PRF apreende mais de 200 celulares sem nota fiscal no MA

MARANHÃO, 17 de julho de 2026 — A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 210 celulares e 10 rádios comunicadores na manhã de quarta (15). A abordagem aconteceu na BR-222, em Itapecuru-Mirim, no norte do Maranhão. Os produtos estavam em um carro que seguia para Miranda do Norte. Nenhum deles tinha nota fiscal. A equipe fazia patrulhamento no km 195 da rodovia. Então, os agentes viram um carro parado no acostamento e decidiram abordar. O motorista disse que saiu de Piripiri, no Piauí, e levava as mercadorias para o Maranhão. Ele afirmou também que o passageiro era só carona. Quando perguntaram sobre a carga, o condutor falou que levava celulares. Porém, ele não mostrou nenhum documento que comprovasse a origem dos produtos. Por isso, os policiais fizeram uma vistoria no veículo. Eles encontraram várias caixas com equipamentos eletrônicos. No total, a PRF contou 210 celulares de marcas e modelos variados. Além disso, havia 10 rádios comunicadores. Segundo a polícia, todos os produtos estavam sem comprovação fiscal. As mercadorias, o carro e os dois ocupantes foram levados para a Polícia Federal em São Luís. Agora, o caso vai ser investigado. A autoridade policial vai adotar os procedimentos legais cabíveis.
TRE-MA multa instituto e libera outra pesquisa eleitoral

MARANHÃO, 17 de julho de 2026 — O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) multou o instituto IPPI Pesquisas e Consultoria em R$ 53.205 por irregularidades no registro de uma pesquisa eleitoral. A decisão foi da juíza auxiliar Manuella Viana dos Santos Faria Ribeiro. Além disso, o tribunal rejeitou uma ação do PSTU e liberou a divulgação da pesquisa do INOP sobre a corrida ao governo. A Federação Renovação Solidária (PRD/Solidariedade) questionou a pesquisa MA-03193/2026. A juíza rejeitou as críticas à metodologia, mas entendeu que o instituto não apresentou a declaração de vínculo do estatístico responsável. Por isso, considerou que o levantamento não cumpriu uma exigência obrigatória do TSE. A pesquisa foi contratada pela empresa Café Quente Produções Ltda. e mostrava o pré-candidato Eduardo Braide (PSD) com 56,1% dos votos válidos. O levantamento ganhou repercussão após divulgação nas redes sociais do pré-candidato. A multa aplicada corresponde ao valor mínimo previsto na legislação. A decisão é de primeira instância e ainda permite recurso. Em outro julgamento, o TRE-MA considerou improcedente a ação do PSTU e autorizou a divulgação da pesquisa INOP, registrada sob o protocolo MA-00550/2026. O levantamento aponta empate técnico entre Orleans Brandão (MDB) e Eduardo Braide (PSD) em diferentes cenários. A pesquisa ouviu 2.604 eleitores entre 12 e 20 de junho de 2026, tem nível de confiança de 95% e margem de erro de 3,02%.
Duarte Jr se manifesta após perder legenda para o Senado

BRASÍLIA, 17 de julho de 2026 — O deputado federal Duarte Júnior informou que recorrerá à Justiça para tentar garantir a candidatura ao Senado nas eleições de outubro. A decisão ocorreu após o Avante informar que não concederá a legenda para a disputa. Além disso, o parlamentar afirmou que cumprirá agenda em Brasília nesta sexta (17) para buscar alternativas políticas. Na oportunidade, Duarte afirmou que sofre perseguição política e criticou a decisão do partido. “Mais uma vez, me perseguem e tentam me deixar fora da disputa eleitoral deste ano. Mesmo em 1º lugar em todas as pesquisas para o Senado. Um absurdo! Um crime sem precedentes. Mas, não sou de desistir. Vou judicializar e também vou fazer algumas reuniões em Brasília amanhã”, declarou. Sem citar nomes, o deputado voltou a atribuir a decisão à atuação de adversários políticos. “Tenho fé! Nada acontece por acaso. ‘Os humilhados serão exaltados’, e cada injusto ataque feito por aqueles que passaram anos roubando aposentados e se associando a banqueiros vai me fortalecer e me permitir continuar tendo a força e as mãos limpas para lutar e garantir justiça”, afirmou.
Banco Master repassou R$ 57 mi a firma com R$ 40 de capital

