Influencers transformam seguidores em milhões de votos em 2026

Influencers 2026

BRASIL, 06 de outubro de 2026 — As eleições de 2026 mostraram a força das redes sociais nas disputas para deputado federal. Candidatos conhecidos na internet converteram seguidores e engajamento em votos. O fenômeno apareceu tanto na direita quanto na esquerda e teve exemplos em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco. Em Minas, Nikolas Ferreira (PL) recebeu mais de 3,1 milhões de votos e se tornou o deputado mais votado da história do Brasil. Em 2022, teve 1,49 milhão. Além disso, 21 candidatos apoiados por ele foram eleitos. Ana Elisa (PT), de 21 anos, superou 500 mil votos em sua primeira disputa. Em São Paulo, Lucas Pavanato (PL) saltou de pouco mais de 30 mil votos em 2022 para mais de 3 milhões. Erika Hilton (PSol) recebeu 1,4 milhão e virou a mulher mais votada para a Câmara na história. Eduarda Campopiano (PL), de 23 anos, alcançou 1,8 milhão de votos. No Rio, Rick Azevedo (PSol) conquistou 191.371 votos, enquanto Elias Jabbour (PCdoB) conseguiu 103 mil em sua primeira eleição. Em Pernambuco, Jones Manoel (PSol) recebeu 249.077 votos. Além disso, mais de 12 mil doadores destinaram R$ 639 mil à sua campanha. Para o professor Eduardo Galvão, da Ibmec, as redes passaram de ferramentas de divulgação para espaços de mobilização, arrecadação e formação de comunidades políticas. Logo, casos de diferentes ideologias mostram como grandes audiências digitais podem virar financiamento e votos.

Derrota nas urnas deixa 21 senadores sem mandato em 2027

senadores fracassados

BRASÍLIA, 06 de outubro de 2026 — O resultado do primeiro turno das eleições deixou 21 senadores sem mandato a partir de 2027. Eles disputaram cargos eletivos, mas não conseguiram se eleger. A votação também trouxe ampla renovação e avanço da direita no Senado. A maioria dos parlamentares derrotados tentava permanecer na própria Casa. Entre eles estão Weverton Rocha (PDT-MA) e Eliziane Gama (PT-MA). Weverton é vice-líder do governo Lula no Congresso Nacional. Eliziane, por sua vez, filiou ao PT e recebeu apoio de Lula durante a campanha. Os dois disputaram a eleição, mas não tiveram sucesso nas urnas e deixarão o Senado. Outro derrotado foi Ciro Nogueira (PP), senador pelo Piauí. Ele também não conseguiu se eleger. Ciro é citado nas investigações relacionadas ao Banco Master. Além disso, o senador aparece ligado ao caso por sua proximidade com o banqueiro Daniel Vorcaro. Renan Calheiros (MDB) também está entre os senadores derrotados. Depois de 22 anos no Senado, o parlamentar não conseguiu vencer a disputa eleitoral em Alagoas. Assim como os demais senadores que perderam a eleição, ele ficará sem mandato a partir de 2027.

Bolsonarismo cresce no MA e tem 2º maior avanço do Nordeste

Bolsonaro nordeste

MARANHÃO, 06 de outubro de 2026 — O Maranhão registrou o segundo maior crescimento percentual da votação bolsonarista no Nordeste entre os primeiros turnos de 2022 e 2026. Flávio Bolsonaro (PL) recebeu 30,90% dos votos válidos no estado, contra 26,02% de Jair Bolsonaro em 2022. A diferença chegou a 4,88 pontos percentuais. Flávio recebeu 1.239.040 votos no Maranhão. O avanço ficou atrás apenas do Ceará, onde a votação bolsonarista passou de 25,38% para 31,27%, alta de 5,89 pontos. Além disso, Flávio superou o percentual obtido pelo pai em 2022 nos nove estados nordestinos. Alagoas teve aumento de 4,40 pontos, enquanto a Bahia avançou 4,22. No Piauí, a diferença foi de 4,19 pontos. Rio Grande do Norte registrou crescimento de 3,75 pontos e a Paraíba, de 3,45. Sergipe teve alta de 1,47 ponto e Pernambuco, de 1,12. Lula (PT), porém, continuou na liderança nos nove estados do Nordeste. No Maranhão, recebeu 63,99% dos votos válidos em 2026. Em 2022, havia alcançado 68,84%. Portanto, a participação do petista caiu cerca de 4,85 pontos percentuais no estado. O percentual de Lula também recuou nos outros oito estados nordestinos. Mesmo com as quedas, o presidente terminou o primeiro turno de 2026 à frente de Flávio Bolsonaro em todos os estados da região.

