
BRASIL, 24 de julho de 2026 — De janeiro de 2023 e maio de 2026, as empresas estatais federais não dependentes acumularam um déficit de R$ 18,48 bilhões, conforme auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU).
O governo Lula inverteu o superávit da gestão anterior, utilizando 91% dos R$ 3,29 bilhões contingenciados para cobrir o rombo, o que afetou políticas públicas. O déficit se concentra em quatro estatais, com os Correios em situação crítica.
As empresas estatais federais não dependentes acumularam um déficit de R$ 18,48 bilhões entre janeiro de 2023 e maio de 2026, segundo auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU). Os dados revelados pelo jornal Gazeta do Povo mostram que o governo Lula inverteu um ciclo de superávits registrado na gestão anterior.
O parecer do TCU sobre as contas de 2025 sinaliza que a situação forçou o governo a usar recursos de outras áreas para cobrir o rombo. Dos R$ 3,29 bilhões contingenciados até o quinto bimestre de 2025, 91% foram para absorver o déficit das estatais.
“Isso impôs restrições orçamentárias a órgãos responsáveis por políticas públicas, exigindo replanejamento forçado e afetando a continuidade de programas governamentais”, diz o relatório do tribunal.
Entre as estatais não dependentes estão os Correios, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), a Eletronuclear e a Casa da Moeda.
DÉFICIT SE CONCENTRA EM 4 EMPRESAS
O TCU identificou que 95% do rombo de 2025 se concentrou em quatro estatais: Empresa Gerencial de Projetos Navais, Correios, Empresa Gestora de Ativos e Infraero.
O déficit primário do Programa de Dispêndios Globais dessas empresas foi de R$ 4,9 bilhões em 2025.
A situação dos Correios é considerada a mais grave pelo tribunal, com risco de insolvência.







