TSE dá a Lula maior tempo de propaganda eleitoral na TV

BRASÍLIA, 21 de agosto de 2026 — O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu nesta quinta (20) os tempos de propaganda gratuita no rádio e na TV para a disputa presidencial. O presidente Lula (PT) ficou com o maior espaço. A coligação Brasil Pronto para Mais, que reúne PT, PSB, PDT, PCdoB, PV, Psol e Rede, terá 5 minutos e 31 segundos. Já a chapa de Flávio Bolsonaro (PL) terá 4 minutos e 20 segundos. A diferença entre os dois é de 1 minuto e 11 segundos. Ronaldo Caiado (PSD) ficou com 2 minutos e 2 segundos. Augusto Cury (Avante) terá apenas 35 segundos. O TSE calcula a divisão com base no número de deputados federais de cada partido. PT e PL elegeram as maiores bancadas entre as siglas que participam da disputa. Por isso, eles ganharam mais tempo. As alianças também influenciam o resultado, já que a soma dos deputados de cada coligação conta para a distribuição. Outros candidatos, como Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão), não terão participação no horário eleitoral. Além disso, o TSE definiu as inserções ao longo da programação. A coligação de Lula terá 433 inserções, o PL terá 339, o PSD ficará com 159 e o Avante, com 47. A Corte também sorteou a ordem de exibição do primeiro dia, marcado para 28 de agosto. O Avante abre a programação. Depois vêm PSD, PL e a coligação de Lula. Essa ordem mudará nos dias seguintes.
Corte Eleitoral segue dividido sobre regras para pesquisas

BRASÍLIA, 21 de agosto de 2026 — O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda não tem um consenso sobre as regras para pesquisas eleitorais. Os ministros divergem principalmente sobre o uso de imagens e vídeos durante as entrevistas com os eleitores. A discussão ganhou força depois que o presidente do TSE, Nunes Marques, suspendeu uma pesquisa que mostrava o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em queda nas intenções de voto. O magistrado entendeu que os recursos audiovisuais apresentados aos entrevistados poderiam ter influenciado as respostas. O caso foi levado ao plenário, mas o julgamento foi interrompido por um pedido de vista. Ainda não há nova data para a análise. Uma ala da corte defende que os institutos podem usar vídeos e imagens, desde que avisem os entrevistados com antecedência e registrem a metodologia na Justiça Eleitoral.Outros ministros, porém, temem que esses materiais direcionem as respostas e comprometam a neutralidade da pesquisa. A dúvida está em como diferenciar uma ferramenta legítima de um recurso que induza o eleitor. Em julho, o TSE ouviu representantes de institutos para conhecer seus métodos. O assunto voltou em uma reunião fechada na terça (18), convocada por Nunes Marques. O encontro também tratou do uso de inteligência artificial na campanha. Segundo relatos, a conversa foi tranquila, mas não resolveu as divergências. Nos bastidores, há tendência favorável à liberação dos recursos audiovisuais com algumas salvaguardas. Mesmo assim, o entendimento ainda não está pacificado entre os ministros.
Roberto Rocha cobra TRE-MA por espaço no horário eleitoral

MARANHÃO, 21 de agosto de 2026 — Roberto Rocha e o PRTB acionaram o Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) nesta quinta (20), no Maranhão, para garantir espaço no horário eleitoral. A chapa ficou fora da divisão porque o partido não tem representação na Câmara dos Deputados. Na reclamação, o candidato pede uma decisão liminar para incluir o PRTB nos 10% do tempo divididos igualmente entre as candidaturas ao governo. Com isso, a Justiça Eleitoral teria de refazer o plano de mídia, hoje formado pelas chapas de Orleans Brandão, Eduardo Braide e Felipe Camarão. O PRTB afirma que a cláusula de desempenho não deveria atingir essa parcela de 10%. A defesa cita o artigo 47 da Lei das Eleições e sustenta que uma resolução do TSE não pode criar uma restrição que não aparece de forma expressa na lei. Além disso, diz que a exclusão total fere a igualdade entre candidaturas. A propaganda eleitoral começa em 28 de agosto e vai até 1º de outubro. Por isso, o partido também pede a memória de cálculo usada na divisão do tempo e uma reserva técnica para possível compensação. Se houver discussão constitucional, a defesa quer análise urgente pelo plenário do TRE-MA.
Felipe Reis assume Secretaria de Cultura de São Luís

