
O vereador Beto Castro (Avante) afirmou, na Câmara de São Luís, que seguirá na disputa pela presidência da Casa. A declaração ocorreu após ele conseguir liberdade provisória na segunda (15), depois de ser preso em flagrante durante a Operação Benedict.
A investigação do Ministério Público apura um suposto desvio de recursos de emendas parlamentares com apoio de integrantes de facções criminosas.
Durante o discurso, Castro disse que cabe aos órgãos de controle fiscalizar a aplicação dos recursos das emendas. Além disso, afirmou que sempre esteve à disposição do Ministério Público para colaborar com as investigações. Sobre a eleição da Mesa Diretora, declarou que continua candidato e que seu grupo vencerá a disputa.
A Justiça concedeu liberdade provisória ao vereador, mas determinou que ele compareça periodicamente ao Judiciário e não deixe a comarca de São Luís sem autorização.
Durante a operação, agentes apreenderam uma pistola Taurus calibre 9 milímetros com 11 munições na residência do parlamentar. Inclusive, encontraram outras 12 munições em um veículo ligado a ele, totalizando 23 projéteis.
Apesar da soltura, o parlamentar também responde a outros processos. Em um deles, Beto Castro foi condenado por posse ilegal de arma de fogo de uso permitido, mas recorreu da sentença.
Em outra ação, por estelionato, ele recebeu suspensão condicional do processo e assumiu o compromisso de cumprir determinações, incluindo o ressarcimento de R$ 100 mil à vítima.







