ALIANÇA

Haddad admite que Brasil precisa cooperar com Estados Unidos

Andre Reis
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Haddad EUA
Haddad defende cooperação com EUA contra facções. Petista diz que Brasil precisa rastrear finanças e arsenal de grupos criminosos em parceria com Washington.

BRASÍLIA, 08 de junho de 2026  O pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou que o Brasil precisa “cooperar com os Estados Unidos” para rastrear as finanças e o arsenal das facções criminosas brasileiras.

A declaração foi dada cerca de uma semana após o governo federal emitir notas oficiais criticando a decisão do presidente Donald Trump. A gestão norte-americana classificou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas internacionais.

A retórica de Haddad colide com a postura inicial do presidente Lula. Lula abriu uma crise diplomática com a Casa Branca para rejeitar o enquadramento das quadrilhas nacionais na lei de terrorismo norte-americana.

Em discurso em Sergipe, o presidente minimizou o alcance internacional das máfias brasileiras. “Eles não são o terrorista que o Trump quer”, disse Lula. “O Trump quer um Osama Bin Laden.”

O chefe do Executivo cobrou que o governo estrangeiro deporte o ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem e o empresário Ricardo Magro. Lula alegou que os Estados Unidos toleram a lavagem de dinheiro em paraísos fiscais domésticos, como o Estado de Delaware.

Além disso, a reação do Planalto ignorou a capilaridade internacional do PCC e do CV. As facções comandam o envio de toneladas de cocaína para a Europa. Elas também controlam rotas de armas nas Américas.

A decisão de Donald Trump de asfixiar as finanças das facções atendeu a uma articulação direta da oposição brasileira no exterior. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) liderou essa articulação.

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