
BRASÍLIA, 17 de julho de 2026 — A defesa de Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha, está cobrando o arquivamento do inquérito que o investiga por suposta ligação com o empresário Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS.
O pedido acontece enquanto a Polícia Federal conclui a primeira fase da apuração sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social. A PF já indiciou 48 pessoas nesse caso.
O advogado Marco Aurélio Carvalho representa Lulinha. Ele afirma que não há provas que justifiquem a continuidade da investigação. O defensor nega qualquer vínculo do cliente com as irregularidades.
“Ele não tem relação direta ou indireta com absolutamente nenhum malfeito do INSS”, disse ao jornal O Estado de S. Paulo. Carvalho também criticou a demora da PF e disse que Lulinha se colocou à disposição para depor, mas não foi chamado.
No início deste mês, a defesa pediu uma reunião com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. O objetivo era sustentar a falta de justa causa no inquérito e repetir o pedido de arquivamento. O encontro, porém, ainda não ocorreu. A agenda do diretor foi o motivo, já que ele estava em viagem internacional.
A Polícia Federal enviou uma manifestação ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. O órgão é o relator do caso. No documento, a corporação explicou que só poderá analisar todos os dados de Lulinha no próximo ano. Isso inclui a quebra de sigilos e os materiais apreendidos na Operação Sem Desconto.
A PF justificou a demora com um critério de prioridade. As investigações que envolvem presos ou pessoas com medidas cautelares têm preferência. Como Lulinha responde ao processo em liberdade e sem restrições, o caso dele ficou no fim da fila de análise.
Essa lentidão preocupa aliados do presidente Lula. Entre eles, a avaliação é que o inquérito em ritmo lento durante o período eleitoral prolonga os questionamentos sobre o filho do presidente.







