Empréstimo do BRB pode custar R$ 1 bilhão por ano em juros

DISTRITO FEDERAL, 03 de junho de 2026 — O governo do Distrito Federal quer contratar um empréstimo para reforçar o caixa do Banco de Brasília (BRB). A operação pode custar mais de R$ 1 bilhão por ano só em juros. Quem fez os cálculos foram deputados distritais da oposição. Eles usaram como base uma operação de até R$ 6,6 bilhões negociada com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O governo enviou à Câmara Legislativa um projeto para ratificar o acordo com a União. Porém, a proposta não avançou por falta de quórum. A votação deve voltar à pauta nos próximos dias. Os parlamentares afirmam que o Executivo ainda não mostrou os detalhes. Faltam informações sobre a taxa de juros e o prazo final do contrato. Por isso, as projeções divulgadas são apenas estimativas. Uma das simulações considera taxa igual ao IPCA mais 4,5% ao ano. Os deputados dizem que o secretário de Economia do DF, Valdivino de Oliveira, apresentou esse cenário em uma reunião reservada. Nessa hipótese, o custo total pode chegar a R$ 23 bilhões ao longo do contrato. O gabinete do deputado Fábio Félix (PSOL) fez outro cálculo. Ele estima um desembolso total de R$ 13,4 bilhões. Desse valor, R$ 6,91 bilhões seriam apenas os juros acumulados em 15 anos. Já o deputado Gabriel Magno (PT) apresentou uma terceira projeção. Ele considera juros de 1,4% ao mês, o que equivale a 18,16% ao ano. O pagamento seria em 180 parcelas. Nesse cenário, o custo total chegaria a R$ 17,84 bilhões. As prestações mensais ficariam perto de R$ 99 milhões. Os juros ultrapassariam R$ 11 bilhões ao longo do período. Os deputados criticam a falta de informações sobre a modelagem financeira da operação. Eles também querem saber como o BRB usará os recursos para se reequilibrar.
FAMEM participa de assembleia da Rede de Ouvidores do Maranhão

MARANHÃO, 03 de junho de 2026 — O presidente da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (FAMEM), Roberto Costa, participou nesta terça (3) da I Assembleia Geral da Rede de Ouvidores do Maranhão (REDOMA), realizada no auditório Salvador Fernandes, da Controladoria-Geral da União (CGU). O encontro reuniu representantes de órgãos públicos e instituições para discutir o funcionamento das ouvidorias e a ampliação dos canais de atendimento à população. Durante a programação, os participantes debateram a integração entre órgãos de controle e mecanismos de diálogo entre a administração pública e os cidadãos. Um dos temas apresentados foi um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) para implantação e fortalecimento de ouvidorias municipais. A iniciativa é resultado de uma parceria entre a Secretaria de Estado da Transparência e Controle, o Ministério Público do Maranhão, o Tribunal de Contas do Estado e a Controladoria-Geral da União. Segundo o secretário de Estado da Transparência e Controle, Raul Cancian Mochel, a proposta prevê o uso da estrutura do Viva Procon para funcionamento das unidades locais, além da oferta de sistemas e capacitação para servidores municipais. “O papel da FAMEM é fundamental, pois é por meio da Federação que conseguiremos chegar aos municípios, apresentar essa proposta aos prefeitos e reforçar a importância das ouvidorias para a melhoria dos serviços públicos prestados à população”, destacou. Durante o evento, Roberto Costa comentou o papel das ouvidorias na administração municipal. “Esse é um debate que interessa diretamente aos gestores municipais. A ouvidoria é uma ferramenta estratégica porque aproxima a administração pública da realidade vivida pela população. Muitas vezes, ela permite identificar problemas, avaliar serviços e apontar caminhos para que o gestor tome decisões mais assertivas. Nos municípios, é onde a vida acontece e onde os problemas precisam ser enfrentados diariamente. Quanto mais instrumentos tivermos para ouvir a população e compreender suas demandas, melhores serão os resultados entregues à sociedade”, afirmou. Roberto Costa também falou sobre a participação dos cidadãos nos serviços públicos. “Quando criamos mecanismos que permitem ao cidadão participar, fiscalizar e contribuir com sugestões, estamos fortalecendo a gestão pública e garantindo mais eficiência na aplicação dos recursos e na prestação dos serviços. Quem ganha com isso é a população”, acrescentou.
Vorcaro bancou férias de Ciro na França, diz revista Piauí

