EUA veem vitória da oposição na Venezuela e pedem transição

Eleições Venezuela

ESTADOS UNIDOS, 02 de agosto de 2024 – A pressão sobre Nicolás Maduro ganhou força, nesta quinta (1º), depois que os Estados Unidos reconheceram a vitória da oposição na Venezuela no último domingo (28), e o Brasil assumiu a custódia da Embaixada da Argentina em Caracas. “Dada a esmagadora evidência, está claro para os Estados Unidos e, mais importante, para o povo venezuelano, que Edmundo González Urrutia ganhou a maioria dos votos nas eleições presidenciais da Venezuela em 28 de julho”, disse o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, em um comunicado. “Além disso, os EUA rejeitam as alegações infundadas de Maduro contra os líderes da oposição. As ameaças de Maduro e de seus representantes de prender líderes da oposição (…) são uma tentativa antidemocrática de reprimir a participação política e manter o poder.” Blinken também cobrou o início das tratativas para a mudança de governo. “Nós saudamos Edmundo González Urrutia por sua campanha bem-sucedida. Agora, é hora de os partidos da Venezuela começarem as discussões sobre uma transição pacífica e respeitosa, em concordância com a lei eleitoral e os desejos do povo venezuelano.”

Chavismo pede prisão de opositores María Corina e González

Opositores Ditadura

VENEZUELA, 30 de julho de 2024 – O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, solicitou a prisão de María Corina Machado e do ex-diplomata Edmundo González, ambos opositores do governo, nesta terça (30). Rodríguez acusa os dois de tentativa de golpe de Estado e de questionarem os resultados da eleição. Durante uma sessão no Parlamento, Rodríguez afirmou: “O Ministério Público deve agir não apenas contra os criminosos nas ruas, mas também contra os líderes, que precisam ser presos.” Ele especificou que se referia a María Corina Machado e Edmundo González Urrutia, acusando os opositores de liderarem uma “conspiração fascista” na Venezuela. Rodríguez enfatizou que “com o fascismo não se pode ter contemplações, com o fascismo não se dialoga”. Ele ainda declarou: “Ao fascismo não se dão benefícios processuais. Ao fascismo não se perdoa, quando se perdoa quase acaba com o planeta, quase acaba com a humanidade.”

Esquerda maranhense silencia sobre eleição na Venezuela

Esquerda Maranhão

MARANHÃO, 30 de julho de 2024 – A recente eleição na Venezuela, ocorrida no último domingo (28), provocou reações intensas entre políticos de direita no Maranhão, que utilizaram o evento para criticar a esquerda e seus apoiadores. O deputado estadual e pré-candidato à prefeitura de São Luís, Yglésio Moyses (PRTB), publicou um vídeo nas redes sociais lembrando os venezuelanos que vivem na capital maranhense, muitos em condições precárias. Ele criticou a situação no país vizinho, associando-a à “ditadura sanguinária” apoiada, segundo ele, pelo presidente Lula e pela esquerda brasileira. A deputada estadual Mical Damasceno (PSD), conhecida por seus discursos com tom religioso, compartilhou um vídeo da opositora venezuelana Maria Corina Machado recebendo uma oração de uma pastora. Já o deputado federal Aluísio Mendes (Republicanos) se pronunciou de forma mais moderada, enfatizando a necessidade de eleições “verdadeiramente livres e justas” para o povo venezuelano. Lahesio Bonfim, embaixador do partido Novo, também se manifestou, compartilhando imagens de manifestações na Venezuela e expressando tristeza pelo sofrimento dos venezuelanos.

Lula passa pano para “reeleição” de Maduro

Lula Venezuela

BRASÍLIA, 30 de julho de 2024 – O presidente Lula comentou pela primeira vez, nesta terça (30), sobre a eleição realizada na Venezuela no domingo. Na segunda, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) oficializou a reeleição do presidente Nicolás Maduro, com pouco mais de 5 milhões de votos, apesar das alegações de fraude pela oposição. Maduro está no poder desde 2013. Lula descreveu o processo eleitoral como “normal” e “tranquilo”. Em entrevista à TV Centro América, afiliada da TV Globo em Mato Grosso, Lula afirmou: “Como vai resolver essa briga? Apresenta a ata”. Ele explicou que, se houver dúvidas entre oposição e governo, a oposição deve recorrer à Justiça, que tomará uma decisão final. “Estou convencido de que é um processo normal, tranquilo. O que precisa é que as pessoas que não concordem tenham o direito de se expressar e provar seu ponto de vista, enquanto o governo deve provar que está certo.” Os opositores do regime chavista alegam que o principal candidato da oposição, Edmundo González, venceu com 70% dos votos. A comunidade internacional também expressou dúvidas sobre a transparência do pleito. A diplomacia brasileira, representada pelo assessor especial Celso Amorim, em missão oficial na Venezuela, também pediu clareza no processo. Durante a entrevista, Lula condicionou o reconhecimento da legitimidade do pleito à apresentação das atas eleitorais. “Quando as atas forem apresentadas e se comprovarem verdadeiras, todos nós devemos reconhecer o resultado eleitoral da Venezuela”, declarou.

