DC mantém ex-ministro do STF como pré-candidato à Presidência

DC stf

BRASÍLIA, 18 de maio de 2026 — O partido Democracia Cristã (DC) confirmou neste sábado (16) a pré-candidatura do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa ao Palácio do Planalto nas eleições de 2026. Em nota, o presidente nacional da legenda, João Caldas, afirmou que o jurista “representa a possibilidade de união nacional e reconstrução da confiança do povo brasileiro nas instituições”. “O momento exige união, propósito e desprendimento. O Brasil está acima de projetos pessoais. A Presidência Nacional do DC convida toda a sociedade brasileira a abraçar essa candidatura de reconstrução nacional”, disse Caldas. Joaquim Barbosa estava cotado a ser lançado como representante da legenda nas eleições de 2026 após sua filiação no início de abril. Segundo informou a assessoria do DC, a chegada de Joaquim Barbosa à legenda reacende a expectativa de uma candidatura com discurso voltado à ética pública, ao combate a privilégios e à reforma do Judiciário. A chegada do ex-ministro à sigla surpreendeu os bastidores. Em janeiro, o DC havia lançado a pré-candidatura do ex-ministro e ex-deputado federal Aldo Rebelo. Entretanto, o nome do ex-parlamentar não ganhou tração. Nas duas últimas pesquisas da Genial/Quaest, divulgadas em 15 de abril e em 13 de maio, Aldo Rebelo não pontuou no cenário testado para primeiro turno. A sigla agora aposta na força orgânica e na visibilidade de Joaquim Barbosa para contornar as limitações. Atualmente, o DC não possui representação no Congresso Nacional, o que deixa a legenda sem acesso a tempo de propaganda na TV e no rádio. Nos próximos dias, a cúpula do partido deve definir ainda como ficará o espaço de Aldo Rebelo na legenda.

Protesto na Câmara de São Luís contesta lei sobre banheiros

câmara banheiros

SÃO LUÍS, 18 de maio de 2026 — A Câmara Municipal de São Luís registrou um protesto durante a sessão legislativa desta segunda (18). Mulheres trans, ativistas e coletivos LGBTQIAPN+ acompanharam os debates no plenário e contestaram a lei que proíbe mulheres trans de utilizarem banheiros, vestiários e espaços destinados ao público feminino em órgãos públicos e estabelecimentos privados da capital. A proposta foi apresentada pelo vereador Marquinhos, aprovada em dois turnos pelos parlamentares e promulgada pela própria Câmara após não receber sanção do Executivo. Votaram contra o projeto os vereadores Raimundo Penha, Marlon Botão, Andrey Monteiro, Dr. Joel, Douglas Pinto, Wendel Martins, Raimundo Júnior e o Coletivo Nós. Durante a manifestação, os participantes exibiram cartazes e classificaram a medida como discriminatória. Além disso, os manifestantes apontaram possível inconstitucionalidade na norma e cobraram a revogação da lei aprovada pela Câmara de São Luís. Defensores da proposta afirmam que a restrição busca garantir proteção e segurança para mulheres. Por outro lado, entidades de direitos humanos criticaram o texto durante a tramitação do projeto no Legislativo municipal. A divergência também ocorreu nas comissões da Casa. A Comissão de Justiça emitiu parecer favorável à proposta, enquanto a Comissão de Assistência Social se posicionou contra o projeto durante a análise interna. POSICIONAMENTO DA PRESIDÊNCIA Durante a sessão, o presidente da Câmara de São Luís afirmou que a Mesa Diretora tem a responsabilidade de promulgar leis aprovadas pela Casa que não receberam sanção do Poder Executivo. Além disso, declarou que o Supremo Tribunal Federal não possui decisão específica sobre a norma aprovada no município. O presidente também citou julgamento realizado pelo STF envolvendo uma mulher transexual impedida de utilizar banheiro feminino em Santa Catarina. Segundo ele, a Corte rejeitou o recurso por entender que o caso dependia da análise de fatos locais e de legislações estaduais e municipais. Ao final do pronunciamento, o chefe do Legislativo municipal declarou que a promulgação ocorreu após aprovação da proposta pelos vereadores e afirmou respeitar os manifestantes presentes durante o protesto realizado no plenário da Câmara de São Luís.

