MA registra alta de casos graves de síndrome respiratória

respiratória Maranhão

MARANHÃO, 24 de julho de 2026 — O Maranhão continua com aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo o boletim InfoGripe da Fiocruz. Os dados são da Semana Epidemiológica 28, entre 12 e 18 de julho. Além disso, São Luís está entre as capitais com crescimento da doença nas últimas semanas, mesmo com a queda dos casos em grande parte do país. O estado está entre as cinco unidades da federação com nível de risco ou alto risco para SRAG. Ao lado de Acre, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, o Maranhão apresentou aumento contínuo dos casos nas últimas seis semanas. Já São Luís integra a lista das três capitais com crescimento na tendência de longo prazo. Segundo a Fiocruz, o avanço das internações na capital ocorre principalmente entre crianças com menos de dois anos. O principal causador é o vírus sincicial respiratório (VSR). Embora esse vírus já apresente queda em boa parte do Brasil, o Maranhão segue com aumento dos casos. Em relação à influenza B, o estado já mostra sinais de estabilização. A Fiocruz reforça que a vacinação contra influenza, Covid-19 e VSR continua sendo a principal forma de prevenção para os grupos indicados. Inclusive, recomenda lavar as mãos, usar máscara em unidades de saúde, evitar contato com pessoas gripadas e permanecer em casa durante o período de transmissão. Crianças pequenas concentram a maior incidência da doença, enquanto idosos com 65 anos ou mais registram a maior mortalidade.

Estatais acumulam mais de R$ 18 bi em rombo no governo Lula

estatais TCU

BRASIL, 24 de julho de 2026 — De janeiro de 2023 e maio de 2026, as empresas estatais federais não dependentes acumularam um déficit de R$ 18,48 bilhões, conforme auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU). O governo Lula inverteu o superávit da gestão anterior, utilizando 91% dos R$ 3,29 bilhões contingenciados para cobrir o rombo, o que afetou políticas públicas. O déficit se concentra em quatro estatais, com os Correios em situação crítica. As empresas estatais federais não dependentes acumularam um déficit de R$ 18,48 bilhões entre janeiro de 2023 e maio de 2026, segundo auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU). Os dados revelados pelo jornal Gazeta do Povo mostram que o governo Lula inverteu um ciclo de superávits registrado na gestão anterior. O parecer do TCU sobre as contas de 2025 sinaliza que a situação forçou o governo a usar recursos de outras áreas para cobrir o rombo. Dos R$ 3,29 bilhões contingenciados até o quinto bimestre de 2025, 91% foram para absorver o déficit das estatais. “Isso impôs restrições orçamentárias a órgãos responsáveis por políticas públicas, exigindo replanejamento forçado e afetando a continuidade de programas governamentais”, diz o relatório do tribunal. Entre as estatais não dependentes estão os Correios, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), a Eletronuclear e a Casa da Moeda. DÉFICIT SE CONCENTRA EM 4 EMPRESAS O TCU identificou que 95% do rombo de 2025 se concentrou em quatro estatais: Empresa Gerencial de Projetos Navais, Correios, Empresa Gestora de Ativos e Infraero. O déficit primário do Programa de Dispêndios Globais dessas empresas foi de R$ 4,9 bilhões em 2025. A situação dos Correios é considerada a mais grave pelo tribunal, com risco de insolvência. Continue lendo…

Maranhão terminou 2025 com taxa de desemprego de 6,8%

Desemprego Maranhão

MARANHÃO, 24 de julho de 2026 — O Maranhão terminou 2025 com taxa de desemprego de 6,8%, segundo a PNAD Contínua do IBGE. O índice foi o menor do Nordeste e ficou abaixo da média regional, de 7,9%. Além disso, o resultado superou o de 2024, quando o estado registrou 7,2%, alcançando o melhor desempenho da série iniciada em 2012. Em 2026, o Maranhão também teve o menor índice de desemprego para um primeiro trimestre desde o início da pesquisa. A taxa ficou em 6,9% e manteve o estado na liderança entre os nove estados nordestinos. Além disso, o percentual permaneceu abaixo da média da região, que foi de 8,4%. Segundo a Setres, programas de qualificação profissional, incentivo à contratação e aproximação entre empresas e trabalhadores ajudaram no resultado. Entre as ações estão Trabalho Jovem, Superação, Residência Profissional e Qualificação Mais Trabalho. A rede de atendimento também cresceu para 18 unidades do SINE e duas Casas do Trabalhador. A Seinc afirmou que investimentos, apoio ao empreendedorismo e atração de empresas também contribuíram para ampliar o emprego. Entre as iniciativas estão o Armazém do Empreendedor, o Trabalho Jovem e o Juro Zero, que oferece microcrédito de até R$ 22 mil com juros subsidiados pelo Governo do Estado.

