Governo Lula perdoa R$ 1,2 bi a empresas corruptas na Lava Jato

Governo Lula

BRASIL, 16 de setembro de 2026 — O governo Lula (PT) perdoou R$ 1,2 bilhão em juros das indenizações a serem pagas por sete empresas que confessaram corrupção no âmbito da Operação Lava Jato e assinaram acordos com a administração federal para ressarcirem os cofres públicos. A maior favorecida, em valores nominais, foi a Odebrecht, atualmente denominada Novonor, que conseguiu uma redução de quase meio bilhão de reais em juros, além da extensão do prazo de pagamento das parcelas para 2048. Ao todo, as companhias obtiveram um pacote de medidas da gestão Lula que permitiu a elas reduzir em mais de R$ 6 bilhões o passivo decorrente dos atos de corrupção. Esse valor inclui o perdão aos juros e outros benefícios concedidos. Para seis delas, o corte total foi de 50% do que estava originalmente previsto nos acordos de ressarcimento, que no jargão jurídico são chamados acordos de leniência. Apesar de as repactuações terem sido validadas em 2025, as quantias nominais renegociadas ainda não tinham sido divulgadas pelo governo. Procurada pela Folha, a administração federal demorou quase 50 dias para fornecer os números. A demanda só foi atendida pela assessoria de imprensa após a reportagem ter protocolado um requerimento com base na Lei de Acesso à Informação. A renegociação bilionária teve um começo incomum por meio de um processo judicial no STF (Supremo Tribunal Federal), sob a relatoria do ministro André Mendonça, que foi iniciado por partidos de esquerda. O advogado dos partidos foi Walfrido Warde, conhecido por defender grandes empresas e por ter posicionamentos críticos aos métodos da Lava Jato. Do lado do governo federal, as tratativas foram realizadas pela CGU (Controladoria-Geral da União) e pela AGU (Advocacia-Geral da União). O maior alívio para as empresas veio da autorização para que elas utilizassem seus créditos tributários na quitação das indenizações, possibilitando a compensação de R$ 4,4 bilhões. A lista de concessões para as firmas abrangeu ainda a exclusão de multas que somavam mais de R$ 100 milhões. Em nota enviada à Folha, a CGU afirmou que “não houve perdão da dívida nem redução das sanções. As três rubricas sancionatórias —a multa da Lei Anticorrupção, o perdimento da vantagem indevida e a reparação do dano ao erário— foram integralmente preservadas e corrigidas monetariamente”. Foram beneficiadas as companhias Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, UTC, Engevix e Braskem. Além da Odebrecht, após a Lava Jato outras empresas mudaram de nome: a OAS se dividiu em Metha e Coesa, a Camargo Corrêa adotou o nome Mover e a Engevix trocou a denominação para Nova Participações. O perdão nos juros das indenizações das firmas ocorreu por meio de uma mudança no indexador das dívidas. Originalmente era aplicada a Selic, mas o índice foi substituído pelo IPCA para os valores devidos até 31 de maio de 2024. A partir dessa data, voltou a vigorar a Selic nos acordos. A CGU justificou a troca afirmando que o IPCA preserva o valor real da dívida e que “a Selic alcançou, a partir de 2021, patamares muito superiores aos vigentes quando os acordos foram firmados, o que superindexou as dívidas e foi um dos fatores que as tornaram impagáveis”. “Não seria coerente renegociar mantendo os encargos que inviabilizaram o pagamento”, completou o órgão federal. A exclusão de multas de R$ 103,5 milhões ocorreu em razão da adoção de duas medidas. Em relação a R$ 20,5 milhões, houve isenção da multa moratória. De acordo com a CGU, “é a dispensa da multa moratória, encargo por atraso cuja renegociação tem previsão legal expressa e é prática corrente em qualquer acordo de dívida com o poder público”. Quanto a R$ 83 milhões, o entendimento do governo federal foi o de que nos acordos estava ocorrendo duplicidade na cobrança de multas fixadas na Lei de Improbidade Administrativa e na Lei Anticorrupção. Para a controladoria federal, “não se trata de benefício concedido, mas de correção para evitar dupla punição pelo mesmo ilícito, providência reconhecida no voto do relator [ministro André Mendonça].” Segundo o órgão federal, “as empresas comprovaram documentalmente dificuldades concretas de pagamento, decorrentes da retração do setor de construção e infraestrutura, dos efeitos da pandemia e da conjuntura de mercado”. “Diante disso, a repactuação foi o caminho que melhor preserva o interesse público: assegura a efetiva recuperação dos valores devidos, em vez de expor o Estado ao risco concreto de baixa recuperação de dívidas em processos de falência ou execução judicial, ao cabo de anos de litígio”, justificou. Ahmed El Khatib, professor de finanças da Unifesp, afirma que todos os benefícios concedidos dependem do cumprimento de diversas condições. “Homologação pelo STF, pagamento das parcelas, manutenção das demais obrigações e ausência de inadimplência são requisitos para que a empresa continue usufruindo das vantagens do acordo. Isso demonstra que a colaboradora continua tendo um forte interesse econômico em preservar o acordo e manter a narrativa aceita pelas autoridades”, diz Khatib. O ponto inicial da renegociação foi uma ação judicial proposta por partidos de esquerda em favor das empresas que assinaram acordos reconhecendo corrupção, tecnicamente chamada ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental). As legendas PSOL, Solidariedade e PCdoB iniciaram o processo no STF em março de 2023 com uma petição assinada por integrantes do escritório de advocacia de Walfrido Warde, na qual pediram, genericamente, a suspensão e a revisão de indenizações e multas impostas nos acordos de leniência entre o Estado brasileiro e empresas investigadas no caso de corrupção na Petrobras.

