
MARANHÃO, 15 de junho de 2026 — A Justiça do Maranhão concedeu liberdade provisória ao vereador Beto Castro (Avante) nesta segunda (15), em São Luís. O parlamentar havia sido preso em flagrante durante uma operação do Gaeco por suposta posse ilegal de arma de fogo de uso restrito.
A decisão partiu da juíza Larissa Rodrigues Tupinambá Castro, após parecer favorável do Ministério Público.
A prisão ocorreu durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão ligado a uma investigação em andamento. Segundo o Auto de Prisão em Flagrante, os agentes encontraram uma pistola Taurus G2C calibre 9 mm com 11 munições na residência do vereador. Além disso, localizaram outras 12 munições em um veículo vinculado a ele.
A operação também apreendeu dinheiro em espécie e outros bens.
Ao analisar o caso, a magistrada concluiu que não havia requisitos legais para decretar prisão preventiva. Ela destacou que a arma estava dentro da residência, sem indícios de uso iminente ou ameaça a terceiros. Inclusive, não identificou elementos que apontassem risco à ordem pública, à investigação ou ao cumprimento da lei.
A decisão também considerou que Beto Castro possui residência fixa, família constituída e exerce mandato eletivo em São Luís. Apesar de citar antecedentes judiciais, a juíza entendeu que esses registros, isoladamente, não justificam a prisão preventiva.
Portanto, o vereador responderá ao processo em liberdade, desde que cumpra medidas cautelares determinadas pela Justiça. A investigação que motivou a operação do Gaeco continua em tramitação na Vara Especial Colegiada dos Crimes Organizados.