Empresa mantém pesquisa mineral suspensa em Maracaçumé

Maracaçumé Garimpo

MARACAÇUMÉ, 24 de julho de 2026 — A NNGOLD Mineração informou ao Ministério Público do Maranhão que manteve suspensas as atividades de pesquisa mineral em Maracaçumé. A empresa respondeu à recomendação da Promotoria de Justiça e afirmou que os trabalhos continuam parados até a conclusão da regularização ambiental e documental para atuar na área. O MP expediu a recomendação para evitar possíveis danos ao Rio Maracaçumé e à Área de Preservação Permanente. O órgão determinou a paralisação do uso de dragas, balsas de mineração, bombas de sucção e outros equipamentos, além de proibir o início das atividades sem a comprovação da regularidade jurídica e ambiental do empreendimento. A empresa informou que interrompeu a pesquisa em 8 de junho de 2026 para renovar a documentação exigida. Também afirmou que a draga citada na recomendação nunca foi utilizada porque os equipamentos ainda estão em fase de montagem. Além disso, declarou que a balsa e as bombas permanecem paradas e que já cumpre todas as determinações do Ministério Público. A NNGOLD enviou documentos sobre o processo de regularização e se colocou à disposição para uma inspeção no local. Agora, o Ministério Público acompanhará o caso para verificar se a paralisação será mantida e se a empresa cumprirá todas as exigências ambientais. As medidas preventivas continuam em vigor até a comprovação da regularidade necessária para a retomada da pesquisa mineral.

Sete jogos da Copa estão sob leve suspeita de manipulação

Copa futebol

ESTADOS UNIDOS, 24 de julho de 2026 — Sete dos 104 jogos da Copa do Mundo de 2026 estão sob leve suspeita de manipulação por apostas esportivas. A informação foi divulgada pelo The Athletic, a plataforma de notícias sobre esportes do jornal The New York Times. A fonte citada pelo The Athletic é o relatório preliminar do Grupo de Copenhague, entidade internacional independente que atua na investigação e prevenção de casos de manipulação em competições esportivas. Os sete alertas emitidos pelo relatório são classificados na categoria amarela, a primeira acima da verde, que significa jogo normal. Os alertas seguintes são o laranja, que aponta suspeita razoável, e o vermelho, com grande suspeita. O caso considerado mais preocupante é a anulação do cartão vermelho apresentado para o atacante Folarin Balogun, dos Estados Unidos, no jogo contra Bósnia e Herzegovina. Balogun foi expulso no dia 2 de julho, mesma data em que a plataforma de previsões esportivas baseada em criptomoedas Polymarket lançou uma aposta com a seguinte pergunta: “Balogun vai jogar contra a Bélgica?”. A suspensão do cartão vermelho foi anunciada somente no dia 5 de julho.

MPMA investiga licitação de tapa-buracos em Joselândia

Joselândia MPMA

JOSELÂNDIA, 24 de julho de 2026 — O Ministério Público do Maranhão abriu um Inquérito Civil para investigar possíveis irregularidades em uma licitação realizada pela Prefeitura de Joselândia em 2021. A apuração envolve a gestão do então prefeito Raimundo dos Santos, a empresa vencedora e um contrato de R$ 295.452,90 para serviços de recuperação asfáltica e tapa-buracos. Segundo o MP, a análise técnica encontrou indícios de falhas no processo licitatório e na execução do contrato. Entre os pontos investigados estão a autorização da licitação e a assinatura do contrato pelo então secretário de Obras, sem comprovação de delegação legal. Além disso, o órgão apura a falta de prova de recursos orçamentários e possíveis falhas na documentação contábil. A investigação também verifica a ausência de comprovação da publicação do extrato do contrato nos meios oficiais, exigência prevista em lei para garantir transparência. Para o MP, essas irregularidades podem configurar atos de improbidade administrativa por possível prejuízo ao erário e violação dos princípios da administração pública. Por isso, o procedimento foi transformado em Inquérito Civil para ampliar a apuração. O MP pediu à Prefeitura de Joselândia os processos de pagamento do contrato, solicitou informações ao Tribunal de Contas do Estado e determinou que a empresa apresente documentos que comprovem a execução dos serviços. Caso as irregularidades sejam confirmadas, os responsáveis poderão responder judicial e administrativamente.