PL decide não apoiar candidatos ao governo do Maranhão

PL Maranhão

MARANHÃO, 16 de setembro de 2026 — O PL do Maranhão reafirmou nesta terça (15), no estado, que ficará neutro na disputa pelo Governo nas eleições deste ano. A legenda comunicou a decisão por meio de nota oficial, porque definiu na convenção de 28 de julho que não apoiaria nenhuma candidatura ao Palácio dos Leões. A presidente estadual do partido, deputada federal Detinha, assinou o comunicado. Segundo a nota, a decisão passou pelas instâncias competentes do PL. Além disso, a direção estadual afirmou que a posição adotada na convenção será mantida durante a eleição. Com isso, o PL maranhense não integra oficialmente nenhum dos grupos que disputam o Governo do Estado. A legenda, portanto, mantém distância institucional das candidaturas ao Executivo estadual, mesmo participando das eleições deste ano em outras disputas. O posicionamento foi divulgado em meio às movimentações de integrantes e lideranças políticas na reta final da campanha. Apesar da neutralidade na corrida pelo Palácio dos Leões, o partido mantém candidatos nas disputas proporcionais. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Partido Liberal MA🔵 (@pl_ma22)

Gilmar Mendes critica Kassio Nunes Marques, que o bloqueia

Gilmar Mendes

BRASÍLIA, 16 de setembro de 2026 — O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, bloqueou seu colega de Corte Gilmar Mendes no aplicativo de mensagens WhatsApp. A decisão de fazer o bloqueio se deu na última terça (8), depois de Gilmar enviar várias mensagens criticando e cobrando Kassio a respeito do julgamento sobre abrir ou não uma investigação sobre as relações de Alexandre de Moraes com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master e hoje preso sob suspeita de corrupção. A troca de mensagens se deu no dia em que a 2ª Turma do STF julgou o afastamento de Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal. Gilmar estava na Itália quando enviou as mensagens, todas depois das 18h no Brasil. Na Itália, eram mais de 23h. O Poder360 procurou a assessoria de Gilmar Mendes por meio de aplicativo de mensagem para perguntar se gostaria de se manifestar a respeito das conversas. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital. Nesta terça (15), Nunes Marques se declarou impedido de participar do julgamento que analisa se deve ser aberta uma investigação contra Alexandre de Moraes por sua relação com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Antes do início da sessão, informou a sua decisão ao presidente do STF, Edson Fachin, e a André Mendonça. O ministro justificou a decisão pela condição de presidente do TSE e afirmou que, a 19 dias das eleições, o caso poderia ter impacto no cenário político-eleitoral. A decisão veio no mesmo dia em que foram divulgadas mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro que mencionam seu filho, o advogado Kevin Marques, e fazem referência a pagamentos de R$ 500 mil mensais por meio da empresa Consult Inteligência Tributária. Durante a sessão, Nunes Marques negou que o filho tenha prestado serviços ao Banco Master ou recebido dinheiro do banco. Negou, também, ter relação com o Master. Disse ter “absoluta isenção“. Na quarta (16), a PF apontou indícios de venda de influência envolvendo o deputado Cezinha de Madureira (PL-SP), com menções a Kassio Nunes Marques e André Mendonça. Segundo a investigação, mensagens encontradas no celular de Mariângela Fialek, a Tuca, indicam que o deputado afirmava ter acesso aos ministros e poderia fazer pedidos diretamente a eles. Os ministros não são investigados no caso. ÍNTEGRA DA ALTERCAÇÃO A seguir, a transcrição completa da troca de mensagens entre Gilmar Mendes e Kassio Nunes Marques em 8 de setembro de 2026 (com a mesma grafia usada pelos ministros; os horários são do fuso de Brasília): Gilmar (18h23): “Vamos agora discutir na turma ou no plenário, o que existe? Todos dizendo q vcs sao refens do andre… ok abram as contas.”Gilmar (18h24): “Vc e o Fux parecem servis, submissos…”Gilmar (18h25): “Assumam q estao ferrados e saiam dos processos. Abram as contas” Kassio (18h26): “Me respeite Gilmar Isso não é postura” Gilmar (18h27): “Vc tem de sair do tse tambem” Kassio (18h27): “Então não me tecle pois não falo com que não me respeita” Gilmar (18h27): “Abra as suas contas antes de julgar qualquer coisa desse caso nq turma” Kassio (18h28): “Abro com o maior prazer. Há 15 anos que presto contas de tudo.”Kassio (18h28): “Como juiz” Gilmar (18h30): “Kassio, papo encerrado. Marmelada bao dah. Jah falei com Fux. Eu entendo de Malandro.” Kassio (18h30): “Claro que você entende …” Gilmar (18h31): “Tramoias ….” Mais informações em Poder 360.

