Braide não vai à sabatina de candidatos promovida pela Fecomércio

MARANHÃO, 15 de setembro de 2026 — O candidato ao Governo do Maranhão Eduardo Braide (PSD) não participou, na segunda (14), do encontro promovido pela Fecomércio-MA com representantes do setor produtivo, em São Luís. A reunião reuniu candidatos para apresentar propostas e discutir temas ligados ao comércio e à economia estadual. Braide, Orleans Brandão (MDB) e Felipe Camarão (PT) receberam convite para o evento. Orleans e Camarão compareceram. Braide, por outro lado, cumpriu compromissos de campanha no interior do Maranhão durante o horário do encontro. A Fecomércio lamentou a ausência de Braide na reunião com representantes da classe empresarial.
Operação contra desvios bloqueia até milhões em bens no MA

MARANHÃO, 15 de setembro de 2026 — O Ministério Público do Maranhão deflagrou nesta terça (15) a Operação Faenerator em Imperatriz, João Lisboa e Buritirana. A ação mira investigados por agiotagem, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra a Administração Pública. As buscas ocorreram em casas, empresas e propriedades rurais. A Justiça também autorizou o bloqueio e a indisponibilidade de até R$ 621.455.220 em bens e valores. A medida alcança dinheiro, imóveis, veículos, aeronaves, embarcações e outros patrimônios. Além disso, os agentes podem extrair e analisar dados de aparelhos eletrônicos apreendidos durante as diligências. A operação é conduzida pelo Gaeco de Imperatriz, com apoio da Seic, da Polícia Militar e da Caei do MPMA, com autorização da Vara Especial Colegiada dos Crimes Organizados. A investigação reúne dados das operações Regalo, Timoneiro e Pavimentum, que apuraram suspeitas envolvendo recursos públicos e contratos da Sinfra de Imperatriz. Segundo as investigações, o grupo emprestava dinheiro a empresários, principalmente empreiteiros, cobrando juros de 3,5% a 4% ao mês. Cheques e notas promissórias serviam como garantia. Os investigadores apontam ainda uso de PIX, depósitos fracionados, contas de passagem, pessoas interpostas e saques para dificultar o rastreamento. Em um dos casos, uma clínica odontológica declarou faturamento médio de cerca de R$ 13 mil por mês, mas movimentou R$ 143,8 milhões entre 2019 e 2024. A apuração também cita compra e venda de carros de luxo, veículos pesados, aeronaves, helicópteros, embarcações e imóveis rurais, além de pagamentos ligados a agentes públicos e PEPs.
TCU aceita representação contra live de Lula no Alvorada

BRASÍLIA, 15 de setembro de 2026 — O TCU (Tribunal de Contas da União) abriu uma fiscalização após uma representação da oposição contra a campanha do presidente Lula (PT) pelo uso do Palácio da Alvorada em uma live realizada no último fim de semana. A representação foi apresentada pelo deputado federal e candidato ao Senado, Ubiratan Sanderson (PL-RS) e é relatada pelo ministro Walton Alencar Rodrigues. O parlamentar questiona possível utilização de estrutura e recursos públicos em transmissão de caráter eleitoral. Na representação, Sanderson pede a instauração de procedimento de fiscalização, com eventual Tomada de Contas Especial e adoção de medida cautelar, para apurar se houve utilização direta ou indireta de bens, serviços, servidores, equipamentos ou estrutura da União em benefício da campanha eleitoral de Lula. O parlamentar argumenta que a alegação de que os equipamentos utilizados na transmissão pertenciam à campanha não é suficiente para afastar a necessidade de fiscalização e que é preciso verificar se foram utilizados energia elétrica, internet, telecomunicações, servidores públicos, segurança, manutenção, limpeza, suporte técnico, infraestrutura tecnológica ou outros serviços custeados pela União. A transmissão da campanha de Lula contou com a participação do presidente nacional do PT, Edinho Silva, e do secretário nacional de Comunicação do partido, Éden Valadares. Em 2022, a campanha do então presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro, foi proibida de usar o Palácio da Alvorada em live eleitoral durante as eleições. À época, o TSE reconheceu a utilização indevida da residência oficial e posteriormente estabeleceu parâmetros específicos para a realização de lives eleitorais em residências oficiais. À CNN, o coordenador jurídico da campanha de Lula, Ângelo Ferraro, disse que “a realização de uma live por Lula no Palácio da Alvorada não configura irregularidade em razão do local escolhido”. “A legislação eleitoral permite que o presidente da República realize transmissões ao vivo em sua residência oficial, respeitadas as regras do Tribunal Superior Eleitoral. […] A transmissão respeitou a legislação eleitoral que disciplina o uso da residência oficial. A legislação eleitoral, portanto, é categórica para autorizar o uso da residencial oficial como no caso.”
Dino é acusado de atuar com Braide contra Roberto Rocha

