Eliziane tem 8x mais emendas liberadas que Aluisio em 2026

MARANHÃO, 22 de maio de 2026 — A senadora Eliziane Gama liberou R$ 31,3 milhões em emendas PIX nos cinco primeiros meses de 2026. O valor representa quase oito vezes o total destinado pelo deputado federal Aluisio Mendes, que registrou R$ 3,9 milhões em transferências especiais no mesmo período. Os recursos fazem parte do Orçamento da União e são enviados diretamente para estados e municípios. As emendas PIX são conhecidas por permitirem o repasse direto dos recursos aos entes federativos. Dessa forma, o dinheiro é transferido sem a necessidade de convênios complexos ou detalhamento prévio da aplicação. O levantamento foi realizado a partir de dados disponíveis em portais de transparência que acompanham a execução das transferências especiais. Os números contrastam com declarações recentes da senadora, que afirmou enfrentar uma campanha de descrédito contra seu mandato no Maranhão. Segundo a parlamentar, as críticas seriam motivadas por sua atuação política e pela presença feminina em espaços de decisão, o que, de acordo com ela, impulsionaria ataques públicos e tentativas de deslegitimação. ALUISIO MENDES O deputado federal Aluisio Mendes destinou R$ 1,4 milhão para a construção de um terminal rodoviário em Poção de Pedras. O plano de ação foi aprovado dentro da área de infraestrutura urbana. Além disso, Cururupu recebeu R$ 417,9 mil para aquisição de viatura da Guarda Civil Municipal. Fortaleza dos Nogueiras também aparecia entre os municípios beneficiados por Aluisio Mendes. Entretanto, a transferência de R$ 1,9 milhão destinada à construção da sede administrativa do município foi impedida por restrição técnica, conforme consta no plano de ação registrado no sistema federal. Plano de Ação: 09032026-095211 / 2026Emenda Parlamentar: 202630430005-ALUISIO MENDESParlamentar : Aluisio MendesBeneficiário: CURURUPU (MA)Situação do Plano de Ação: AprovadoValor total : R$ 417.900,00Área : 06-Segurança Pública / 181-PoliciamentoObjeto de Execução: 240 – Aquisição De Viatura Para Guarda Civil Municipal – Ministério da Justiça e Segurança Pública CLIQUE AQUI E VEJA O DETALHAMENTO Plano de Ação: 09032026-095212Emenda Parlamentar: 202630430005-ALUISIO MENDESParlamentar : Aluisio MendesBeneficiário: FORTALEZA DOS NOGUEIRASSituação do Plano de Ação: Impedido por Restrição TécnicaValor total : R$ 1.990.000,00Área : Urbanismo | 244-Assistência Comunitária / 451-Infraestrutura Urbana / 452-Serviços UrbanosObjeto de Execução: 2998 – Objeto Único Não Padronizado – Obras e Serviços de Engenharia – Construção da Sede Administrativa do Município CLIQUE AQUI E VEJA O DETALHAMENTO Plano de Ação: 09032026-095213 / 2026Emenda Parlamentar: 202630430005-ALUISIO MENDESParlamentar : Aluisio MendesBeneficiário: POCAO DE PEDRAS (MA)Situação do Plano de Ação: AprovadoValor total : R$ 1.492.500,00Área : 15-Urbanismo / 451-Infraestrutura UrbanaObjeto de Execução: 998 – Objeto Único Não Padronizado – Obras e Serviços de Engenharia – Construção de Terminal Rodoviário CLIQUE AQUI E VEJA O DETALHAMENTO
Dino concede regime semiaberto a assassino do caso Tech Office

BRASÍLIA, 22 de maio de 2026 — O ministro Flávio Dino concedeu progressão para o regime semiaberto a Gilbson César Soares Cutrim, condenado pelo assassinato do empresário João Bosco Oliveira Sobrinho. O crime ocorreu em agosto de 2022, na área externa do Edifício Tech Office, no bairro Ponta d’Areia, em São Luís, quando a vítima foi morta a tiros. Gilbson cumpria pena na Penitenciária de Pedrinhas, localizada na zona rural da capital maranhense. No entanto, ele foi transferido para Brasília no ano passado por determinação de Flávio Dino. A defesa alegou que o detento sofria ameaças de morte dentro do sistema prisional do Maranhão. Dino também concedeu habeas corpus autorizando a permanência de Gilbson César Soares Cutrim no sistema prisional do Distrito Federal. Além disso, a decisão permitiu a mudança do regime fechado para o semiaberto. Durante depoimento prestado nas investigações do Caso Tech Office, Gilbson afirmou que matou João Bosco após receber ameaças relacionadas ao repasse de 50% de um montante de R$ 788 mil. Segundo o condenado, o valor fazia parte do pagamento de um processo envolvendo uma empresa de segurança junto à Secretaria de Estado da Educação. De acordo com o depoimento, o processo citado tinha relação com contratos do ano de 2014. Gilbson também declarou que parte do valor teria sido exigida por políticos com influência na pasta estadual.
TSE entende que uso eleitoral de igreja é abuso de poder

