Mical Damasceno celebra avanço de obra histórica para Baixada

MARANHÃO, 04 de agosto de 2026 — Será assinada nesta terça (4) a ordem de serviço para a implantação e pavimentação asfáltica da MA-214, no trecho que liga o povoado Acompanhamento, em Viana, ao município de Pedro do Rosário. Segundo a deputada estadual Mical Damasceno, ela apresentou indicações, cobrou providências e tratou do tema na tribuna da Assembleia Legislativa ao longo dos últimos anos. “Depois de muita luta, cobranças, e de um trabalho que começou ainda no nosso primeiro mandato, esse sonho esta prestes a sair do papel. Essa rodovia vai impulsionar o desenvolvimento econômico e social e de nossa região”, comemorou a parlamentar. A assinatura da ordem de serviço marca o início da obra. De acordo com as informações divulgadas, a pavimentação atenderá o trecho entre Viana e Pedro do Rosário. A previsão é que a intervenção fortaleça a integração regional, melhore a trafegabilidade, impulsione a economia local e reduza as dificuldades enfrentadas por quem depende diariamente da estrada.
PF também faz buscas em imóveis ligados a Fred Campos

PAÇO DO LUMIAR, 04 de agosto de 2026 — A Polícia Federal cumpriu, na manhã desta terça (4), mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao prefeito de Paço do Lumiar, Fred Campos. A operação também teve como alvos familiares do senador Weverton Rocha. A ação faz parte de uma nova fase da Operação Sem Desconto. A investigação apura um suposto esquema de fraudes envolvendo descontos ilegais em benefícios do INSS. Segundo informações, a PF investiga se parte dos recursos movimentados pelo grupo foi usada na compra de postos de combustíveis ligados a Fred Campos. A suspeita é de possível lavagem de dinheiro, mas essa linha de apuração ainda não foi concluída. Ao todo, a Polícia Federal cumpriu 18 mandados de busca e apreensão, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no Maranhão e no Distrito Federal. Além disso, a operação investiga movimentações financeiras consideradas suspeitas, incluindo o uso de empresas, contas de terceiros e transações em dinheiro para ocultar a origem dos recursos. As investigações continuam para identificar o destino do dinheiro, a finalidade dos repasses e a responsabilidade de cada investigado. Até o momento, a Polícia Federal segue reunindo elementos para esclarecer os fatos apurados.
Conselho da AGU gasta R$ 4,3 milhões com viagens em 22 meses

BRASÍLIA, 04 de agosto de 2026 — O CCHA (Conselho Curador dos Honorários Advocatícios), órgão ligado à AGU (Advocacia Geral da União), gastou R$ 4,33 milhões com diárias, passagens e ajudas de custo de setembro de 2024 a julho de 2026. Os dados constam de e-mail enviado pelo vice-presidente da entidade, Dayvisson Martins de Oliveira, à associação que representa os procuradores federais obtido pelo Poder360. Os novos dados ampliam o período analisado em reportagem publicada no início do mês, quando o jornal mostrou gastos de R$ 2,44 milhões na mesma rubrica referentes a 2025. Os novos números incluem despesas de conselheiros, integrantes dos conselhos Gestor e Fiscal, gestores, integrantes do Comitê de Saúde e outros colaboradores. Segundo o CCHA, foram realizados mais de 500 pagamentos entre 1º de setembro de 2024 e 23 de julho de 2026. O conselho administra os honorários de sucumbência pagos aos advogados públicos federais em ações vencidas pela União. Os recursos também podem ser usados para custear despesas de funcionamento do próprio órgão. COBRANÇA POR TRANSPARÊNCIA A ANPFN (Associação Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional) afirmou em carta aberta ao CCHA estar preocupada com a falta de transparência na gestão dos recursos provenientes dos honorários advocatícios. A entidade cobra maior divulgação dos gastos e dos critérios adotados pelo conselho para realizá-los. Dayvisson Martins de Oliveira informou que o órgão pretende reduzir o valor das diárias, limitar a quantidade de deslocamentos mensais e passar a divulgar os gastos no Portal da Transparência. As medidas não foram adotadas pela gestão anterior. O QUE DIZ O CONSELHO Em nota enviada ao Poder360, o CCHA afirmou que as despesas com viagens decorrem do “funcionamento regular” do órgão. Disse ter realizado mais de 50 convocações presenciais desde o início da atual gestão, em setembro de 2024, e declarou que vem adotando medidas para manter os gastos sob controle.
Quase mil bandidos terão saída temporária do Dia dos Pais