Acordo entre Paulo Victor e Beto Castro teria folha milionária

Paulo Victor e Beto Castro

SÃO LUÍS, 16 de setembro de 2026 — Faltando menos de um mês para a eleição da Mesa Diretora da Câmara de São Luís, marcada para 1º de outubro de 2026, repercute nos bastidores do poder relato sobre um suposto acordo. Segundo informações do blog Joerdson Rodrigues, a negociação envolveria Paulo Victor e Beto Castro. Segundo a publicação, o apoio de Paulo Victor teria como contrapartida a manutenção de uma folha paralela de R$ 1 milhão por mês. A votação definirá a Mesa Diretora do biênio 2027/2028. O calendário foi alterado após entendimento do Supremo Tribunal Federal, e a Câmara de São Luís transferiu a escolha para outubro. Na disputa, Beto Castro recebe apoio declarado de Paulo Victor, enquanto Marquinhos (União Brasil) também articula sua candidatura. Segundo as informações, o entendimento teria sido negociado nos bastidores e outras fontes ouvidas corroboram o relato. Em troca do apoio do atual presidente, Beto Castro teria assumido o compromisso de manter, durante dois anos, uma folha complementar estimada em R$ 1 milhão mensais. Ainda conforme a denuncias, a folha seria destinada a pessoas ligadas politicamente a Paulo Victor e descritas como supostos “funcionários fantasmas”. Esses nomes receberiam recursos públicos sem exercer atividade efetiva na Câmara de São Luís. A alegação, porém, é apresentada como suspeita e depende de comprovação. Se mantido durante 24 meses, o valor citado alcançaria R$ 24 milhões. A matéria original associa a quantia a despesas que poderiam ser direcionadas a políticas públicas e infraestrutura. A reportagem informa que o orçamento mensal da Câmara de São Luís seria de R$ 15.631.659,23 e afirma que parte relevante desse valor é destinada ao pagamento de pessoal. Também cita levantamentos de veículos locais que apontariam mais de 600 cargos comissionados na estrutura administrativa da Casa. O vereador Douglas Pinto denunciou, em discurso na tribuna, o que chamou de “folha inchada e fantasmas” na gestão de Paulo Victor. Ele também mencionou suspeitas de “rachadinha”, prática em que servidores devolvem parte dos salários a agentes políticos ou intermediários. Além disso, denúncias sobre “rachadinha” e funcionários fantasmas chegaram ao GAECO do Ministério Público do Maranhão. A Câmara também instituiu comissão administrativa para auditar a folha, após questionamentos encaminhados ao TCE-MA sobre pessoal e transparência.

Dino sai em defesa de Moraes e pede vistas sobre caso Vorcaro

Dino Moraes

BRASÍLIA, 15 de setembro de 2026 — O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu vista nesta terça (15), em Brasília, e suspendeu o julgamento sobre o relatório da Polícia Federal com mensagens envolvendo Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes. O pedido ocorreu após uma discussão entre ministros no plenário. Antes da interrupção, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que se encontrou apenas uma vez com Vorcaro e negou