Edir Macedo injeta R$ 1,5 bi no Digimais para vender banco

BRASIL, 21 de julho de 2026 — O bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal e dono da Rede Record, investiu R$ 1,5 bilhão no Banco Digimais. O objetivo é cobrir os rombos do balanço e viabilizar a venda da instituição. As informações são do jornal O Globo. BTG Pactual e Banco Safra estão entre os possíveis compradores. A capitalização serve para limpar as contas do banco e destravar as negociações. Até agora, não há anúncio de venda concluída. Também não há detalhes sobre preço ou formato da operação. O aporte acontece em meio a uma crise no Digimais. Em junho, a Polícia Federal deflagrou a Operação Miragem. A PF acusa o banco de inflar artificialmente seus ativos. O objetivo seria esconder uma situação de insolvência. A representação da PF indica que o Digimais seguiu o mesmo padrão de fraudes do extinto Banco Master. O documento mostra como a diretoria manipulou registros contábeis. A intenção era criar uma falsa aparência de liquidez. Assim, a real situação financeira ficava oculta. A PF afirma que o banco adotou práticas financeiras temerárias. O modelo consistia em captar dinheiro no mercado de forma massiva. O banco oferecia CDBs com taxas de retorno muito acima da média. A diretoria se aproveitava da confiança dos depositantes. Então, superavaliava ativos com a emissão de títulos de rentabilidade desproporcional. O objetivo central era ocultar a deterioração da carteira de crédito. A PF encontrou conexões diretas entre o Digimais e o Master. Em janeiro de 2025, um ex-executivo do Master tentou comprar o banco de Edir Macedo. A holding Bluebank fez a oferta, mas o Banco Central vetou o negócio. Os agentes descobriram que o Digimais alocou R$ 600 milhões em carteiras de direitos creditórios ligadas ao Master. Para a corporação, manter esses créditos de origem duvidosa indica gestão fraudulenta. Com base nessas descobertas, a Justiça bloqueou mais de R$ 670 milhões. Os valores pertencem a dez alvos ligados ao esquema. O líder religioso não recebeu mandados de busca e apreensão por morar no exterior. Mesmo assim, ele é alvo da investigação. A Justiça quebrou seu sigilo fiscal e congelou seus bens pessoais.
Roberto Rocha vai à Justiça pedir filiação especial ao PRTB

SÃO LUÍS, 21 de julho de 2026 — O ex-senador Roberto Rocha entrou com um pedido na Justiça Eleitoral para regularizar sua filiação ao PRTB. O requerimento foi protocolado na 3ª Zona Eleitoral de São Luís. A ação ocorreu após o político ficar fora dos planos do partido Novo para disputar uma vaga ao Senado nas eleições deste ano. Segundo o pedido, Roberto Rocha busca incluir o nome em uma lista especial de filiados do PRTB. A medida tem como base o artigo 19, parágrafo 2º, da Lei dos Partidos Políticos. Esse dispositivo permite a regularização da filiação quando o eleitor é prejudicado por desídia, erro ou má-fé do partido. O processo foi registrado sob o número 600035-06.2026.6.10.0003 e será analisado pela juíza Sara Fernanda Gama, titular da 3ª Zona Eleitoral de São Luís. A decisão definirá se o ex-senador poderá ter a filiação reconhecida pela Justiça Eleitoral. Além de Roberto Rocha, também apresentaram pedidos de filiação especial ao PRTB José Mauro dos Santos Carvalho Filho, Mariana Noemia Silva Alves, Luana Leticia Gomes de Moraes Rocha, Ana Claudia Ayres Diniz e Sergio Martins de Araújo Filho.
Grupo extremista islâmico Hamas anuncia novo líder político

ISRAEL, 21 de julho de 2026 — O Hamas anunciou Khalil al-Hayya como seu novo líder político. A informação foi divulgada em comunicado nesta segunda (20). Ele substitui Yahya Sinwar, antigo chefe do grupo morto por Israel em 2024, na Faixa de Gaza. A organização informou que al-Hayya foi escolhido após eleições internas. As discussões para a escolha vinham acontecendo desde o início do ano. Com a morte de outras lideranças, al-Hayya já assumia um papel central nas negociações desde o último ano. Ele participou das conversas que culminaram em um acordo de paz com Israel. As negociações foram mediadas pelos Estados Unidos. Khalil al-Hayya vive exilado no Catar há alguns anos. Em setembro de 2025, ele fazia parte da delegação do Hamas que sofreu um ataque em Doha. As Forças de Defesa de Israel (FDI) realizaram a operação na capital do país. A troca de liderança ocorre em meio à tentativa de implementar totalmente o acordo com Israel. Até agora, apenas a fase 1 do pacto foi cumprida. Essa etapa previu o cessar-fogo, a libertação de reféns, a entrada de ajuda humanitária em Gaza e a soltura de prisioneiros palestinos. As discussões para a segunda fase do acordo avançam lentamente. Essa etapa prevê a retirada das tropas israelenses de Gaza. Também inclui o fim do governo do Hamas no enclave e o desarmamento do grupo. No início deste mês, o Hamas entregou o governo de Gaza a um comitê provisório. Enquanto isso, os ataques de Israel continuam na região. Assentamentos israelenses ilegais também seguem sendo feitos no enclave palestino.
PF investiga prefeito de Imperatriz por apropriação indébita