BRASÍLIA, 22 de maio de 2026 — O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve, por unanimidade, a condenação da ex-prefeita de Votorantim (SP), Fabíola Alves da Silva (PSDB). Também foram condenados seu então vice, Cesar Silva (PSDB), e o ex-vereador Alison Andrei Pereira de Camargo, conhecido como Pastor Lilo (MDB). A decisão envolveu o uso de um culto religioso para promover candidaturas nas eleições de 2024. O acórdão foi publicado na última segunda (18). O ministro Antonio Carlos Ferreira manteve o entendimento do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). A corte de primeira instância já havia apontado o uso da estrutura da Igreja do Evangelho Quadrangular para fins eleitorais. Segundo o TSE, não há tipificação autônoma de abuso do poder religioso. No entanto, a utilização da estrutura e da autoridade religiosa pode configurar abuso político ou econômico. Isso ocorre quando há desvio de finalidade e impacto na igualdade do pleito. O tribunal destacou que o culto teve “inegável caráter eleitoreiro”. Os ministros citaram falas do líder religioso que demonstraram mobilização explícita em favor das candidaturas. Durante o evento, o pastor afirmou que a igreja possuía “um projeto de eleger dentro dos municípios”. Ele também mencionou um desafio de “elegermos 120 vereadores neste ano nessa eleição”. O pastor declarou ainda: “A Igreja Quadrangular aqui de Votorantim, nós estamos fechados com o pastor Lilo”. Além disso, o TSE destacou a convocação feita aos fiéis: “A partir do dia 16, nós vamos trabalhar muito”. Na avaliação do relator, as declarações afastam qualquer pretensão de caráter exclusivamente espiritual. O acórdão menciona que Fabíola Alves e o candidato a vice-prefeito foram chamados ao altar como “pré-candidatos”. Eles receberam orações públicas diante dos fiéis. Segundo a decisão, houve “deliberada utilização da estrutura e da autoridade religiosas como plataforma de promoção eleitoral”. OUTRAS IRREGULARIDADES Além da participação no culto, a Justiça Eleitoral considerou irregular um reajuste de 34,1% no contrato de aluguel pago pela prefeitura à igreja. O imóvel era utilizado pela Secretaria Municipal de Cultura. O tribunal afirmou que o aumento ocorreu em ano eleitoral e “sem justificativa idônea”. A decisão também citou outro contrato semelhante firmado pela prefeitura. Esse segundo contrato teve reajuste de apenas 2,45% no mesmo período. Para os ministros, os elementos demonstraram abuso de poder político e econômico. O abuso político ocorreu “pelo uso da condição funcional da prefeita”. Já o abuso econômico se deu “pelo uso exacerbado de aporte patrimonial capaz de comprometer a isonomia do pleito”. O TSE rejeitou os recursos apresentados pelas defesas de Fabíola Alves e do Pastor Lilo. A corte manteve as punições impostas pela Justiça Eleitoral paulista. As penas incluem a cassação dos registros de candidatura e a inelegibilidade por oito anos. Cesar Silva teve o registro cassado pelo TRE-SP e não recorreu. Votorantim é um município de 127 mil habitantes no interior de São Paulo. A cidade está localizada na Região Metropolitana de Sorocaba. Ela fica a cerca de 108 km da capital paulista.
Ministro de Lula recebeu auxílio emergencial na pandemia