ter amizade com o ex-banqueiro. Em seguida, André Mendonça e Gilmar Mendes trocaram críticas durante a sessão. Dino disse que o clima não permitia a continuidade da deliberação e afirmou ser necessário interromper a discussão. O ministro também criticou a condução da sessão pelo presidente do STF, Edson Fachin, durante o debate sobre o rito do julgamento. O plenário discutia se o caso envolvendo Moraes deveria ser analisado junto com questionamentos sobre a atuação de André Mendonça nas investigações do Banco Master. Fachin defendia manter as análises separadas, enquanto outros ministros pediam julgamento conjunto. A Polícia Federal produziu o relatório a partir de material apreendido nas investigações sobre o Banco Master. O documento foi enviado à Procuradoria-Geral da República e passou a provocar decisões, pedidos e divergências internas no STF sobre a condução do caso.

Prefeito de Bacabal abre Copa Rural com recorde de participantes

Bacabal

BACABAL, 15 de setembro de 2026 — A Prefeitura de Bacabal abriu, no fim de semana, a Nova Copa Rural, competição de futebol amador voltada às comunidades da zona rural do município. O torneio reúne mais de 1.100 atletas, distribuídos em 40 equipes e oito polos. A programação começou no sábado (12), com a entrega de kits de equipagem às equipes. No domingo (13), a abertura ocorreu no povoado Mata Fome, com a partida entre o atual campeão Mata Fome Futebol Clube e o Mata de Ana FC. A competição está dividida nos polos Boa Vista da Tábua, Alto Alegre do Acelino, Bom Princípio, Piratininga, Bela Vista, Centro do Cirilo, Mata Fome e Luziana. A premiação ultrapassa R$ 50 mil e será destinada às equipes mais bem colocadas e aos destaques individuais. “É uma Copa Rural muito bem organizada. A premiação motiva bastante os times do interior e a estrutura que recebemos mostra uma valorização que há muito tempo esperávamos. Nosso time treinou e está preparado para entrar em campo e dar o melhor”, destacou o atleta Francisco Mendes, do povoado Bom Jesus. O jogador Leonardo Dutra, do assentamento Limeira, também comentou sobre a competição. “A Copa Rural movimenta toda a comunidade. É um momento de festa, união e orgulho para quem mora no campo. O prefeito Roberto Costa realmente está fazendo a diferença neste torneio”, afirmou. Durante a abertura, o prefeito Roberto Costa falou sobre a competição e anunciou planos para instalar iluminação em campos da zona rural. “Esta é a maior Copa Rural da história de Bacabal pelo número de equipes participantes e pelo valor da premiação, que ultrapassa R$ 50 mil. Sabemos que o futebol é, em muitas comunidades, a principal opção de lazer. Fizemos a entrega de todo o material esportivo e reestruturamos os campos. Além disso, já estamos planejando para o próximo ano a instalação de iluminação nos principais campos da zona rural, permitindo que trabalhadores e pais de família também possam praticar esporte à noite”, afirmou o prefeito. A competição segue com partidas entre as 40 equipes nos oito polos.