TJMA impõe perda de mandato de vereador por estelionato

TJMA vereador

GOVERNADOR EUGÊNIO BARROS, 18 de maio de 2026 — O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) determinou a suspensão dos direitos políticos do vereador Álvaro Rodrigues de Sousa, conhecido como Alvin do Cacimbão, no município de Governador Eugênio Barros. A decisão do TJMA ocorreu após condenação do parlamentar por crime de estelionato. Segundo informações do processo, Alvin do Cacimbão é acusado de aplicar golpes relacionados a empréstimos financeiros utilizando documentos falsos. Conforme a ação judicial, os crimes causaram prejuízos a diversas pessoas da região. Com a condenação, o vereador perderá o mandato e ficará inelegível por oito anos.

Escândalo do Banco Master completa 6 meses nesta segunda (18)

Banco Master

BRASÍLIA, 18 de maio de 2026 — A Polícia Federal completou seis meses da Operação Compliance Zero nesta segunda (18). A investigação apura uma suposta fraude bilionária envolvendo o Banco Master. As autoridades já bloquearam R$ 27,7 bilhões em bens dos investigados. A apuração aponta para um esquema de fabricação de carteiras de crédito. Essas carteiras não teriam lastro financeiro. O sistema financeiro nacional teria sofrido prejuízos bilionários com o esquema. O principal alvo da investigação é o banqueiro Daniel Vorcaro. Ele é dono do Banco Master. A operação teve início em novembro de 2025. Desde então, já foram realizadas seis fases da investigação. Empresários, políticos e ex-dirigentes do Banco Central estão entre os alvos. Policiais federais e integrantes do sistema financeiro também foram investigados. INFLUÊNCIA POLÍTICA A Polícia Federal revelou uma estrutura de influência política ligada ao Banco Master. Parlamentares, agentes públicos e pessoas próximas a Daniel Vorcaro aparecem entre os investigados. As suspeitas incluem lavagem de dinheiro e corrupção. Há ainda suspeitas de uso de informações sigilosas e coação contra desafetos. A compra de influência política também é apurada. A Justiça autorizou 21 prisões temporárias e preventivas ao longo das seis fases. Além disso, foram cumpridos 116 mandados de busca e apreensão. Na primeira fase, em novembro de 2025, Daniel Vorcaro foi preso preventivamente. Outros executivos do Banco Master também foram detidos. A Polícia Federal passou a apurar suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo integrantes do Banco Central. O Banco de Brasília (BRB) também entrou no alvo das investigações. Em abril deste ano, ocorreu a quarta fase da operação. O ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa foi preso preventivamente. A Polícia Federal suspeita que ele tenha negociado o recebimento de R$ 146,5 milhões. Esses valores seriam vantagens indevidas ligadas ao esquema investigado. A quinta fase da operação atingiu o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Ele é suspeito de atuar politicamente em favor do Banco Master. NOVOS DESDOBRAMENTOS O parlamentar teria recebido vantagens financeiras do grupo investigado. A operação apura ainda uma proposta de emenda relacionada ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Os investigadores apontam que a emenda seria favorável aos interesses do banco. A sexta fase investigou uma suposta milícia privada ligada a Daniel Vorcaro. O pai do empresário, Henrique Vorcaro, foi preso nessa fase. Policiais federais suspeitos de vazamento de informações sigilosas também foram detidos. O vazamento de áudios pelo site The Intercept Brasil ampliou a repercussão do caso. O senador Flávio Bolsonaro aparece nas gravações pedindo recursos a Daniel Vorcaro. Os recursos seriam destinados ao filme “Dark Horse”. A produção é uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador confirmou a autenticidade das conversas. Ele negou qualquer irregularidade na solicitação. Segundo Flávio Bolsonaro, os recursos eram privados. O dinheiro seria usado exclusivamente para a produção audiovisual. A Polícia Federal ainda analisa parte dos recursos destinados ao filme. Essa análise faz parte da investigação da Operação Compliance Zero. As apurações seguem em andamento.