SÃO CAETANO DO SUL, 17 de julho de 2026 — O Banco Master transferiu R$ 57,9 milhões para a Copenhagen Assessoria e Consultoria S.A. entre 2024 e 2025. As informações são da Receita Federal. A empresa está entre as dez que mais receberam recursos da instituição nesse período. Os pagamentos seriam por serviços prestados, mas o contrato não foi detalhado. A Copenhagen foi aberta em novembro de 2024. Ela fica em um prédio comercial em São Caetano do Sul, no interior de São Paulo. O capital social da empresa é de apenas R$ 40. Segundo o cadastro, ela atua com consultoria em gestão empresarial. A dona da Copenhagen é o Estônia Fundo de Investimento Multiestratégia. Quem administra esse fundo é a Trustee DTVM. A Polícia Federal investiga a Trustee. A suspeita é que a empresa ajudou na aquisição e na ocultação de bens para o grupo criminoso do empresário Daniel Vorcaro, que é CEO do Banco Master. O Ministério Público Federal arquivou essa apuração. O motivo foi a adesão da principal empresa investigada a um parcelamento de dívida tributária. Mesmo assim, a PF seguiu com outras frentes. Atualmente, Rogério Lourenço Novo é conselheiro fiscal da Ambipar. Antes, quem comandava a Copenhagen era Artur Martins de Figueiredo. Ele também faz parte da Trustee DTVM. Segundo reportagem do UOL, a PF investiga Figueiredo. A suspeita é que ele usou fundos de investimento e manobras contábeis para movimentar e esconder dinheiro do Banco Master.
Assembleia define comissão para atuar no recesso parlamentar

MARANHÃO, 17 de julho de 2026 — A Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema) definiu a comissão que atuará durante o recesso parlamentar, entre 18 e 31 de julho de 2026. O grupo foi formado conforme o Regimento Interno da Casa e a Constituição do Estado. A medida garante a continuidade das atividades legislativas durante a suspensão das sessões ordinárias. A comissão foi criada pela Resolução Administrativa nº 429/2026. Integram o colegiado os deputados Wellington do Curso (PSD), Dra. Helena Duailibe (Republicanos), Ana do Gás (Republicanos), Florêncio Neto (MDB), Edna Silva (PRD) e Leandro Bello (PSB). Os nomes foram aprovados por unanimidade pelos demais parlamentares. Durante o recesso, os deputados poderão realizar audiências públicas com entidades da sociedade civil. Além disso, o grupo ficará responsável por receber petições, reclamações, representações e queixas apresentadas por qualquer cidadão contra atos de autoridades públicas. A Comissão de Recesso também dará andamento a demandas urgentes e manterá as atividades de fiscalização e funcionamento institucional da Assembleia. Portanto, o colegiado assegurará a continuidade dos serviços considerados essenciais enquanto o plenário permanecer sem sessões ordinárias.
Defesa de lulinha insiste em arquivamento de investigação

BRASÍLIA, 17 de julho de 2026 — A defesa de Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha, está cobrando o arquivamento do inquérito que o investiga por suposta ligação com o empresário Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS. O pedido acontece enquanto a Polícia Federal conclui a primeira fase da apuração sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social. A PF já indiciou 48 pessoas nesse caso. O advogado Marco Aurélio Carvalho representa Lulinha. Ele afirma que não há provas que justifiquem a continuidade da investigação. O defensor nega qualquer vínculo do cliente com as irregularidades. “Ele não tem relação direta ou indireta com absolutamente nenhum malfeito do INSS”, disse ao jornal O Estado de S. Paulo. Carvalho também criticou a demora da PF e disse que Lulinha se colocou à disposição para depor, mas não foi chamado. No início deste mês, a defesa pediu uma reunião com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. O objetivo era sustentar a falta de justa causa no inquérito e repetir o pedido de arquivamento. O encontro, porém, ainda não ocorreu. A agenda do diretor foi o motivo, já que ele estava em viagem internacional. A Polícia Federal enviou uma manifestação ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. O órgão é o relator do caso. No documento, a corporação explicou que só poderá analisar todos os dados de Lulinha no próximo ano. Isso inclui a quebra de sigilos e os materiais apreendidos na Operação Sem Desconto. A PF justificou a demora com um critério de prioridade. As investigações que envolvem presos ou pessoas com medidas cautelares têm preferência. Como Lulinha responde ao processo em liberdade e sem restrições, o caso dele ficou no fim da fila de análise. Essa lentidão preocupa aliados do presidente Lula. Entre eles, a avaliação é que o inquérito em ritmo lento durante o período eleitoral prolonga os questionamentos sobre o filho do presidente.
Juiz manda fechar e demolir posto de combustíveis no Bequimão