Conselho eleitoral confirma vitória de Maduro na Venezuela

Conselho Polêmica

VENEZUELA, 29 de julho de 2024 – O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) anunciou na madrugada desta segunda (29) a reeleição de Nicolás Maduro na Venezuela. O ditador obteve mais de 5 milhões de votos, enquanto o opositor Edmundo González alcançou 4,4 milhões. De acordo com o CNE, 80% das seções eleitorais foram apuradas, mas o restante não foi informado devido a uma invasão no sistema de apuração. Mais cedo, Delsa Solórzano, líder da oposição, acusou o Conselho de interromper a transmissão das apurações e impedir fiscais de obterem as atas dos votos. Solórzano afirmou que testemunhas foram barradas nos centros de votação. “Há um número significativo de centros de votação onde estão removendo nossas testemunhas. E isso é um padrão”, disse. Ela pediu que as testemunhas não saiam dos centros de votação até terem as atas em mãos e ressaltou a importância de defender a vontade popular.

Arquivado inquérito dos repasses do BNDES a Cuba e Venezuela

BNDES TCU

BRASÍLIA, 08 de julho de 2024 – O Tribunal de Contas da União (TCU) arquivou duas investigações sobre operações do BNDES, relacionadas ao financiamento de projetos de engenharia em Cuba e na Venezuela durante os governos do PT. A decisão foi tomada na última quinta (4). Os projetos financiados incluíam o Porto de Mariel em Cuba e o Estaleiro de Astialba na Venezuela. Os recursos foram destinados durante os mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, alinhados politicamente com os governos de Hugo Chávez na Venezuela e Raúl Castro em Cuba. O ministro Jorge Oliveira concluiu que “não houve irregularidades” nas operações e encerrou outra investigação sobre gasodutos no exterior, envolvendo as empreiteiras Odebrecht e Andrade Gutierrez. Jorge Oliveira aceitou as justificativas dos envolvidos nos contratos, incluindo o ex-presidente do BNDES, Luciano Galvão Coutinho. O ministro não encontrou “falhas graves que justifiquem a penalidade aos agentes públicos”. A defesa de Coutinho, representada pelos advogados Márcio Vieira Souto, Fabio Principe e Matheus Tomaz, afirmou que a decisão do TCU “reflete a legalidade e a integridade” dos projetos.

Maranhenses presos na Venezuela devem passar por julgamento

Maranhão Venezuela

VENEZUELA, 19 de abril de 2024 – Maranhenses detidos na Venezuela devem ser julgados após sete meses na prisão, com pouca assistência consular e adiamento de audiência devido a problemas de saúde. De acordo com familiares, os 18 maranhenses foram presos em outubro de 2023 sob suspeita de extração ilegal de ouro na fronteira venezuelana com a Guiana. Em todo esse tempo, eles receberam apenas duas visitas do consulado brasileiro, enquanto passam por condições precárias na detenção. O caso ganhou destaque nas redes sociais, levantando questões sobre o apoio do governo brasileiro. Apesar de visitas de ministros a Venezuela, nenhum ofereceu suporte aos detidos. Uma das detentas, diagnosticada com câncer, está sem acesso ao tratamento adequado.

Maranhenses na Venezuela pedem socorro ao governo Lula

Venezuela Maranhão

VENEZUELA, 15 de abril de 2024 – No dia 4 de outubro de 2023, um grupo composto por dezoito brasileiros, todos oriundos das cidades de Brejo de Areia e Vitorino Freire, localizadas no estado do Maranhão, foram detidos na Venezuela. Segundo relatos de seus parentes, a detenção foi realizada de forma ilegal pelas autoridades venezuelanas. Esses homens viajaram para trabalhar em um garimpo localizado às margens do Rio Yuruari, no município de Dorado de Sifontes, no Estado de Bolívar, na Venezuela. Eles afirmam que estavam em situação legal, tendo obtido todas as autorizações necessárias para exercer suas atividades no país vizinho. Além disso, relatam que a empresa para a qual trabalhavam estava regularmente pagando uma taxa exigida pelas autoridades venezuelanas para a exploração da área, no valor aproximado de US$ 2,5 mil por mês. No entanto, durante uma operação realizada pelas forças militares venezuelanas, os brasileiros foram abordados e detidos, mesmo estando em conformidade com as leis locais.

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