
BRASÍLIA, 12 de agosto de 2026 — O governo Lula nomeou 28 pessoas para conselhos de administração de estatais federais. As indicações aconteceram entre abril e maio de 2026. Entre os escolhidos estão assessores de ministros e aliados da gestão petista. Outros 61 cargos, porém, continuam vagos.
Os conselheiros ganham um valor extra por participar das reuniões das empresas. Em maio, Guilherme Mello, secretário-executivo do Ministério do Planejamento, recebeu R$ 30,9 mil pelos cargos na Petrobras e no BNDES.
Ele ganhou R$ 22 mil da Petrobras e R$ 8,8 mil do banco de fomento. Somado ao salário de R$ 33,1 mil como secretário, a remuneração líquida dele chegou a R$ 64 mil no mês.
Fabio Terra, chefe de gabinete do ministro da Fazenda, também passou a integrar o conselho da Petrobras. Em maio, ele embolsou R$ 17 mil pela função. Na Companhia Docas do Pará, Wilson Eurico Nobre da Silva foi indicado pelo Ministério de Portos e Aeroportos.
Ele é filiado ao Republicanos, disputou uma vaga na Câmara em 2018 e trabalhou como assessor de um deputado do partido.
Daniel Cabaleiro Saldanha entrou na lista do Ministério de Minas e Energia para o conselho da PPSA. Ele foi secretário estadual quando Alexandre Silveira comandava a Secretaria de Saúde de Minas Gerais. Cabaleiro também integrou o conselho fiscal da Petrobras por indicação do ministro.
Em abril, o Ministério da Fazenda fez cinco indicações. Minas e Energia indicou quatro nomes, enquanto Gestão e Portos e Aeroportos fizeram três cada. O Ministério da Defesa indicou um integrante.
Em maio, a Fazenda indicou outros quatro conselheiros. Agricultura fez duas indicações, e Educação, Saúde, Gestão e Desenvolvimento Agrário fizeram uma cada. A Secretaria de Comunicação também indicou uma integrante. O INSS indicou Ana Cristina Viana Silveira, nova presidente do órgão, para o conselho da Dataprev.
A lei exige que os conselheiros tenham experiência na área de atuação da empresa. Os mandatos duram até dois anos e podem ser renovados por três vezes.







