FOME DE PODER

Quase 9 de 10 deputados querem disputar reeleição na Câmara

Fonte: OESTE
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Deputados reeleição
Levantamento revela que 87,32% dos deputados federais planejam concorrer a um novo mandato nas 2026, indicando uma das menores taxas de renovação na Câmara.

BRASIL, 27 de julho de 2026  Um levantamento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) revela que 87,32% dos deputados federais atuais planejam concorrer a um novo mandato nas eleições de outubro de 2026, indicando uma das menores taxas de renovação na Câmara.

Dos 513 deputados, 448 devem se candidatar, superando o índice de 2022 e estabelecendo um recorde histórico. O estudo aponta que fatores como acesso às emendas parlamentares e à estrutura dos gabinetes desequilibram a disputa.

Um levantamento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) mostra que 87,32% dos atuais deputados federais pretendem disputar um novo mandato nas eleições de outubro deste ano. Com isso, a Câmara Federal deve registrar uma das menores taxas de renovação dos últimos pleitos.

De acordo com a pesquisa, dos 513 deputados federais, 448 devem concorrer em outubro. O índice supera o das eleições de 2022 (86,93%) e é o maior já registrado na série histórica do Diap, que teve início em 1990.

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A quantidade de deputados que devem se candidatar à reeleição em 2026 ainda pode aumentar. Segundo o levantamento, caso parlamentares indecisos e aqueles que cogitam se candidatar ao Senado mudem de ideia e optem pela tentativa de reeleição, o total pode chegar a 495 candidatos.

O porcentual de deputados que deve buscar a renovação do mandato também é maior que o registrado em 2018 (75,43%), 2014 (79,33%) e 2010 (86,16%).

O estudo foi elaborado pelo Diap a partir de pesquisas, consultas a sites e contatos com pré-candidatos e dirigentes partidários. A confirmação das candidaturas, no entanto, só ocorrerá depois do registro oficial no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

QUEM TEM MANDATO SAI NA FRENTE

Segundo o estudo, “a combinação entre a redução do número de postulantes ao cargo de deputado federal, em razão do limite de candidaturas por vaga, e o aumento do número de candidatos à reeleição corrobora a expectativa de baixa renovação na Casa”.

De acordo com o Diap, “uma disputa presidencial muito acirrada, combinada com novas exigências da legislação eleitoral, que limitam o número de candidaturas, e com maiores garantias de reeleição proporcionadas pelo orçamento impositivo […], explica esse número recorde de candidatos”.

Entre os pontos mencionados pelo estudo que beneficiariam os atuais deputados na disputa por vagas na Câmara, estão o acesso às emendas parlamentares, a prioridade na divisão dos recursos do Fundo Eleitoral, a estrutura dos gabinetes e a maior visibilidade em relação aos concorrentes que não têm mandato.

Para Neuriberg Dias, diretor do Diap, as emendas parlamentares ganharam protagonismo ainda maior nos últimos anos, ampliando a capacidade dos deputados de manterem presença forte em suas bases eleitorais.

“Os parlamentares praticamente quintuplicaram o valor que tinham disponível de emendas parlamentares. O que cada deputado tinha em torno de R$ 10 milhões a 15 milhões ao ano aumentou para R$ 50 milhões. Isso é um fator que vai pesar muito neste índice de baixa renovação”, explica Dias.

“A tendência é que a composição do próximo Congresso Nacional (mandato 2027-2030) reflita, em grande medida, a atual legislatura”, projeta o Diap.

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