu, neste domingo (26), que não terá candidatos ao Senado nas eleições de 2026. A Executiva Nacional tomou a decisão, com efeito imediato, e retirou a pré-candidatura do deputado federal Duarte Júnior no Maranhão. O partido afirmou que a medida é definitiva e substitui qualquer posição anterior. Com a decisão, Duarte Júnior perde a legenda para disputar uma vaga no Senado pelo Avante. Além disso, o partido informou que o deputado poderá concorrer apenas à reeleição para a Câmara dos Deputados, caso escolha esse caminho. A legenda também autorizou que ele negocie alianças dentro das regras eleitorais e partidárias. A medida muda o cenário anunciado na última semana. Após uma reunião com dirigentes do Avante em Belo Horizonte, Duarte afirmou que havia recebido autorização para manter a pré-candidatura. Na ocasião, ele disse ter apresentado pesquisas sobre seu desempenho e destacou a importância do projeto para o Maranhão. Agora, a direção nacional confirmou que não lançará candidatos ao Senado em 2026 e encerrou, pelo partido, as articulações para a candidatura de Duarte Júnior. Até o momento, o deputado federal ainda não comentou a decisão. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Avante 70 – Maranhão↗️ (@avante_ma)

Gostaríamos de usar cookies para melhorar sua experiência.

Visite nossa página de consentimento de cookies para gerenciar suas preferências.

Conheça nossa política de privacidade.