STF autoriza PF a periciar dispositivos em caso Banco Master

BRASÍLIA, 20 de fevereiro de 2026 – O ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quinta (19) diligências da Polícia Federal (PF), inclusive com autonomia para periciar os 100 dispositivos que, até o momento, foram recolhidos. A decisão do magistrado atende à PF, que reivindicava mais protagonismo nas apurações do escândalo financeiro do Banco Master após limitações impostas pelo antigo relator, Dias Toffoli. A decisão acolhe a urgência apontada pelo Instituto Nacional de Criminalística e pela Procuradoria-Geral da República (PGR) quanto à preservação de conteúdo probatório considerado “sensível”. Foi autorizada também a realização de diligências ordinárias, como oitivas na sede da PF, desde que “observada a devida compartimentação das informações” e os “princípios da preservação” do sigilo e da funcionalidade. A decisão do ministro mantém compartilhamento de dados restrito à Corregedoria-Geral, apenas sobre apurações envolvendo policiais. O ministro autoriza as demais áreas “apenas para suporte logístico”. Foi mantido um nível de sigillo padrão (III) para autos relacionados à operação, sendo exigida solicitação expressa e fundamentada ao relator para instauração de novos inquéritos. Entre os 100 dispositivos recolhidos há celulares, laptops e HDs externos, entre outros aparelhos eletrônicos. Mendonça foi sorteado novo relator do inquérito envolvendo o Banco Master após o ministro Dias Toffoli deixar o caso. Ele assumiu a investigação em meio à crise institucional aberta pela relatoria de Toffoli, que decretou sigilo máximo sobre as provas e confinou as investigações ao STF.
André Mendonça dispensa presença de Vorcaro na CPMI do INSS

BRASÍLIA, 20 de fevereiro de 2026 – O ministro André Mendonça, do STF, decidiu na quinta (19) que o banqueiro Daniel Vorcaro não é obrigado a comparecer aos depoimentos marcados para a próxima semana na CPMI do INSS e na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. A decisão foi tomada no âmbito do processo que apura suspeitas de fraudes relacionadas ao Banco Master, no qual Vorcaro figura como investigado. Os depoimentos estavam previstos para segunda-feira (23), na CPMI do INSS, e para terça (24), na Comissão de Assuntos Econômicos. Contudo, o relator entendeu que a presença do banqueiro nas audiências é facultativa, considerando sua condição de investigado na apuração em curso. Na mesma decisão, André Mendonça negou o pedido da defesa que solicitava autorização para que Vorcaro utilizasse um jatinho particular para se deslocar até Brasília, caso optasse por prestar depoimento. Os advogados justificaram o pedido com base em alegadas questões de segurança durante o translado aéreo.
STJ mantém prisões em caso de desvios em Turilândia

TURILÂNDIA, 20 de fevereiro de 2026 – O ministro Sebastião Reis Júnior, do STJ, negou na quinta (19) a liminar que pedia a revogação da prisão preventiva do prefeito afastado de Turilândia, Paulo Curió, e de Hyan Mendonça. A decisão manteve a custódia dos investigados, presos desde 22 de dezembro de 2025, após a deflagração da Operação Tântalo II pelo Gaeco para investigar corrupção no município maranhense. Além disso, o relator do STJ rejeitou o pedido de liberdade plena para a vice-prefeita Tanya Mendes e para a primeira-dama Eva Curió. Ambas seguem em prisão domiciliar com monitoramento por tornozeleira eletrônica, medida anteriormente autorizada pela Justiça devido à necessidade de presença materna no cuidado de filhos menores. As apurações do Ministério Público indicam que um núcleo político-familiar, liderado por Paulo Curió, teria desviado cerca de R$ 56,3 milhões dos cofres públicos entre 2021 e 2025. Por isso, a denúncia alcançou 21 pessoas por crimes como organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro e fraude em licitações. Ainda segundo as investigações, a operação resultou na prisão de todos os 11 vereadores da atual legislatura da Câmara Municipal. Dessa forma, o caso provocou um colapso institucional na região, com impacto direto no funcionamento administrativo e político do município.
SEIC prende mais policiais suspeitos de sequestro e extorsão