IMPERATRIZ, 21 de julho de 2026 — A Polícia Federal abriu um inquérito para investigar o prefeito de Imperatriz, Rildo Amaral, e o secretário municipal de Administração e Finanças por suspeita de apropriação indébita previdenciária. Segundo o site Direito e Ordem, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região autorizou a investigação após pedido da Procuradoria Regional da República por causa do foro do prefeito. A investigação começou depois que a Receita Federal enviou uma representação fiscal com indícios de irregularidades no recolhimento de contribuições previdenciárias pelo município. O procedimento aponta crédito tributário superior a R$ 503,6 mil. Já a apuração criminal cita um débito de R$ 343.627,95 relacionado à suposta retenção dos valores. Segundo a portaria, a Receita Federal indicou Rildo Amaral como responsável pelas irregularidades na atual gestão. O documento informa que o crédito tributário foi constituído em julho de 2025 e, até a abertura do inquérito, não havia registro de pagamento, parcelamento ou medida que suspendesse a cobrança. A Polícia Federal também informou que o prefeito foi notificado para apresentar manifestação antes da investigação, mas não respondeu no prazo. Agora, a corporação determinou novas diligências, pediu mais 120 dias para concluir a apuração e intimou o prefeito e o secretário para prestar depoimento como investigados. A investigação busca confirmar ou descartar a prática do crime previsto no artigo 168-A do Código Penal.
Banco Master transferiu R$ 3,6 bilhões em créditos à Reag

BRASÍLIA, 21 de julho de 2026 — O Banco Master transferiu R$ 3,6 bilhões em créditos de dívidas para 11 fundos da gestora Reag. As operações aconteceram entre 2021 e 2025. A Polícia Federal investiga a Reag por suspeitas de fraude bancária e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis. A documentação mostra que, em muitos casos, o contrato de empréstimo e a transferência do crédito para o fundo ocorreram no mesmo dia. Os investigadores veem nisso um possível padrão de funcionamento. A suspeita é que a Reag ajudou a estruturar fundos que movimentaram recursos de forma atípica. O objetivo seria inflar resultados financeiros. O fundador da Reag, João Carlos Mansur, é um dos investigados. A principal hipótese da PF é que as cessões de crédito ajudavam o Master a liberar espaço no balanço. Assim, o banco podia emitir mais Certificados de Depósito Bancário e captar novos recursos. O banco emprestava dinheiro a empresas. Essas empresas aplicavam os valores em fundos da Reag. Então, os fundos usavam parte do dinheiro para comprar os próprios créditos que o banco havia criado. Por fim, os empréstimos deixavam de ser cobrados. O prejuízo ficava para os fundos que compraram os direitos creditórios. Entre as operações, seis empréstimos somam R$ 130 milhões para empresas do Grupo Gafisa. Os contratos foram cedidos no mesmo dia ao fundo Yvrac. Esse veículo tem participação do próprio Banco Master. As transações ocorreram de 2022 a setembro de 2025. Outro fundo citado é o Astralo 95, que recebeu R$ 357 milhões do Master. Ele é alvo da Operação Carbono Oculto. Essa investigação apura fraudes e lavagem de dinheiro em um esquema ligado ao setor de combustíveis. O fundo faz parte da chamada “estrutura Frozen”. Os nomes dos fundos remetem a personagens da animação Frozen. O Astralo 95 também é alvo de ações do liquidante do Banco Master. Essas medidas buscam impedir o desaparecimento de ativos da instituição.
Polícia Civil avança em investigação no Hospital da Criança