SÃO LUÍS, 17 de julho de 2026 — A Justiça do Maranhão determinou o fechamento do Posto de Gasolina Século Futuro, no bairro Bequimão, em São Luís. A decisão também anulou todas as autorizações do empreendimento e ordenou a demolição das estruturas irregulares. O juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos, atendeu a uma ação do Ministério Público do Maranhão (MPMA). A sentença declarou inválidos o alvará de construção, as licenças de instalação e operação, além de qualquer outra autorização concedida ao posto. Além disso, a empresa terá 90 dias para remover a cobertura metálica, as ilhas de abastecimento, os tanques subterrâneos e os três pavimentos construídos com contêineres em desacordo com a legislação. A empresa também deverá retirar os entulhos, reconstruir a calçada e restaurar o piso tátil que garante o acesso à Escola de Cegos do Maranhão. A Prefeitura de São Luís terá que interditar imediatamente o estabelecimento e não poderá emitir novos alvarás, licenças ambientais ou autorizações para um posto de combustíveis no imóvel. Segundo o MPMA, o empreendimento foi instalado em área inadequada pela Lei de Zoneamento de São Luís. Inclusive, descumpriu a distância mínima exigida entre postos e ficou próximo da Escola de Cegos do Maranhão e do Hospital São Domingos. A empresa alegou que possuía as licenças necessárias, mas o magistrado entendeu que esses documentos não afastam a ilegalidade quando há violação das normas urbanísticas e de segurança.
Família de ministro TCU vence licitação bilionária no Porto

BRASÍLIA, 17 de julho de 2026 — Um consórcio formado por empresas da mulher, do cunhado e do sogro do ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União (TCU), venceu uma licitação bilionária no Porto de Santos. A disputa aconteceu para operar um pátio de caminhões com 242 mil metros quadrados, o tamanho de 34 campos de futebol. O contrato, porém, está suspenso por decisão da Justiça desde o dia 16 de junho. A Autoridade Portuária de Santos (APS) organizou a concorrência. Ela se baseou em um acórdão do TCU que o próprio ministro Dantas redigiu. Esse documento serviu de justificativa para as regras do edital. O consórcio vencedor se chama Portolog. Ele é administrado por João Pedro Camargo, cunhado de Dantas. Outros sócios são a mulher do ministro, Camila Funaro, e o sogro dele, João Carlos Camargo. A licitação teve apenas um concorrente habilitado. Um segundo consórcio foi desclassificado por problemas na documentação antes mesmo da fase de disputa. Por isso, o Portolog ficou sozinho na disputa. A Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres (Abratec) contestou o processo na Justiça. A entidade afirma que o prazo de 16 dias úteis para entregar as propostas foi muito curto. Além disso, ela diz que as regras do edital dificultaram a participação de grandes empresas do setor. O Ministério Público Federal (MPF) também pediu a anulação da licitação. O órgão argumenta que as cláusulas do edital criam barreiras fortes contra os maiores operadores. Segundo o MPF, a APS violou princípios como isonomia e eficiência. A defesa da APS, porém, diz que seguiu as orientações do TCU. O tribunal, no entanto, foi dividido na época. O relator original defendia uma disputa mais aberta. Já Dantas propôs restrições para evitar concentração de mercado. A visão dele venceu por 6 votos a 3. O valor da proposta vencedora também gera dúvidas. O consórcio Portolog ofereceu R$ 289 mil por mês a partir do 36º mês. Para a Abratec, esse valor é baixo para um contrato avaliado em cerca de R$ 1 bilhão. A Justiça já suspendeu e liberou a licitação em outras ocasiões. Em maio, o certame foi autorizado a seguir. Dias depois, o consórcio foi registrado. Em 16 de junho, uma nova decisão paralisou tudo novamente. O contrato segue suspenso até hoje.