Câmara de São Luís define presidência em sessão às 0h01

Câmara SLZ

SÃO LUÍS, 15 de setembro de 2026 — A Câmara de São Luís vai eleger o novo presidente da Casa na madrugada de 1º de outubro, às 0h01, no plenário do Legislativo. Beto Castro (Avante) e Marquinhos (União Brasil) disputam o cargo. A sessão extraordinária definirá a Mesa Diretora para o biênio 2027-2028. Os dois vereadores precisam de pelo menos 16 dos 31 votos para vencer a disputa e suceder Paulo Victor (PSB), atual presidente. A base governista reúne mais de 20 parlamentares, mas os apoios estão divididos entre os dois candidatos, segundo informações divulgadas sobre a eleição interna. Paulo Victor declarou apoio a Beto Castro na disputa. Porém, Beto é citado em inquérito da Polícia Federal relacionado ao caso Tech Office. A citação no inquérito não significa, por si só, que o vereador seja acusado de crime no caso. A antecipação da eleição foi solicitada por 21 vereadores. As chapas poderão ser registradas até as 23h31 de 30 de setembro, apenas 30 minutos antes da sessão. A escolha ocorrerá três dias antes do primeiro turno das eleições gerais, marcado para 4 de outubro.

Google é condenada por vídeos falsos sobre saúde no Maranhão

Google Decisão

MARANHÃO, 15 de setembro de 2026 — A Justiça do Maranhão condenou a Google Brasil a pagar R$ 5 milhões por danos morais coletivos após ação do Ibedec-MA. A decisão da Vara de Assuntos Difusos e Coletivos de São Luís trata de vídeos do YouTube divulgados durante a pandemia com informações falsas sobre saúde. O Ibedec-MA também pediu filtros preventivos, alertas e exigência de diplomas médicos para criadores de conteúdo. O juiz Douglas de Melo Martins recusou essas medidas, além de cadastro em conselhos profissionais e curadoria prévia, com base na Constituição e em decisão do STF. Segundo o instituto, os vídeos divulgavam “curas milagrosas”, receitas caseiras e métodos de prevenção sem respaldo científico. O Ibedec afirmou que conteúdos feitos por pessoas sem qualificação tiveram milhões de visualizações e estimularam o abandono de tratamentos médicos convencionais. Dos 27 vídeos citados na ação, a Google removeu 23 do YouTube e encerrou um canal após identificar violações às diretrizes da plataforma. Por isso, a sentença não precisou determinar a retirada desse conteúdo, que já estava indisponível. Na decisão, o juiz destacou que a Google obtém receitas com anúncios direcionados por algoritmos de engajamento. Ele entendeu que a empresa tem dever de segurança pelo serviço prestado e que a omissão diante de conteúdos nocivos pode gerar responsabilidade civil coletiva pelo Código de Defesa do Consumidor.

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