BRASÍLIA, 22 de maio de 2026 — O ministro da Pesca, Édipo Araújo, recebeu cinco parcelas do auxílio emergencial durante a pandemia de covid-19 em 2020. O portal Metrópoles revelou os depósitos do benefício na conta do atual ministro. Cada parcela teve o valor de R$ 600, totalizando R$ 3 mil. Os valores foram posteriormente devolvidos, conforme o Portal da Transparência. O auxílio emergencial foi lançado em 2020 para amparar desempregados e trabalhadores informais. O benefício também atendia microempreendedores e pequenos empresários afetados pela crise sanitária. Édipo Araújo recebeu os depósitos entre abril e setembro daquele ano. Na época, ele mantinha salário de até R$ 15,6 mil no Ministério da Agricultura. Além disso, recebia bolsa do Ministério da Educação para doutorado internacional. Durante parte do período do auxílio, o ministro cursava doutorado sanduíche nos Estados Unidos. Ele estudava na Universidade da Flórida e também na Universidade Federal do Pará. A bolsa era financiada pela Capes, vinculada ao Ministério da Educação. Em outros meses, ele já atuava em cargo comissionado no Ministério da Agricultura. As remunerações no cargo chegaram a R$ 15,6 mil mensais. A assessoria de Édipo Araújo explicou que os pagamentos coincidiram com atrasos e depósitos retroativos. O pedido do benefício foi feito antes da posse no cargo público, segundo o órgão. Por isso, houve sobreposição dos valores posteriormente creditados. Em abril e maio de 2020, o ministro recebeu simultaneamente R$ 2,2 mil de bolsa e R$ 600 de auxílio. Já em agosto e setembro do mesmo ano, houve acúmulo do salário do ministério com o benefício. JUSTIFICATIVA DO MINISTÉRIO O ministério afirmou que os requisitos do auxílio emergencial em 2020 incluíam não ter vínculo de emprego formal ativo. Também era necessário não ser titular de benefício previdenciário. Outra exigência era possuir renda familiar mensal de até três salários mínimos. Segundo o órgão, o ministro preenchia esses requisitos à época. A assessoria informou que o ministro já residia no Brasil quando pediu o auxílio. Ele não possuía vínculo empregatício ativo naquele momento. O pedido foi protocolado em abril de 2020, quando ele estava sem ocupação formal. Ele havia sido exonerado em novembro de 2019, conforme portaria do Diário Oficial. A nomeação para cargo público ocorreu apenas em julho de 2020. O início das atividades se deu no fim daquele mês. A assessoria afirmou ainda que o ministro não chegou a sacar os valores. O recurso foi automaticamente devolvido ao governo quando ele assumiu função pública. A partir desse momento, ele passou a não ser mais elegível para o benefício.
STF tenta intimar Roberto Rocha após ação de Flávio Dino

BRASÍLIA, 22 de maio de 2026 — O Supremo Tribunal Federal não conseguiu localizar o ex-senador Roberto Rocha para intimá-lo sobre uma ação penal movida pelo ministro Flávio Dino por calúnia e difamação. A tentativa ocorreu após o STF abrir o processo contra Rocha por declarações feitas durante a campanha eleitoral de 2022 no Maranhão. Uma oficial de Justiça do Tribunal Regional Federal da 1ª Região cumpriu determinação do ministro Alexandre de Moraes e foi ao endereço informado pela defesa do ex-senador em São Luís nos dias 14 e 15 de maio. No entanto, ela não encontrou Roberto Rocha no local e ouviu de vizinhos que ninguém morava no imóvel. Diante da situação, Alexandre de Moraes determinou, na quarta (20), a intimação de Roberto Rocha por edital. Esse tipo de notificação é utilizado quando o destinatário está em local incerto e não sabido. Após a publicação do edital, o ex-senador terá prazo de cinco dias para apresentar resposta à ação penal. A ação apresentada por Flávio Dino foi protocolada em agosto de 2022, período em que ele disputava uma vaga no Senado Federal contra Roberto Rocha. Segundo a queixa, o então senador teria atribuído a Dino práticas de chantagem e coação contra prefeitos maranhenses durante uma sessão virtual do Senado. Na ocasião, Roberto Rocha afirmou que Flávio Dino, enquanto governador do Maranhão, utilizava suposta influência sobre o Procurador-Geral de Justiça do estado para pressionar prefeitos a apoiá-lo eleitoralmente.
Aliados de Rubens Pereira são exonerados após operação da PF