MARANHÃO, 15 de setembro de 2026 — Roberto Rocha (PRTB), candidato ao Governo do Maranhão, afirmou nesta segunda (14) que Flávio Dino estaria por trás de uma articulação para retirá-lo da eleição. A declaração ocorreu após o TRE-MA decidir, por unanimidade, indeferir o registro de sua candidatura. Em vídeo, Rocha atribuiu ao ministro do Supremo Tribunal Federal a movimentação contra sua permanência na disputa. Segundo o ex-senador, Dino tentaria barrar a única candidatura de direita ao governo e, assim, impedir um palanque para Flávio Bolsonaro (PL) no Maranhão. Rocha também afirmou que Dino estaria agindo em conjunto com Eduardo Braide (PSD), candidato ao Governo do Maranhão. Segundo ele, a suposta articulação teria como objetivo prejudicar sua candidatura e, além disso, atingir a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. O TRE-MA indeferiu a candidatura por decisão unânime nesta segunda (14). Rocha, no entanto, ainda pode recorrer do resultado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Roberto Rocha (@robertorocha_ma)
Diálogo de Vorcaro cita R$ 500 mil por mês a filho de ministro

BRASÍLIA, 15 de setembro de 2026 — Um diálogo encontrado no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, trata de pagamentos ao advogado Kevin Marques, filho do ministro Kassio Nunes Marques. Na conversa, o ex-diretor jurídico do banco Luiz Rennó responde uma mensagem de Vorcaro com dados de Kevin e cita o valor de R$ 500 mil por mês. Por meio de sua assessoria, o advogado negou ter recebido recursos do banco e que prestoru serviços jurídicos a uma consultoria jurídica mencionada na conversa. Em uma mensagem de agosto de 2025, enviada pelo então diretor jurídico do Master, Luiz Rennó Netto, cita que está faltando um pagamento à “consult”. “Dos pagamentos está faltando a consult. Aqui”, diz Rennó, respondendo a uma mensagem de Vorcaro com o nome e contato de Kevin Marques, em agosto de 2025. “Esse aí. Único ‘meu’ que faltou”, acrescentou ele. Reportagem do jornal O Estado de S.Paulo publicada em março deste ano mostrou que a Consult Inteligência Tributária, uma empresa de consultoria, fez pagamentos de R$ 281,6 mil a Kevin. Em nota, a assessoria do advogado afirmou que ele nunca prestou serviços ao Master nem recebeu dinheiro de Vorcaro, mas recebeu R$ 281,6 mil da Consult, “empresa à qual prestou serviços jurídicos especializados na área tributária administrativa”. “A atuação profissional do advogado Kevin Marques em favor da Consult não tem qualquer relação com o Supremo Tribunal Federal”, diz o texto. Um mês antes da mensagem da mensagem em que avisa Vorcaro sobre o pagamento que “faltou”, em julho de 2025, Rennó perguntou banqueiro se deveria manter o repasse de “500 mil mês” ao advogado. Vorcaro respondeu com “kkkk”. Nunes Marques deve decidir se autoriza uma investigação sobre o ministro Alexandre de Moraes por sua relação com Vorcaro. Essas conversas vêm à tona horas antes da sessão. O plenário da Corte vai analisar se um conjunto de 52 mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes, segundo a PF, são indícios mínimos para instaurar uma apuração contra o ministro do STF. Continue lendo…
Dino faz novo movimento contra Mendonça em ação do PCdoB

