
BRASÍLIA, 08 de junho de 2026 — O pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou que o Brasil precisa “cooperar com os Estados Unidos” para rastrear as finanças e o arsenal das facções criminosas brasileiras.
A declaração foi dada cerca de uma semana após o governo federal emitir notas oficiais criticando a decisão do presidente Donald Trump. A gestão norte-americana classificou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas internacionais.
A retórica de Haddad colide com a postura inicial do presidente Lula. Lula abriu uma crise diplomática com a Casa Branca para rejeitar o enquadramento das quadrilhas nacionais na lei de terrorismo norte-americana.
Em discurso em Sergipe, o presidente minimizou o alcance internacional das máfias brasileiras. “Eles não são o terrorista que o Trump quer”, disse Lula. “O Trump quer um Osama Bin Laden.”
O chefe do Executivo cobrou que o governo estrangeiro deporte o ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem e o empresário Ricardo Magro. Lula alegou que os Estados Unidos toleram a lavagem de dinheiro em paraísos fiscais domésticos, como o Estado de Delaware.
Além disso, a reação do Planalto ignorou a capilaridade internacional do PCC e do CV. As facções comandam o envio de toneladas de cocaína para a Europa. Elas também controlam rotas de armas nas Américas.
A decisão de Donald Trump de asfixiar as finanças das facções atendeu a uma articulação direta da oposição brasileira no exterior. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) liderou essa articulação.