SÃO LUÍS, 04 de agosto de 2026 — A Justiça autorizou a saída temporária de 953 pessoas privadas de liberdade no Maranhão por causa do Dia dos Pais de 2026. A 1ª Vara de Execuções Penais da Comarca da Ilha de São Luís concedeu o benefício. Os detentos poderão deixar as unidades prisionais a partir das 9h desta quarta (5). A decisão prevê que o retorno ocorra até as 18h da próxima terça, 11 de agosto. Além disso, a juíza auxiliar Marcelle Adriane Farias Silva encaminhou a lista dos beneficiados à Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), responsável pelo cumprimento da medida. Segundo a magistrada, apenas os presos que atenderam aos requisitos previstos nos artigos 122 e 123 da Lei de Execução Penal receberam a autorização. As regras permitem a saída para visita aos familiares, desde que não exista outro impedimento legal. Portanto, o benefício não alcança todos os internos. Durante o período fora do sistema prisional, os beneficiados deverão informar o endereço onde permanecerão, ficar recolhidos no período noturno e não frequentar festas, bares ou locais semelhantes. Os diretores das unidades prisionais deverão informar à Vara de Execuções Penais, até 14 de agosto, quais presos retornaram dentro do prazo e registrar eventuais ocorrências relacionadas à medida.
PF vê atuação de ex-líder do governo Lula em favor do Master

BRASÍLIA, 04 de agosto de 2026 — Os relatórios produzidos pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero descrevem uma atuação recorrente do senador Jaques Wagner (PT-BA) em temas considerados estratégicos para o antigo Banco Master e seus principais controladores, Daniel Vorcaro e Augusto Ferreira Lima. A partir da análise de mensagens extraídas de celulares apreendidos, documentos e proposições legislativas, os investigadores identificaram quatro eixos nos quais a atuação do parlamentar teria coincidido com interesses econômicos do grupo: a ampliação do crédito consignado; mudanças nas regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC); a negociação para venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB); e a regulamentação do mercado brasileiro de créditos de carbono. A análise integra uma série de Informações de Polícia Judiciária (IPJs) remetidas ao Supremo Tribunal Federal (STF), que reúne elementos obtidos durante a investigação sobre a atuação de executivos do Banco Master. Segundo a PF, o objetivo foi confrontar a atividade legislativa desenvolvida por Jaques Wagner desde o início de seu mandato no Senado com o conteúdo das conversas mantidas por Augusto Lima e Daniel Vorcaro, buscando identificar eventual convergência entre iniciativas parlamentares e interesses privados do banco. “A Polícia Federal sustenta que, no curso das investigações, foram identificados elementos indicativos de recebimento de vantagens econômicas indevidas pelo parlamentar, direta e indiretamente, por intermédio de familiares, pessoas de confiança e estruturas societárias vinculadas ao grupo econômico investigado”, aponta o ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), em sua decisão. Procurada pela Gazeta do Povo, a assessoria do senador Jaques Wagner não respondeu individualmente aos questionamentos encaminhados pela reportagem sobre cada um dos episódios descritos nos relatórios da Polícia Federal. Foram encaminhadas apenas declarações dadas pelo parlamentar na sexta-feira (31), nas quais ele afirma estar tranquilo em relação às investigações e diz ter “certeza de que vai provar sua inocência”. Segundo Wagner, o caso segue o curso normal das instituições e ele confia que a apuração afastará as suspeitas. A reportagem também buscou contato com a defesa de Daniel Vorcaro e Augusto Ferreira Lima, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem (o espaço permanece aberto para manifestações). Embora os investigadores afirmem não terem encontrado referências diretas para a maior parte das proposições analisadas, quatro temas aparecem de forma recorrente nas mensagens apreendidas e passaram a integrar o conjunto de elementos considerados relevantes para a investigação. Continue lendo…
Dino assume análise de novo pedido contra filho de Lula