MARANHÃO, 19 de fevereiro de 2026 – A Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC) prendeu, nesta quinta (19), em São Luís, três policiais militares e uma quarta pessoa suspeitos de envolvimento em sequestro mediante extorsão, investigado após familiares denunciarem desaparecimento e cobrança de dinheiro para libertação da vítima. As prisões ocorreram durante operação do Departamento de Operações Táticas da SEIC, que apura a atuação de um grupo suspeito de praticar extorsões por meio de sequestros na capital. Segundo a investigação, o caso é o mesmo que já havia resultado em detenções anteriores neste ano. Com o avanço das diligências, os policiais civis identificaram a participação de policiais militares no crime investigado. Por isso, a nova fase da operação resultou nas prisões realizadas nesta quinta-feira, relacionadas ao mesmo inquérito instaurado anteriormente. As apurações começaram após familiares de uma vítima procurarem a delegacia e relatarem o desaparecimento, além da exigência de pagamento para a libertação. Dessa forma, a Polícia Civil passou a investigar a possível prática de sequestro com finalidade de extorsão. Além disso, a polícia informou que as prisões estão vinculadas ao caso que motivou a operação realizada em janeiro. Assim, os investigadores buscam identificar todos os envolvidos no esquema criminoso investigado em São Luís.
SET aponta que Prefeitura deve R$ 5 milhões às empresas

SÃO LUÍS, 19 de fevereiro de 2026 – O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (SET) informou que a Prefeitura deve cerca de R$ 5 milhões às empresas do sistema, devido ao não repasse integral dos recursos municipais. Segundo o SET, as empresas do transporte público ainda enfrentam dificuldades para honrar compromissos operacionais. A entidade afirma que o Município tem adotado estratégias, como descontos nos repasses, o que, por isso, impacta diretamente a sustentabilidade financeira do sistema urbano. O sindicato informou que mantém esforços para apoiar as empresas que integram o transporte público da capital. Além disso, a entidade destacou que a situação financeira decorre da ausência de repasses integrais previstos, o que pressiona a operação do serviço e sua regularidade.
São Raimundo do Doca Bezerra mete ex-prefeita na Justiça

SÃO RAIMUNDO DO DOCA BEZERRA, 19 de fevereiro de 2026 – O Município de São Raimundo do Doca Bezerra e o Ministério Público do Maranhão (MPMA) recorreram ao Tribunal de Justiça contra a sentença que absolveu a ex-prefeita Arlene Pimenta (PL) em uma ação de improbidade administrativa. O processo apura supostas irregularidades na gestão dos recursos públicos entre os anos de 2013 e 2016, que teriam causado dano ao erário e violado princípios da administração pública. De acordo com os autos, Arlene Pimenta é acusada de deixar pendências não resolvidas junto à Secretaria de Estado da Cultura (SECMA). Por isso, essa situação impediu que o município firmasse novos convênios com a pasta estadual, incluindo o acordo para a realização dos festejos do São João no ano de 2019. A certidão n.º 3495/2019, emitida pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE/MA), evidencia o problema.
Governo do MA nega supostas irregularidades na Litorânea

MARANHÃO, 19 de fevereiro de 2026 – O secretário de Infraestrutura do Maranhão, Aparício Bandeira, declarou nesta quinta (19), em São Luís, que não houve superfaturamento na obra de prolongamento da Avenida Litorânea, auditada pelo Tribunal de Contas da União em 2025 e citada em reportagens sobre possíveis irregularidades. Segundo ele, a obra da Litorânea segue sob acompanhamento de órgãos de controle e dentro da legalidade. De acordo com o Governo do Estado, o trecho analisado da Litorânea ainda não foi iniciado, portanto não houve prejuízo aos cofres públicos. Além disso, o Executivo informou que eventuais diferenças de gastos ou questionamentos da fiscalização foram assumidos pela empresa contratada, sem impacto financeiro ao orçamento estadual. A gestão estadual informou que o projeto da Litorânea permanece sob acompanhamento dos órgãos de controle. Dessa forma, a pasta destacou que o processo segue conforme as normas legais e administrativas. Ainda assim, a auditoria do TCU analisou aspectos do contrato e da execução relacionados à obra.
CGU aponta sobrepreço na ponte JK entre Maranhão e Tocantins

MARANHÃO, 19 de fevereiro de 2026 – A Controladoria-Geral da União apontou indícios de sobrepreço na reconstrução da ponte JK, que liga Maranhão ao Tocantins, em contrato de R$ 171,9 milhões firmado pelo DNIT. A obra foi entregue em 22 de dezembro de 2025, um ano após o desabamento ocorrido em dezembro de 2024. Segundo a CGU, a reconstrução da ponte JK, financiada pelo Governo Federal, apresentou fragilidades na metodologia utilizada para definição do orçamento. A tragédia anterior deixou 14 mortos, três desaparecidos e um ferido, o que motivou a execução emergencial da obra pelo órgão responsável. No relatório, a CGU registrou que as inconsistências encontradas indicam que os custos estimados para a reconstrução da ponte JK podem ter sido superestimados. Além disso, o valor inicialmente divulgado de R$ 171,9 milhões foi ampliado após aditivo contratual, alcançando o total de R$ 174,6 milhões. Os auditores também apontaram divergências entre os parâmetros utilizados no orçamento e referências de mercado. Por isso, a análise técnica indicou fragilidades na composição dos custos apresentados para execução das etapas da obra pública.