SÃO LUÍS, 20 de agosto de 2026 — A prefeita Esmênia Miranda anunciou nesta quinta (20) Felipe Reis como novo secretário municipal de Cultura de São Luís. Jornalista formado pela UFMA, ele já atuou como coordenador de Igualdade Racial do município. A mudança ocorre após a saída de Sheury Manuela Silva Neves. A exoneração de Sheury, inclusive, foi publicada na edição desta quinta do Diário Oficial do Município. Na oportunidade, Esmênia destacou a experiência de Felipe Reis e afirmou que ele realizou um trabalho importante nos últimos três anos na coordenação de Igualdade Racial. Além disso, a prefeita agradeceu a Sheury pelo período em que esteve à frente da pasta e pela contribuição dada à cultura da capital. Felipe Reis também se manifestou na mesma publicação. O novo secretário afirmou ainda que pretende trabalhar pela valorização, defesa e preservação da diversidade cultural da cidade.
Cinco países contrariam Brasil e mantêm casos da Lava Jato

MUNDO, 20 de agosto de 2026 — Pelo menos cinco países mantêm ativas ações da Operação Lava Jato. Peru, Estados Unidos, Suíça, Reino Unido e Equador ignoraram decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que anularam ou enfraqueceram esses casos no Brasil. As informações são de um levantamento do site Poder360, publicado nesta quarta (19). No Brasil, o STF declarou a incompetência da Justiça Federal de Curitiba para julgar alguns processos. Além disso, reconheceu a suspeição do ex-juiz Sergio Moro. Por isso, condenações de empresários, executivos e políticos foram anuladas. Provas e acordos de leniência também passaram a ser questionados. No exterior, porém, os tribunais entenderam de forma diferente. Eles consideraram que crimes cometidos em seus sistemas financeiros podem ser investigados localmente. A lógica é simples: movimentar dinheiro de propina em bancos estrangeiros ou praticar corrupção em outros países fere a legislação daquele país. No Peru, a Lava Jato atingiu a elite política. O ex-presidente Alejandro Toledo foi condenado em 2024 a 20 anos de prisão. Ele recebeu US$ 35 milhões em propinas da Odebrecht. Em 2025, ele pegou outra pena de mais de 13 anos. Em abril de 2025, o ex-presidente Ollanta Humala e sua mulher, Nadine Heredia, foram condenados a 15 anos por lavagem de dinheiro. Eles receberam US$ 3 milhões da empreiteira na campanha de 2011. Heredia pediu asilo no Brasil e deixou o Peru em um avião da FAB. Já em julho de 2026, a Justiça peruana anulou o processo contra Humala. Nos Estados Unidos, a lei anticorrupção permitiu que os processos seguissem. Em 2016, a Odebrecht admitiu ter violado a lei americana. A empresa confessou ter pago US$ 800 milhões em propinas em 12 países. O equatoriano Carlos Pólit foi condenado em Miami em 2024 por lavagem de dinheiro. O executivo brasileiro José Carlos Grubisich também foi condenado, em 2021, a 20 meses de prisão. Ele ainda perdeu US$ 2,2 milhões e pagou multa de US$ 1 milhão. As autoridades americanas fecharam acordos bilionários com Glencore, Trafigura e Vitol. A própria Petrobras pagou US$ 2,95 bilhões em 2018 para encerrar uma ação nos EUA.
Partido Republicanos expulsa prefeito tiktoker de Sorocaba