MATÕES, 21 de maio de 2026 — O governador do Maranhão, Carlos Brandão, exonerou quatro servidores estaduais após decisão judicial ligada à Operação Arthros, deflagrada pela Polícia Federal. A medida foi publicada no Diário Oficial desta quinta (21) e atinge aliados do ex-secretário de Articulação Política Rubens Pereira, conhecido como Rubão, pai do deputado federal Rubens Pereira Júnior. A investigação apura um suposto esquema de financiamento ilegal de campanhas eleitorais no Maranhão durante as eleições municipais de 2024. Entre os exonerados estão Gabriel Tenório, aliado político de Rubão e então presidente da Agemleste, além de Leonardo, sobrinho do ex-secretário. As exonerações atendem a uma determinação do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão. Segundo a Polícia Federal, a Operação Arthros investiga a movimentação de aproximadamente R$ 2 milhões em um esquema que teria utilizado empresas de fachada, contratos simulados e notas fiscais frias para abastecer campanhas eleitorais. As diligências da Operação Arthros ocorreram em São Luís, Paço do Lumiar, Barreirinhas, Codó, Matões e Teresina. Conforme a investigação, mais de R$ 1,9 milhão teriam sido movimentados nos 15 dias anteriores ao pleito municipal de 2024. Desse valor, cerca de R$ 1,2 milhão teria sido destinado a candidatos e intermediários ligados ao grupo político investigado. Ao todo, a Justiça autorizou o cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão. Além disso, o Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão determinou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático dos investigados. A decisão que autorizou a operação foi assinada pela desembargadora Maria Francisca Gualberto Galiza, presidente do TRE-MA. Segundo apuração da Polícia Federal, as investigações começaram após a apreensão de um homem em uma agência bancária de São Luís com R$ 500 mil em espécie. A partir desse episódio, os investigadores chegaram ao nome de Rubens Pereira, apontado como responsável por distribuir aproximadamente R$ 1,8 milhão para candidatos aliados em municípios do interior do Maranhão.
PF deflagra operação contra envio de dinheiro falso no MA

SENADOR LA ROCQUE, 21 de maio de 2026 — A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta (21) a Operação Hermes 2 para investigar um esquema de envio de dinheiro falso por meio do sistema de transporte postal com destino ao município de Senador La Rocque. Segundo a PF, a apuração busca desarticular a circulação de cédulas falsificadas oriundas de outros estados, introduzidas no Maranhão por meio de serviços legais de entrega de correspondências. A investigação apura ainda como os envolvidos utilizavam os serviços postais para dar aparência de legalidade ao transporte de notas falsas, configurando fraude contra o sistema financeiro nacional. Durante a operação, foi cumprido um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça Federal de Imperatriz, após representação da própria Polícia Federal. O material apreendido será analisado para identificação de outros possíveis envolvidos e para reforço das provas do esquema investigado. A Operação Hermes 2 dá continuidade a investigações sobre circulação de moeda falsa e uso de serviços de transporte regular para práticas criminosas. As investigações seguem em andamento para identificar a origem das cédulas e os responsáveis pelo envio e distribuição do dinheiro falso na região.
PF viu tentativa de blindar figurões em delação de Vorcaro

BRASÍLIA, 21 de maio de 2026 — A rejeição da proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro teve uma combinação de fatores. Nos bastidores da Polícia Federal, esses fatores eram vistos como incontornáveis. As investigações estavam em estágio avançado, conforme fontes ligadas à Operação Compliance Zero. Além disso, houve excesso de omissões por parte do banqueiro. A percepção interna era de que Vorcaro tentava controlar o alcance das revelações. A avaliação interna na PF é de que Vorcaro chegou tarde à mesa de negociação. Quando os advogados iniciaram as tratativas formais, investigadores já tinham um volume robusto de provas. Essas provas vieram de celulares apreendidos e trocas de mensagens. O rastreamento financeiro e relatórios de inteligência também foram usados. Documentos extraídos ao longo das fases da operação completavam o material. Reservadamente, investigadores afirmam que o material apresentado não trouxe surpresa relevante. Em algumas frentes, a PF já tinha informações mais detalhadas. O ponto que mais incomodou foi a chamada “delação seletiva”. A percepção era de que Vorcaro admitia fatos periféricos. Porém, ele evitava aprofundar episódios sensíveis, especialmente aqueles que poderiam atingir personagens influentes de Brasília. Integrantes da investigação afirmam que havia expectativa de colaboração mais ampla. A ideia era abordar a estrutura política, financeira e empresarial ligada ao esquema. Em vez disso, a defesa teria apresentado uma narrativa parcial. As fontes classificam a narrativa como excessivamente calculada. Outro fator desgastou as negociações: os vazamentos sucessivos de trechos da possível delação. A circulação de detalhes reservados irritou investigadores. O fato foi comunicado ao gabinete do ministro André Mendonça, do STF, responsável pelo caso. Nos bastidores da PF, a leitura é de que os vazamentos enfraqueceram a confiança necessária. Daí, o ambiente de negociação se deteriorou rapidamente.