
BRASÍLIA, 06 de maio de 2026 — Em março de 2026, 22 dos 25 ministros do Tribunal Superior do Trabalho (TST) receberam valores líquidos superiores a R$ 100 mil. Esse montante ultrapassa o limite constitucional de remuneração no serviço público. O teto atual é de R$ 46,3 mil. Os dados são de um levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo.
O presidente da Corte, Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, recebeu R$ 103,5 mil líquidos nesse mês. Apenas três ministros tiveram remunerações entre R$ 52 mil e R$ 90 mil no período. O valor bruto do presidente do TST alcançou R$ 127 mil em março.
Esse montante inclui subsídio, vantagens individuais, indenizações, gratificações e valores eventuais.
O detalhamento dos pagamentos do presidente do TST mostra os seguintes componentes. O subsídio correspondeu a R$ 44 mil. As vantagens individuais somaram R$ 12,5 mil. As indenizações alcançaram R$ 22,2 mil. As vantagens eventuais totalizaram R$ 47 mil. As gratificações adicionaram R$ 1,2 mil. Os descontos aplicados chegaram a R$ 23,5 mil.
Dessa forma, o valor líquido final ficou em R$ 103,5 mil.
Os dados das remunerações dos três primeiros meses de 2026 revelam um total acumulado elevado. O presidente do TST recebeu R$ 82,6 mil líquidos em janeiro. Em fevereiro, o valor subiu para R$ 103,9 mil. Em março, ele recebeu R$ 103,5 mil.
Por fim, o acumulado no período chegou a mais de R$ 290 mil líquidos.







