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Senado manda R$ 8 mi à publicidade; Alcolumbre lidera gastos

Andre Reis
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Senado Alcolumbre
Senado gasta R$ 8 milhões em publicidade em 2025. Alcolumbre lidera despesas com R$ 530 mil; levantamento diz que 26 senadores não usaram verba para divulgação.

BRASÍLIA, 06 de maio de 2026  O Senado Federal gastou R$ 8 milhões com publicidade em 2025 por meio da cota parlamentar. O levantamento foi feito pela revista Oeste e divulgado recentemente. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), lidera as despesas com cerca de R$ 530 mil. Esse valor representa quase 7% do total gasto pela Casa no período.

A cota parlamentar custeia despesas do mandato, como passagens, aluguel de escritório e combustível. No caso da publicidade, os recursos são destinados à divulgação da atividade parlamentar.

As despesas incluem contratação de agências, produção de conteúdo e veiculação em sites e redes sociais. Alcolumbre declarou ainda outros R$ 32,7 mil em impulsionamento de conteúdo digital. Esse valor é o maior entre os 81 senadores.

Os maiores gastos com publicidade se concentram nas regiões Norte e Nordeste. Ali, diversos senadores registram despesas elevadas com divulgação. No Sudeste e no Sul, o cenário se mostra mais heterogêneo.

Essas regiões apresentam casos de gastos altos e também de ausência de despesas. O levantamento aponta que 26 senadores não usaram recursos da cota para publicidade em 2025. Entre eles estão Renan Calheiros (MDB-AL), Jaques Wagner (PT-BA) e Ciro Nogueira (PP-PI).

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As notas fiscais obtidas pela coluna mostram os destinos dos recursos. Os pagamentos seguiram padrão mensal e se concentraram em um grupo restrito de empresas. A Nagib Comunicação e Marketing Ltda. recebeu a maior fatia dos repasses.

A empresa teve valores mensais de R$ 25 mil, além de pagamentos adicionais em diversos meses. A Click Assessoria e Comunicação Ltda. apareceu de forma recorrente com R$ 2,5 mil mensais. O Diário Comunicações Ltda. também recebeu valores entre R$ 5 mil e R$ 6 mil.

EVOLUÇÃO DOS GASTOS DE ALCOLUMBRE

A evolução das despesas do presidente do Senado mostra um salto nos últimos anos. Em 2018, não houve registro de gastos com publicidade. Em 2019, primeiro ano de Alcolumbre à frente da Casa, o valor foi de R$ 6 mil.

A partir de 2020, os números passaram a outro patamar e se mantiveram elevados. Em 2020, o gasto foi de R$ 438 mil. No ano seguinte, chegou a R$ 428 mil. Em 2025, o valor atingiu R$ 525 mil.

Parte dos recursos voltados à publicidade foi usada na divulgação de conteúdos favoráveis a Alcolumbre. As publicações ocorreram em sites e perfis locais do Amapá, estado do senador. A reportagem identificou publicações recorrentes sobre ações, investimentos e agendas institucionais do mandato.

O portal Diário do Amapá publicou conteúdos sobre propostas de proteção a mulheres. Ali também saiu a destinação de um angiógrafo ao Hospital Universitário da Unifap.

O Jornal O Guarani veiculou reportagens sobre investimentos em obras e eventos locais. Entre os exemplos estão a restauração do Teatro das Bacabeiras, a pavimentação do Ramal do Manga e a Expofeira do Amapá.

OUTROS LÍDERES EM DESPESAS

A senadora Zenaide Maia (PSD-RN) aparece na segunda posição dos maiores gastos. Ela declarou aproximadamente R$ 450 mil no ano. Na sequência, vem Styvenson Valentim (Podemos-RN) com quase R$ 400 mil. Efraim Filho (União-PB) registrou R$ 380 mil em despesas.

O top 10 inclui ainda Beto Faro (PT-PA) com R$ 305 mil e Nelsinho Trad (PSD-MS) com R$ 296 mil. Sergio Petecão (PSD-AC) gastou R$ 290 mil. Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) teve despesas de R$ 279 mil. Carlos Viana (Podemos-MG) registrou R$ 272 mil. Jorge Seif (PL-SC) fechou a lista com R$ 259 mil.

A assessoria de imprensa de Alcolumbre afirmou à Oeste que as despesas estão dentro das regras do Senado. A nota destacou que a variação ao longo dos anos reflete a evolução das estratégias de comunicação.

O mandato informou que faz maior uso de ferramentas digitais e redes sociais. O objetivo é ampliar o alcance das ações e garantir acesso à informação a públicos diversos. Os serviços envolvem contratação de fornecedores especializados, sempre com nota fiscal e dentro dos limites legais.

Zenaide Maia disse que usou recursos disponibilizados pelo Senado para o pleno exercício do mandato. Ela citou a necessidade de canais de comunicação e prestação de contas à população.

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