Ministro do STF quer julgar soltura de Bolsonaro após 2º turno

Bolsonaro STF

BRASÍLIA, 06 de outubro de 2026 — O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Kassio Nunes Marques quer julgar logo após o segundo turno da eleição a ação que pede a soltura do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), independentemente de quem for o vencedor da disputa presidencial. O magistrado avalia libertar Bolsonaro por meio de uma decisão liminar, mas o cenário mais provável é de que o caso (um pedido de revisão criminal feito pela defesa do ex-presidente) seja levado ao plenário da corte. Kassio tem dito a auxiliares que vê uma série de “exageros” na ação da trama golpista conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes, pela qual Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão. Bolsonaro cumpre a sentença em regime domiciliar. O senador Flávio Bolsonaro (PL) prometeu indulto ao ex-presidente caso vença o segundo turno contra Lula (PT). Porém, como só terá essa prerrogativa depois de eventualmente empossado, ele conta com uma decisão do ministro para subir a rampa do Palácio do Planalto acompanhado do pai. Em maio, durante um evento da pré-campanha no Paraná, Flávio disse querer “fazer justiça” com o ex-presidente. “Ele vai subir aquela rampa junto com a gente em 2027”, projetou. O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, defendeu o mesmo durante uma live feita com o senador em setembro. A interlocutores Kassio afirma que o pedido de revisão criminal feito pela defesa de Bolsonaro já está pronto para ser julgado, mas que ainda não liberou o processo para não ser acusado de interferir nas eleições —o ministro é o atual presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Kassio afirmou a um auxiliar que já refletiu sobre sua posição e concluiu que houve excessos no julgamento de Bolsonaro —por exemplo, em relação ao amplo direito de defesa e ao rigor da pena aplicada. O ministro disse a essa pessoa próxima que sanções políticas não existem no Código Penal e que seu voto ou sua liminar serão capazes de causar uma “comoção nacional”, pois há muitos elementos sobre a tramitação da ação a serem contestados.

Saiba quem pode assumir vagas do Maranhão na Câmara Federal

câmara suplente

BRASÍLIA, 06 de outubro de 2026 — Com a definição dos 18 deputados federais eleitos pelo Maranhão em 2026, também ficaram conhecidos os candidatos que aparecem na suplência. Eles podem assumir cadeiras na Câmara dos Deputados caso ocorram vagas durante o mandato. A substituição, porém, depende do partido ou da federação responsável pela vaga. Dra. Gisele (MDB) aparece com 85.515 votos. Márcio Honaiser (Solidariedade) recebeu 68.970, enquanto Cleber Verde (MDB) somou 66.873. Além disso, Mical Damasceno (Republicanos) teve 65.626 votos, Zé Carlos (PT), 44.747, e Bira do Pindaré (PT), 41.840. A relação também inclui Francisco Mello (PL), com 40.760 votos, Wolmer Araújo (PL), com 40.532, e Dr. Yglésio (PRD), com 39.675. Flávia (PL) recebeu 33.433 votos, enquanto Vânia do MST (PT) alcançou 24.033. Completam a relação Dr. Erik (PSDB), com 23.490 votos; Henrique Junior (PL), com 20.439; Paulo Marinho Jr. (PL), com 20.040; e Cirineu Costa (PDT), com 17.763. Portanto, a quantidade de votos não define sozinha quem assume primeiro uma eventual vaga. A ordem efetiva de substituição considera a legenda ou federação que conquistou a cadeira. Por isso, um suplente só poderá ocupar determinada vaga se estiver vinculado ao grupo partidário responsável pelo mandato que ficar disponível.