BRASÍLIA, 15 de setembro de 2026 — O ministro Flávio Dino pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, que apure possíveis relações entre Banco Master, Instituto Iter e contratos com a Prefeitura de São Paulo. O pedido ocorreu porque Dino apontou fatos que considera necessários esclarecer. A solicitação foi feita em ação apresentada pelo PCdoB sobre regras para cemitérios privados na capital paulista. Dino citou o voto de André Mendonça, em abril de 2025, contra uma medida cautelar que afetava empresas do setor funerário. Dino também mencionou Alexandre de Almeida Mendonça, irmão do ministro, que atua na SP Regula na área funerária e cemiterial. Além disso, citou encontro entre André Mendonça e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, em 14 de março de 2025, no Instituto Iter. Segundo a decisão, Mendonça recebeu Vorcaro a pedido de integrantes da Igreja Batista da Lagoinha. O encontro teria sido intermediado pelo deputado Cezinha de Madureira (PL-SP), alvo da Polícia Federal na terceira fase da Operação Transparência, deflagrada na segunda (14). Dino enviou os elementos à Presidência do STF para possível inclusão em procedimento sobre a conduta de André Mendonça, com contraditório e ampla defesa. A medida ocorreu no mesmo dia da sessão extraordinária do Supremo sobre possível investigação de Alexandre de Moraes por relações com Vorcaro.
Braide é quem mais arrecada e gasta na disputa pelo governo

MARANHÃO, 15 de setembro de 2026 — Eduardo Braide (PSD), ex-prefeito de São Luís e candidato ao governo do Maranhão, gastou R$ 4,1 milhões nos primeiros 30 dias de campanha. Segundo a prestação de contas à Justiça Eleitoral, R$ 1,8 milhão foi para propaganda e R$ 350 mil para militância e mobilização de rua. Entre os adversários, Felipe Camarão soma R$ 3.523.817,20; Orleans Brandão, R$ 3.430.100; Roberto Rocha, R$ 688.523,98; André Luis, R$ 103.820; Saulo Arcangeli, R$ 26.102; Reginaldo Lima, R$ 5.500; e Dimas Cassimiro, R$ 0. Até agora, Braide aparece como o candidato ao governo que mais arrecadou e mais gastou. Só do PSD, recebeu R$ 7,5 milhões, além de doações. O maior doador individual é o irmão do candidato, o deputado estadual Fernando Braide, que contribuiu com R$ 92.550. Felipe Camarão recebeu R$ 3.468.817,20 de partidos, R$ 35 mil de pessoas físicas e R$ 20 mil em recursos próprios. Orleans Brandão recebeu R$ 3 milhões de partidos e R$ 430.100 de pessoas físicas. Os dados constam na prestação de contas apresentada à Justiça Eleitoral. Roberto Rocha recebeu R$ 523.523,98 de partidos, R$ 100 mil próprios, R$ 55 mil pela internet e R$ 10 mil de pessoas físicas. André Luis teve R$ 100 mil de partidos e R$ 3.820 em financiamento coletivo. Saulo Arcangeli recebeu R$ 25.102 de partidos e R$ 1 mil pela internet.
TRE-MA barra candidatura de ex-prefeito de Codó Dr. Zé Francisco

CODÓ, 15 de setembro de 2026 — O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) rejeitou, nesta segunda (14), por 7 votos a 0, o registro de Dr. Zé Francisco para deputado federal em 2026. A decisão ocorreu após o relator apontar falta de certidões processuais e uma causa de inelegibilidade ligada à cassação de mandato legislativo. O relator afirmou que a defesa não apresentou certidões de objeto e pé referentes a duas ações de improbidade, uma na Justiça Federal e outra na Justiça Estadual. Além disso, disse que a cassação do mandato enquadra o candidato em causa de inelegibilidade prevista na Lei Complementar nº 64/1990. Segundo o magistrado, cabe à Justiça comum estadual analisar eventuais alegações de nulidade do decreto que cassou o mandato. Por isso, o TRE-MA acolheu as ações de impugnação e indeferiu o registro. Dr. Zé Francisco fica fora da disputa neste momento, mas ainda pode recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral. A certidão de objeto e pé é um documento emitido pela Justiça que resume um processo, informa seu assunto principal e mostra em que fase ele está. Na Justiça Eleitoral, esse documento ajuda a verificar a existência de ações que possam afetar a situação jurídica de um candidato e seu pedido de registro.