frança, 03 de junho de 2026 — A revista Piauí publicou nesta segunda semana que o senador Ciro Nogueira (PP-PI) viajou aos Alpes Franceses com despesas pagas por Daniel Vorcaro. Vorcaro é ex-controlador do Banco Master. A viagem durou 13 dias e ocorreu em janeiro do ano passado. O custo foi de R$ 1,8 milhão. A revista diz que teve acesso a mais de 60 páginas de um relatório da Polícia Federal (PF). Vorcaro teria bancado hospedagem, transporte e outros gastos. O destino foi a estação de esqui de Courchevel, na França. O senador levou familiares e pessoas próximas. Vorcaro e sua então noiva, Martha Graeff, também estavam lá. Uma foto mostra Ciro e Vorcaro abraçados com roupas de neve em 21 de janeiro. Em maio deste ano, a PF cumpriu busca e apreensão na casa de Ciro Nogueira. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a ação. Mendonça disse que há indícios de que o senador era o “destinatário central” de favores financeiros de Vorcaro. A investigação aponta que as vantagens incluem participação barata em empresa, pagamentos mensais de R$ 300 mil, uso de imóvel do empresário e custeio de viagens internacionais. A PF também cita despesas com hotéis, restaurantes e voos particulares. Daniel Vorcaro era controlador do Banco Master. O Banco Central liquidou a instituição em novembro de 2025. Na semana passada, o Tribunal de Contas da União (TCU) abriu um processo. O órgão vai analisar um socorro bilionário a um banco ligado ao Master. O caso aumenta a pressão sobre aliados do governo do centrão. A revista também não informa se o senador Ciro Nogueira declarou a viagem às autoridades.
Justiça barra acesso amplo da CPI a processos sigilosos

MARANHÃO, 03 de junho de 2026 — O presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, desembargador Ricardo Duailibe, negou nesta quarta (3) um pedido da CPI da Assembleia Legislativa. A comissão solicitava acesso amplo a processos judiciais, inquéritos e investigações envolvendo o vice-governador Felipe Camarão e servidores estaduais. A decisão impede o compartilhamento genérico de informações protegidas por segredo de Justiça. Segundo o Tribunal, pedidos de acesso a processos sigilosos precisam passar por análise individual. Além disso, a autorização deve partir do magistrado responsável pelo caso e apresentar justificativa específica. Por isso, a Presidência do TJMA entendeu que não possui competência para liberar automaticamente esse tipo de informação. Na decisão, Ricardo Duailibe afirmou que as CPIs possuem poderes de investigação semelhantes aos de autoridades judiciais. No entanto, destacou que essas prerrogativas não garantem acesso automático a dados protegidos por sigilo. O entendimento segue orientação do Supremo Tribunal Federal, que admite a manutenção do segredo de Justiça diante de comissões parlamentares quando houver amparo legal. O desembargador também considerou que o requerimento da CPI era amplo e sem identificação precisa dos processos pretendidos. Para o Tribunal, esse formato contraria princípios como o devido processo legal, a proteção de dados e a necessidade de fundamentação para quebra de sigilo. Assim, futuros pedidos deverão ser encaminhados diretamente aos juízos responsáveis, com indicação clara dos casos e da base legal para o acesso. A CPI foi criada após investigação do Ministério Público do Maranhão que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo policiais militares e estruturas do governo estadual. Relatórios do Coaf apontaram movimentações financeiras consideradas atípicas, que somam cerca de R$ 39,5 milhões. Apesar de a investigação original estar suspensa por decisão monocrática do STJ, a comissão continua em atividade na Assembleia Legislativa.
Ifood confirma vazamento de dados de 1,2 milhão de usuários