Mais da metade dos ex-ministros de Lula são derrotados nas urnas

ex-ministros

BRASÍLIA, 06 de outubro de 2026 — Dentre os 22 ex-ministros do governo Lula que disputaram as eleições deste ano, 12 foram derrotados nas urnas, 9 foram eleitos e um segue no páreo — o vice-presidente Geraldo Alckmin, que comandou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Ex-chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT-BA) foi eleito para seu primeiro mandato no Senado, assim como André Fufuca (PP-MA), ex-ministro do Esporte. Três ex-ministros foram reeleitos deputados federais: Juscelino Filho (PSDB-MA), Silvio Costa Filho (Republicanos-PE) e Sônia Guajajara (PSOL-SP). Já Anielle Franco (PT- RJ), Nísia Trindade (PT-RJ) e Jader Barbalho Filho, (MDB-PA) estrearão na Câmara dos Deputados. E Macaé Evaristo (PT-MG) foi reeleita deputada estadual. Dentre os 12 ex-ministros derrotados nas urnas neste domingo, dois foram candidatos a governador, um a vice-governador, seis a senador e três a deputado federal. São eles:

Vice-prefeita de Turilândia volta ao cargo após decisão do STF

Turilândia vice

TURILÂNDIA, 06 de outubro de 2026 — A vice-prefeita de Turilândia, Tânya Mendes, poderá voltar ao cargo após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro estendeu a ela os efeitos de uma liminar concedida ao prefeito Paulo Curio e, assim, suspendeu a medida cautelar que a mantinha afastada. Moraes considerou que Tânya e Paulo Curio estão em situações processuais semelhantes. Os dois respondem à mesma ação penal e foram afastados dos cargos por medida cautelar em dezembro de 2025. Além disso, a acusação ainda aguarda análise de admissibilidade pelo Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA). Tânya ocupa o cargo de vice-prefeita, enquanto Paulo Curio é prefeito de Turilândia. Como ambos foram denunciados com base na mesma peça acusatória, Moraes entendeu que os fundamentos usados para beneficiar o prefeito também deveriam alcançar a vice-prefeita. Por isso, o ministro suspendeu o afastamento de Tânya e também as medidas que impediam diretamente o exercício do cargo. As demais medidas cautelares continuam valendo. Na decisão, Moraes afirmou que a extensão era necessária diante da semelhança entre as situações processuais dos dois acusados.

Partido de Braide anuncia neutralidade no 2º turno entre Lula e Flávio

PSD Braide

BRASÍLIA, 05 de outubro de 2026 — O presidente do Partido Social Democrático (PSD), Gilberto Kassab anunciou neste domingo que a legenda se manterá neutra na disputa do segundo turno entre o presidente Lula (PT), e Flávio Bolsonaro (PL). Em nota divulgada neste domingo, Kassab afirma que vai liberar as lideranças estaduais do partido para apoiarem as candidaturas que quiserem. “Diante da diversidade de cenários eleitorais que tivemos nos Estados, em que as instâncias estaduais do PSD tiveram liberdade para construir suas alianças, a direção nacional entende como natural manter esta diretriz neste segundo turno. Assim, cada diretório estadual, parlamentar, liderança partidária, filiados e militantes terão liberdade para definir seu apoio na eleição presidencial e em eventual disputa estadual”, escreve. O candidato do partido à Presidência, ex-governador do Goiás, Ronaldo Caiado registrou 2,19% dos votos. Após a divulgação dos resultados, ele afirmou que iria se reunir com Kassab antes de anunciar um eventual apoio para outra candidatura ao Palácio do Planalto. — Neste momento, vou guardar a minha coerência, mas jamais vou me pronunciar sem antes estar reunido com o presidente do meu partido, Kassab — afirmou em coletiva à imprensa. Kassab afirmou que a campanha de Caiado “não apelou aos extremismos” “Torceremos e atuaremos politicamente para que não sejam mais quatro anos de brigas pouco produtivas e debates sobre temas que não estão na pauta do desenvolvimento brasileiro, independentemente do vencedor. Não eleger Caiado presidente em 2026 significa que o Brasil perdeu uma oportunidade”, diz a nota. Nestas eleições, o PSD elegeu 44 deputados federais, dois novos senadores, 103 deputados estaduais. Quatro governadores foram eleitos em primeiro turno e dois disputando o segundo turno.

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