SÃO LUÍS, 21 de julho de 2026 — A Polícia Civil do Maranhão ouviu, nesta segunda (20), novos depoimentos de pais de crianças que morreram após atendimento no Hospital da Criança, em São Luís. Os relatos fazem parte de cinco inquéritos que apuram as mortes, possíveis irregularidades nas UTIs pediátricas e eventual responsabilidade criminal. Também investigam os procedimentos adotados pela unidade. Entre os casos está o de Nicholas, de 7 anos. A mãe, Núbia Carneiro, afirmou que o filho morreu após supostas falhas no atendimento. Segundo ela, os médicos disseram que a criança não resistiria antes da conclusão dos exames. O pai, Arthur Zeeuw, afirmou que acompanhou tudo da Holanda e disse que a mãe foi impedida de fazer uma chamada de vídeo para a despedida. A polícia também investiga as mortes de Otto, de 1 ano, Kerliane, de 7 anos, e Bernardo, de 4 meses. Os prontuários já foram entregues e passarão por análise técnica. Além disso, médicas e a diretora do hospital já prestaram depoimento. A Defensoria Pública apontou problemas nas UTIs, como falta de profissionais especializados durante vistoria na unidade. A Secretaria Municipal de Saúde informou que o hospital segue os protocolos do Ministério da Saúde e colabora com as investigações. A prefeitura negou aumento expressivo de mortes, falta generalizada de insumos e irregularidades na equipe. Enquanto isso, Ministério da Saúde, Ministério Público Federal, Conselho Regional de Medicina e outros órgãos também acompanham o caso.
Número de indígenas e quilombolas aptos a votar cresce no BR

BRASIL, 21 de julho de 2026 — O número de indígenas e quilombolas aptos a votar aumentou bastante no Brasil. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou os dados do cadastro para as Eleições 2026. Os eleitores indígenas saltaram de 155.661, em 2024, para 287.157 neste ano. O crescimento foi de 84%. Já o eleitorado quilombola quase dobrou no mesmo período. Ele passou de 95.409 para 188.371 pessoas, o que representa alta de 97%. Esse avanço está ligado à atualização do cadastro eleitoral. Desde novembro de 2022, a Justiça Eleitoral começou a coletar informações autodeclaratórias. Os eleitores podem informar sua identidade étnica e pertencimento a comunidades quilombolas ou tradicionais. Como esses dados dependem da atualização feita pelos próprios cidadãos, a base de dados tende a crescer gradualmente. A Região Norte concentra o maior contingente de eleitores indígenas. Cerca de 47% desse grupo está lá. O número na região foi de 74.506 para 136.978 em apenas dois anos. O Nordeste também teve avanço significativo. A região mais que dobrou o total de indígenas autodeclarados, de 35.440 para 71.346. Além disso, Centro-Oeste, Sudeste e Sul também registraram crescimentos. O Amazonas liderou o aumento absoluto de indígenas cadastrados. O estado somou mais de 36 mil novos registros. Em seguida, aparecem Pernambuco, Roraima, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Pará. Os dados também mostram as principais etnias no cadastro. São elas: Tikúna, Makuxí, Kokama, Xucuru, Kaingang, Xavante, Tenetehara, Mundurukú, Guarani Kaiowá e Terena. Elas estão distribuídas principalmente nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sul. No Maranhão, a etnia Tenetehara está entre as mais representativas. No caso dos quilombolas, o Nordeste continua com o maior número de votantes. A região foi responsável pela maior parcela do crescimento nacional. O total passou de 51.633 para 95.901 eleitores entre 2024 e 2026. O Sudeste registrou a maior expansão proporcional. Norte, Centro-Oeste e Sul também apresentaram aumento. Entre os estados, Minas Gerais liderou o crescimento absoluto. O estado passou de 12.712 para 31.487 pessoas aptas a votar.
MP investiga pagamento irregular a servidores de Paraibano

PARAIBANO, 21 de julho de 2026 — O Ministério Público do Maranhão abriu um Inquérito Civil para investigar possíveis pagamentos irregulares a servidores da Secretaria Municipal de Educação de Paraibano. A apuração envolve salários pagos entre janeiro e junho de 2026. Além disso, o órgão quer saber se houve falhas no controle de frequência e no registro de ponto. A investigação começou após a promotora de Justiça Ana Virgínia Pinheiro Holanda de Alencar transformar uma Notícia de Fato em Inquérito Civil. Segundo a portaria, alguns servidores podem ter sido substituídos por terceiros, sem vínculo oficial com a administração, enquanto continuavam recebendo os salários. Por isso, o MP apura possível improbidade administrativa e prejuízo aos cofres públicos. O Ministério Público também investiga a Prefeitura de Paraibano e dez servidores citados na portaria. O objetivo é comparar os pagamentos com os registros de frequência, lotação e exercício das funções. Além disso, a Prefeitura recebeu prazo de 15 dias úteis para apresentar documentos, espelhos de ponto, licenças, afastamentos e informações sobre os responsáveis pelo controle da frequência. O MP ainda pediu detalhes sobre o sistema usado para registrar a jornada dos profissionais da educação e elaborar a folha de pagamento. Também quer saber quais procedimentos eram adotados quando os registros estavam ausentes, incompletos ou em branco.