SOROCABA, 20 de agosto de 2026 — O Republicanos expulsou o prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga, nesta quinta (20). A decisão foi unânime no Conselho de Ética Nacional do partido. O motivo foi o apoio público de Manga à candidatura da esposa, Sirlange Maganhato. Ela concorria a deputada federal pelo União Brasil. O partido considerou isso infidelidade partidária. Manga já tinha sido suspenso antes. O processo ético-disciplinar seguiu todas as regras, com defesa e contraditório, segundo o Republicanos. O partido diz que aplica as normas a todos os filiados igualmente. Conhecido como prefeito “tiktoker”, Manga tem milhões de seguidores. Ele foi reeleito em 2024 com 73% dos votos. Porém, enfrenta problemas na Justiça. Em novembro de 2025, ele foi afastado do cargo por suspeita de atrapalhar investigações sobre desvios na saúde. Em março deste ano, o ministro Nunes Marques, do STF, o reconduziu ao cargo. O caso ainda não terminou. Além disso, a Procuradoria Regional da República o denunciou por crimes como organização criminosa, corrupção e fraude em licitações. Essas acusações têm base na Operação Copia e Cola, da Polícia Federal. O processo contra ele continua em aberto.
TCE cobra meio milhão de reais de ex-prefeitos no Maranhão

MARANHÃO, 20 de agosto de 2026 — O Tribunal de Contas do Maranhão determinou, nesta quarta (20), que ex-prefeitos de Apicum-Açu, Nova Iorque e Arari devolvam R$ 516 mil aos cofres públicos. As decisões envolvem recursos estaduais de convênios e transferências que, segundo o TCE-MA, não tiveram a prestação de contas apresentada. Em Apicum-Açu, Claudio Luiz Lima Cunha terá de devolver cerca de R$ 200 mil e pagar multa de R$ 40 mil. O dinheiro foi repassado pela Secretaria de Estado da Saúde para ampliar serviços hospitalares e ambulatoriais do Hospital Sebastiana Fonseca Costa. O processo apontou falta de prestação de contas. Já em Nova Iorque, Airton Aquino Mota foi responsabilizado por R$ 120 mil e recebeu multa de R$ 24 mil. Os recursos vieram de convênio com a antiga Secretaria de Estado das Cidades e Desenvolvimento Urbano. O dinheiro deveria financiar obras de calçamento em vias urbanas do município. Em Arari, Djalma de Melo Machado e Rui Fernandes Ribeiro Filho foram responsabilizados juntos por R$ 196 mil. Além disso, receberam multa de R$ 39,2 mil. O caso envolve convênio com a Secretaria de Infraestrutura para pavimentação asfáltica, construção de meio-fio e sarjeta em ruas da cidade. Segundo o TCE-MA, as condenações ocorreram por omissão no dever de prestar contas dos recursos públicos recebidos. Somadas, as multas chegam a R$ 103,2 mil. Portanto, além da devolução dos valores, os ex-gestores terão de arcar com as penalidades, caso as decisões sejam mantidas. Ainda cabe recurso.
Tribunal reprova Fernando Falcão e arquiva caso de Bom Lugar

MARANHÃO, 20 de agosto de 2026 — O Tribunal de Contas do Maranhão analisou, no dia 20, processos ligados às prefeituras de Fernando Falcão e Bom Lugar. O TCE informa que as contas de governo de 2024 de Raimunda da Silva Almeida, de Fernando Falcão, receberam parecer pela desaprovação. O processo ainda pode ter recurso. Como se trata de parecer prévio sobre contas de governo, a decisão sobre Fernando Falcão ainda será enviada à Câmara Municipal. Os vereadores são responsáveis pelo julgamento político das contas. Além disso, a gestora ainda pode questionar a decisão do TCE-MA pelos meios previstos no processo. Já o processo apresentado sobre Marlene Silva Miranda, prefeita de Bom Lugar, trata de outro assunto. A Decisão PL-TCE/MA nº 381/2026 analisou a gestão fiscal de 2023, especialmente o envio do Relatório de Gestão Fiscal e dos Relatórios Resumidos de Execução Orçamentária. Os técnicos apontaram atraso no envio do RGF do terceiro quadrimestre de 2023 e descumprimento do limite de alerta com despesa de pessoal. Porém, o relatório acabou sendo entregue. Por isso, o TCE entendeu que não houve omissão definitiva e afastou a aplicação de sanção pecuniária. Por unanimidade, o plenário recomendou que Marlene cumpra rigorosamente os prazos da Instrução Normativa TCE-MA nº 60/2020. Depois disso, determinou o arquivamento do processo.