Acusações contra Ribeiro Neto repercute entre deputados

Ribeiro Neto

SÃO LUÍS, 18 de maio de 2026 — As denúncias de violência contra mulher envolvendo o deputado federal Ribeiro Neto repercutiram entre parlamentares nesta segunda (18), após o registro de um Boletim de Ocorrência na Delegacia de São José de Ribamar. A Polícia Civil do Maranhão solicitou à Justiça mandado de busca e apreensão e medidas protetivas contra o parlamentar por supostos crimes de lesão corporal, ameaça, injúria e estupro de vulnerável. O deputado federal Duarte Júnior afirmou que pretende encaminhar o caso ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. Segundo ele, denúncias de violência contra mulher precisam ser apuradas com rigor. “Quem tem coragem de agredir uma mulher precisa sofrer as consequências dos seus atos, sem proteção pelo cargo que ocupa. Infelizmente, não é a primeira vez que esse tipo de denúncia vem ao conhecimento público. É uma situação triste e lamentável. Minha solidariedade à Ingrid, uma mulher educada, carismática e dedicada. Como parlamentar federal, levarei o caso ao Conselho de Ética da Câmara para apuração dos fatos e para que as providências cabíveis sejam tomadas.” Na oportunidade, a deputada estadual Daniella informou que acompanha a situação desde que tomou conhecimento do caso e busca contato com a vítima para oferecer apoio institucional. Já a deputada estadual Dra. Vivianne, atual procuradora da Mulher da Assembleia Legislativa, também comentou as denúncias envolvendo violência contra mulher. A parlamentar defendeu rigor nas investigações e declarou que o episódio não pode ficar impune. Além disso, ela afirmou que o caso gera preocupação por envolver um representante do Legislativo federal. DENÚNCIAS De acordo com o depoimento prestado pela advogada Ingrid Campos na Delegacia de São José de Ribamar, ela sofreu violência física, psicológica e patrimonial durante os nove anos de relacionamento com Ribeiro Neto. A vítima relatou ainda que o parlamentar teria feito ameaças utilizando uma arma de fogo na residência do casal, localizada na Chácara Itapiracó, diante da filha de quatro anos. A mulher também declarou que, após uma discussão ocorrida no último dia 7, foi levada pelo deputado ao Motel Aquarium. Conforme o relato, ela teria sido obrigada a ingerir uma garrafa de vinho e ficou sem condições de reagir. O caso passou a ser investigado pela polícia como estupro de vulnerável. Inclusive, a vítima afirmou que permaneceu mais de 48 horas incomunicável. Nesta segunda (18), Ingrid Campos divulgou um vídeo nas redes sociais para comentar a repercussão do caso de violência contra mulher. Na gravação, ela afirmou que está sem acesso ao celular, às contas pessoais e aos equipamentos eletrônicos desde o início de maio. Segundo a advogada, publicações recentes feitas em seus perfis não partiram dela. Ao longo das últimas semanas, mensagens publicadas no perfil de Ingrid negavam uma crise no relacionamento e os episódios de violência. Entretanto, após a divulgação das denúncias, a advogada afirmou que não realizou manifestações públicas ou privadas utilizando suas redes sociais e aplicativos de mensagens. POSICIONAMENTO Ribeiro Neto também divulgou comunicado sobre as acusações. O parlamentar afirmou que os acontecimentos ocorreram em um momento delicado do processo de separação do casal. Ele declarou que parte das informações divulgadas estaria sendo apresentada de forma unilateral e sem comprovação concreta, causando danos à sua honra e imagem pública.

Lula aprova parecer que facilita tomada de imóveis por dívidas

Lula AGU

MATINHA, 18 de maio de 2026 — Um novo entendimento aprovado pelo presidente Lula (PT) permite que o governo federal amplie o acesso a imóveis tomados judicialmente por inadimplência em impostos, sem a necessidade de autorização orçamentária nem repartição dos benefícios com Estados e municípios. A Advocacia-Geral da União (AGU) formalizou a medida, cujo parecer foi publicado no Diário Oficial da União nesta segunda (18). “A adjudicação realizada em processos judiciais não implica em ingresso de recursos financeiros no Erário ou aplicação de quantia em dinheiro pelo Estado, não ocorrendo os fenômenos da arrecadação e recolhimento ou do empenho, liquidação e pagamento, razão pela qual não se confunde com receita ou despesa pública e, por decorrência, não demanda autorização orçamentária”, afirmou a AGU. “Não constituindo […] arrecadação ou receita pública, não há, do ponto de vista exclusivamente jurídico, produto a ser compulsoriamente repartido, nem impacto em outras questões fiscais.” A decisão amplia uma orientação anterior, voltada a imóveis rurais destinados à reforma agrária, administrados pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Agora, o órgão deve apenas comprovar que possui recursos para indenizar o proprietário, eliminando exigências burocráticas do Orçamento. Neste caso específico, trata-se da obtenção de um imóvel para instalação de uma delegacia da Polícia Federal em Piracicaba. O parecer reforça que normas constitucionais e legais da reforma agrária, citadas no texto, ajudaram a superar a exigência de pagamento imediato pelo Incra para incorporar propriedades ao patrimônio público. “As normas constitucionais e legais que tratam especificamente da política pública da reforma agrária, invocadas em outros pontos do parecer em questão, apenas reforçam as conclusões quanto ao tratamento contábil a ser conferido ao fenômeno e quanto à aplicação das normas processuais vigentes e, especificamente, ajudaram a superar a necessidade de pagamento, por parte do Incra, para incorporar o bem ao seu patrimônio”, explicou a AGU. Segundo o posicionamento da Advocacia-Geral da União, como o Estado já detinha valores a receber, o procedimento representa apenas uma alteração na forma de quitação da dívida, sem gerar nova receita e dispensando etapas no planejamento orçamentário.

