
BRASÍLIA, 10 de julho de 2026 — O ex-ministro Joaquim Barbosa, de 71 anos, deve desistir de concorrer à Presidência da República. A eleição acontece em outubro deste ano. O partido dele, o Democracia Cristã (DC), não conseguiu formar alianças com outras legendas. Além disso, a sigla não tem estrutura suficiente para bancar uma campanha ao Planalto.
O presidente nacional do DC, João Caldas, confirmou a dificuldade. “Ainda estamos tentando, mas não está fácil”, disse ele ao site Poder360. O prazo para definir o nome da legenda vai até 5 de agosto. Essa é a data-limite para as convenções partidárias. Portanto, a desistência deve ser oficializada até lá.
O ambiente interno do DC também é conturbado. O partido havia anunciado Aldo Rebelo, ex-presidente da Câmara, como pré-candidato. Porém, em maio, Caldas trocou Rebelo por Barbosa.
Rebelo não aceitou a mudança. Ele foi expulso da legenda, depois revertido, e ameaçou acionar a Justiça para garantir sua pré-candidatura. Barbosa, até agora, não falou publicamente sobre o assunto.
O DC ainda tentou uma coligação com o PSDB. A conversa, porém, não avançou. Os tucanos desistiram de ter candidato próprio ao Planalto em 2026. Então, Barbosa ficou sem apoio político viável.
Joaquim Barbosa foi ministro do STF de 2003 a 2014. Ele foi indicado pelo presidente Lula. Ocupou a presidência do tribunal entre 2012 e 2014. Nesse período, foi relator do processo do Mensalão do PT. Ele deixou o Supremo voluntariamente, por problemas de saúde, antes da aposentadoria compulsória.
Barbosa já teve passagem por outro partido. Em 2018, filiou-se ao PSB e chegou a ser cotado para a Presidência, mas não concorreu. Em 2022, deixou a legenda. Agora, no DC, a candidatura deve ser arquivada.