BRASÍLIA, 04 de agosto de 2026 — O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado para analisar o pedido da Polícia Federal (PF) de abertura de um terceiro inquérito contra o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A investigação apura suspeitas de tráfico de influência em favor de empresas ligadas ao governo federal. Segundo a PF, esse pedido é diferente dos dois inquéritos autorizados na semana passada pelo ministro André Mendonça. Os dois procedimentos investigam possíveis crimes de tráfico de influência e corrupção relacionados à atuação de Lulinha em órgãos da administração federal. Portanto, a nova solicitação amplia o alcance das apurações. O primeiro inquérito investiga uma suposta intermediação de interesses privados no Ministério da Saúde durante negociações sobre produtos de cannabis medicinal. Já o segundo apura a possível atuação em favor de uma empresa interessada em contratos com a Dataprev. Além disso, o terceiro pedido cita indícios de articulação entre um empresário do setor de tecnologia, Lulinha, o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e a empresária Roberta Luchsinger para viabilizar contratos com o governo federal. Agora, Flávio Dino decidirá se autoriza ou não a abertura do novo inquérito. Se o pedido for aceito, a Polícia Federal dará continuidade às investigações para verificar possíveis irregularidades e a responsabilidade dos envolvidos.
Polícia Federal mira familiares de Weverton em nova operação

MARANHÃO, 04 de agosto de 2026 — A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça (4), uma nova fase da Operação Sem Desconto. A ação cumpre 18 mandados de busca e apreensão no Maranhão e no Distrito Federal. A investigação apura suspeita de lavagem de dinheiro e foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Entre os alvos estão familiares do senador Weverton Rocha (PDT-MA). Segundo a PF, são alvos da operação a esposa, a filha e duas irmãs do senador. As investigações começaram após a identificação de indícios de movimentações financeiras e patrimoniais que, em tese, teriam sido feitas por meio de pessoas físicas e jurídicas, contas bancárias de terceiros, empresas e operações com dinheiro em espécie para ocultar a origem e o destino dos recursos. Além disso, a Polícia Federal busca esclarecer a origem dos valores, a finalidade dos repasses e a participação individual de cada investigado. O objetivo é verificar como os recursos teriam circulado e qual foi o envolvimento de cada pessoa citada na apuração. A defesa do senador Weverton Rocha ainda não se manifestou.
Ex-chefe de gabinete de Lula pegou grana de amiga de Lulinha

BRASÍLIA, 04 de agosto de 2026 — A Polícia Federal investiga transferências de dinheiro para o ex-chefe de gabinete do presidente Lula. Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, recebeu dezenas de milhares de reais da empresária Roberta Luchsinger. Ela é amiga de Lulinha, filho do presidente, e é investigada por suspeita de fraudes no INSS. Quatro pessoas confirmaram as transferências ao portal Poder360. O valor total pode chegar a R$ 80 mil, mas esse montante ainda não foi confirmado oficialmente. Marcola foi dispensado do cargo em 21 de julho de 2026. Ele trabalhava como chefe de gabinete desde janeiro de 2023. O assunto ganhou força nos bastidores de Brasília após sua saída. Integrantes do PT discutiram o caso durante a convenção que oficializou a candidatura de Lula à reeleição, no último sábado (1º). Marcola era um dos auxiliares mais próximos do presidente. Ele organizava a agenda oficial de Lula e administrava um dos telefones usados para contato com o chefe do Executivo. Roberta Luchsinger é investigada em um inquérito sobre fraudes bilionárias na Previdência Social. Ela prestou serviços para Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, preso desde setembro de 2025. Lulinha também é alvo de três inquéritos. Em um deles, a PF investiga suspeita de tráfico de influência. Reportagem de dezembro de 2025 disse que ele pode ter recebido uma mesada de R$ 300 mil paga por Careca do INSS. Roberta e Lulinha negam qualquer envolvimento. A PF identificou seis viagens feitas por Roberta e Lulinha com reservas no mesmo código localizador. Uma delas foi para Portugal, em junho de 2024. As outras cinco foram nacionais, entre abril e junho de 2025. Para os investigadores, isso mostra proximidade entre os dois. Mensagens apreendidas em celulares também estão sendo analisadas. Em uma conversa, Roberta perguntou se deveria prosseguir com uma operação. Lulinha respondeu: “Pode fechar”. Há indícios de possíveis irregularidades envolvendo os Correios e a Dataprev. Outras mensagens mostram discussões sobre locais seguros para guardar dinheiro fora do alcance da Receita Federal. Luxemburgo foi citado como uma alternativa. Roberta descreveu o país como um destino seguro para esse fim. Por meio de seu advogado, ela disse que só vai se manifestar nos autos do processo. Marcola confirmou as transferências, mas negou irregularidades. Ele afirmou que os valores correspondiam a um empréstimo pessoal. Disse também que já quitou o valor integralmente.