Lula gastará R$ 50 milhões para Escola Nacional de Hip-Hop

Hip-Hop

BRASIL, 24 de julho de 2026 — O governo federal vai gastar R$ 50 milhões entre 2026 e 2027 para implementar a Escola Nacional de Hip-Hop (H2E), programa do Ministério da Educação (MEC) lançado em março. O anúncio ocorre em meio a um cenário de déficit nas contas públicas, com resultado primário negativo e crescimento da dívida do governo. De acordo com o MEC, o programa levará elementos da cultura hip-hop, como rap, grafite e breaking, para dentro das escolas públicas como ferramenta pedagógica a fim de promover “inovação curricular, engajamento dos estudantes e redução de desigualdades educacionais”. Segundo a pasta, o programa está alinhado às leis 10.639/2003 e 11.645/2008, que tornam obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira, africana e indígena na educação básica. Na proposta, artistas e agentes culturais atuarão como educadores, “integrando saberes populares e acadêmicos”. A adesão das redes de ensino será voluntária, mediante assinatura de termo específico. O governo estima alcançar até 45 milhões de estudantes, com formação de professores e gestores para incorporar a metodologia ao currículo. ESPECIALISTAS QUESTIONAM PRIORIDADE DO GASTO E IMPACTO EDUCACIONAL DO PROGRAMA Embora o valor destinado seja reduzido em relação ao orçamento do MEC – de R$ 268,2 bilhões previstos para 2026 –, o anúncio tem sido criticado por especialistas pelo potencial limitado de retorno aos estudantes, em um momento em que o governo enfrenta dificuldades para fechar as contas. Apesar do aumento da arrecadação, as contas públicas seguem pressionadas, com a resistência do governo em reduzir gastos e o avanço de despesas obrigatórias que comprimem o espaço para investimentos. O resultado primário permanece negativo, com déficit em torno de 0,4% a 0,5% do PIB no acumulado recente, segundo dados do Tesouro e do Banco Central, e a dívida bruta do governo geral soma 79,2% do PIB, com projeções de atingir cerca de 84% do PIB ainda este ano. “Mesmo que o valor investido seja pequeno, ele poderia ser usado de forma melhor. Isso é gastar dinheiro para deseducar”, afirma a diretora executiva do Instituto Livre pra Escolher, Anamaria Camargo.

Contrato de honorários em Coelho Neto vira alvo de apuração

Coelho Neto

COELHO NETO, 24 de julho de 2026 — O Ministério Público do Maranhão ampliou a investigação sobre a contratação do escritório João Azêdo Sociedade de Advogados pela Prefeitura de Coelho Neto. A decisão foi assinada pela promotora Elisete Pereira dos Santos para aprofundar a apuração sobre um contrato que pode chegar a R$ 18,5 milhões em honorários relacionados aos créditos judiciais do antigo FUNDEF. A investigação começou após uma representação do Sindicato dos Professores Municipais de Coelho Neto (SINDPROM/CN). A entidade questiona a legalidade da contratação por inexigibilidade de licitação. Além disso, afirma que o município já possui estrutura jurídica própria e já era representado por advogados em uma ação que tramita na Justiça Federal desde 2017. O contrato prevê a execução de créditos judiciais estimados em R$ 92,5 milhões. Como pagamento, o escritório receberia 20% do valor recuperado, o equivalente a cerca de R$ 18,5 milhões. O sindicato também aponta que a remuneração pode contrariar entendimento do STF sobre a destinação dos recursos dos precatórios do FUNDEF e questiona a possível utilização de verbas do FUNDEB para custear o contrato. O escritório defendeu a legalidade da contratação e afirmou que os serviços são especializados. Já a Procuradoria do Município informou que não encontrou contratos antigos relacionados aos advogados do processo. Porém, consulta ao sistema da Justiça Federal mostrou que o município ainda é representado pelos advogados cadastrados desde 2017. Agora, o MP aguarda parecer técnico contábil e jurídico para decidir os próximos passos da investigação.

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