BRASIL, 03 de junho de 2026 — Cerca de 1,2 milhão de usuários do iFood tiveram dados pessoais vazados em dezembro de 2025. A empresa confirmou o incidente nos últimos dias, depois que criminosos divulgaram as informações na internet. A falha aconteceu no sistema SIRA, usado para atender a pedidos da Justiça e de órgãos de fiscalização. O caso ganhou atenção em 28 de maio. Um usuário na internet disse ter dados de 43,8 milhões de clientes. As amostras tinham e-mails e informações pessoais. Porém, não dava para confirmar se eram reais. No dia 29, o iFood afirmou que não havia achado invasão recente. Então, um dos criminosos publicou novos arquivos. Com isso, a empresa identificou a origem e o tamanho do problema. Segundo o iFood, apenas 2% da base de clientes foi atingida. Isso representa cerca de 1,2 milhão de pessoas. A empresa nega que mais de 40 milhões tenham sido afetados. Além disso, diz que senhas, números de cartão e registros financeiros não vazaram. O criminoso contesta a versão da empresa. Ele alega ter dados de 4 milhões de usuários. Até agora, porém, não há provas disso. O iFood já controlou o caso em dezembro de 2025.
Feriado provoca longa fila para ferryboat na Ponta da Espera

SÃO LUÍS, 03 de junho de 2026 — O Terminal da Ponta da Espera, em São Luís, registra filas e longa espera nesta quinta (4), feriado de Corpus Christi. Passageiros que seguem para municípios da Baixada Maranhense enfrentam dificuldades para embarcar nos ferryboats. Segundo informações, seis embarcações operam normalmente. No entanto, nenhuma embarcação extra foi disponibilizada para atender ao aumento da demanda. Por isso, muitos passageiros relatam horas de espera antes do embarque. A movimentação intensa ocorre por causa do feriado prolongado, período que aumenta o fluxo de passageiros rumo às cidades da Baixada Maranhense. A orientação aos usuários é acompanhar as informações divulgadas no terminal e redobrar a atenção durante a espera.
Justiça manda Prefeitura de SLZ restaurar casarão histórico

SÃO LUÍS, 03 de junho de 2026 — A Justiça determinou que a Prefeitura de São Luís restaure integralmente um casarão histórico localizado na Rua do Sol, nº 660, no Centro da capital. A decisão atende a uma Ação Civil Pública proposta pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA) em dezembro de 2024. Além disso, o Município foi condenado a pagar R$ 500 mil por danos morais coletivos devido à deterioração do imóvel. A sentença foi assinada pelo juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís. O magistrado determinou que a restauração preserve todas as características arquitetônicas originais do prédio, tanto internas quanto externas. A Prefeitura terá seis meses para apresentar o projeto, que deverá ser aprovado pela Secretaria de Estado da Cultura. Segundo a decisão, as obras deverão ser concluídas em até dois anos. O MPMA ajuizou a ação após inspeções identificarem sinais de abandono no imóvel, que já abrigou a Fundação Municipal de Patrimônio Histórico (FUMPH). O órgão relatou a presença de tapumes nas janelas, acúmulo de materiais inutilizados e riscos à segurança de pedestres. Antes da sentença, a Justiça já havia concedido uma liminar, em maio de 2025, para que o Município adotasse medidas emergenciais de proteção. Ao analisar o caso, o juiz concluiu que a falta de manutenção, a ausência de segurança e o abandono contribuíram diretamente para a degradação do patrimônio histórico.
Lula anuncia viagem ao exterior para dias 15 e 16 de junho

MUNDO, 03 de junho de 2026 — O presidente Lula anunciou nesta quarta (3) que vai à reunião do G7. O evento será nos dias 15 e 16 de junho, em Evian, nos alpes franceses. O convite partiu do presidente da frança, Emmanuel Macron. Desde o início de 2023, o governo federal gastou mais de R$ 970 milhões em viagens ao exterior. Além disso, os deslocamentos dentro do brasil custaram mais de R$ 6 bilhões no mesmo período. Lula afirmou que não pretendia ir ao encontro. Então decidiu mudar de ideia por causa do cenário internacional. “Eu nem iria ao g7, mas agora vou, porque é preciso alguém colocar ordem na casa”, disse. Ele também citou o desmonte do multilateralismo, da democracia e das instituições. A viagem pode render um encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump. A expectativa do governo é que os dois conversem durante o evento. Isso ocorre em meio a negociações sobre tarifas anunciadas por Washington. Na semana passada, os eua propuseram uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A medida pode valer a partir de 15 de julho. O governo brasileiro chamou a proposta de “lastimável”. Disse que interesses eleitorais e familiares sabotam o diálogo. O Brasil também afirmou que não há justificativa para as tarifas. Os EUA acumulam superávit na relação comercial com o país. O governo citou ainda o sistema pix, que foi alvo das críticas americanas.