Preso guarda municipal suspeito de matar esposa a tiros no MA

Guarda Lajeado

LAJEADO NOVO, 18 de maio de 2026 — O guarda municipal Raimundo Félix Machado foi preso na noite de domingo (17), suspeito de matar a esposa, Idvânia Félix Moraes Souza, de 49 anos, em Lajeado Novo, na região tocantina do Maranhão. De acordo com a Polícia Militar do Maranhão (PMMA), havia registros anteriores de agressões contra a vítima. O caso é investigado como feminicídio. Segundo a Polícia Civil do Maranhão (PC-MA), o crime ocorreu por volta das 15h de sábado (16), na farmácia do casal, localizada ao lado da residência onde moravam, no centro da cidade. Após o crime, o suspeito fugiu do local e permaneceu desaparecido por mais de 24 horas. Moradores relataram ter ouvido disparos de arma de fogo na região. Depois dos tiros, Raimundo Félix Machado teria fechado as portas da farmácia e da casa antes de deixar o local de carro. Quando os policiais chegaram, encontraram a vítima caída dentro da residência, com ferimentos provocados por tiros. Equipes da 10ª Delegacia Regional de Imperatriz e da Delegacia da Mulher de Porto Franco iniciaram buscas com apoio do Centro Tático Aéreo (CTA). No domingo, o veículo do suspeito foi localizado abandonado em uma área de mata, mas ele não estava no local. No fim da tarde de domingo, segundo a Polícia Civil, o delegado regional e a delegada da Delegacia Especial da Mulher (DEM) de Porto Franco entraram em contato com o advogado do suspeito, que informou onde Raimundo estava escondido, na zona rural de Ribeirãozinho do Maranhão. O guarda municipal foi preso por meio de mandado de prisão preventiva e encaminhado para a Delegacia Regional de Imperatriz.

Lula despeja bilhões com pacote populista visando reeleição

Lula reeleição

BRASÍLIA, 18 de maio de 2026 — O governo Lula lançou um pacote de ações econômicas que deve movimentar cerca de R$ 227 bilhões no país em 2026. O anúncio ocorre em um ano marcado pela tentativa de reeleição do presidente Lula (PT). Os dados foram levantados pela CNN. O pacote reúne novos programas, ampliação de benefícios e incentivos para diversos setores da economia. Entre as principais medidas, está a ampliação da isenção do Imposto de Renda para salários de até R$ 5 mil. Há ainda isenção parcial para quem recebe até R$ 7,3 mil. O governo prevê a criação de um imposto mínimo voltado aos super-ricos para compensar essa perda de arrecadação. Além disso, outras iniciativas buscam estimular o crédito e o consumo em áreas como indústria, habitação, transporte e agricultura. O Plano Brasil Soberano 2.0 destina R$ 15 bilhões em crédito do BNDES para exportadores. Já o programa de crédito para indústria e bens de capital verde soma R$ 10 bilhões. Esse valor é voltado para inovação e sustentabilidade. O Moviagrícola libera R$ 10 bilhões para o financiamento de máquinas agrícolas. HABITAÇÃO E MOBILIDADE O programa MOV Brasil, em sua nova versão, oferece R$ 21,2 bilhões em linhas de crédito para caminhões e ônibus. Trabalhadores do setor privado acessaram R$ 22,9 bilhões em crédito consignado com desconto direto na folha. O novo modelo de crédito imobiliário deve injetar R$ 22,3 bilhões, reformulando as regras do setor habitacional. O Desenrola 2.0 permite o uso de até 20% do FGTS para renegociação de dívidas. Essa medida tem potencial de liberação de R$ 8,2 bilhões. O Reforma Casa Brasil facilita crédito para melhorias em moradias e deve movimentar R$ 12,9 bilhões. O Minha Casa, Minha Vida, faixa 4, pode somar R$ 7,7 bilhões com a ampliação dos limites de renda e do valor dos imóveis.

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