Estudantes protestam por anulação do Enem após vazamento

BRASIL, 24 de novembro de 2025 – Estudantes realizaram protestos em grandes cidades neste sábado (22) para exigir a anulação do Enem 2025. Os atos, que ocorreram em centros urbanos como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, foram motivados por suspeitas de vazamento de questões do exame. Os manifestantes consideram insuficiente o cancelamento de três itens pelo Inep, defendendo que a integridade da prova foi comprometida. O movimento ganhou força após um universitário divulgar questões semelhantes às aplicadas. O ministro da Educação, Camilo Santana, declarou na sexta (21) que o Enem não será cancelado. Ele afirmou que a anulação das três questões foi uma medida preventiva para garantir igualdade entre os candidatos. Além disso, Santana detalhou que a Polícia Federal abriu investigação na quarta (19) para apurar a possível divulgação irregular de itens. A declaração foi uma resposta direta a uma transmissão ao vivo de um estudante que exibiu questões similares.
Alunos temem anulação total do Enem após suposto vazamento

BRASIL, 19 de novembro de 2025 – O Ministério da Educação anulou três questões do Enem 2025 nesta terça (18) após a confirmação de um vazamento de itens do exame. A medida ocorreu porque o estudante de medicina Edcley Teixeira exibiu perguntas praticamente idênticas às aplicadas na prova durante uma transmissão ao vivo no YouTube. A live aconteceu cinco dias antes das provas de matemática e ciências da natureza, utilizando material de pré-testes do Inep, e motivou a abertura de uma investigação pela Polícia Federal. A confirmação do vazamento gerou intensa mobilização nas redes sociais, onde a hashtag #AnulaEnem se tornou o principal assunto do dia com quase 90 mil menções. Candidatos ao exame demonstraram frustração e cobraram explicações oficiais sobre o ocorrido.
Vazamento de dados atinge 11 milhões de chaves Pix no Brasil

BRASIL, 24 de julho de 2025 – Um vazamento de dados no Sisbajud (Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário), operado pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça), atingiu informações de 11 milhões de chaves Pix entre domingo (20) e segunda (21). O Banco Central confirmou o acesso indevido a dados como nome completo, chave Pix, instituição financeira, número da agência e conta, mas destacou que não houve exposição de senhas, saldos ou histórico de transações.
PGE-MA contrata empresa para reforçar segurança digital

MARANHÃO, 23 de junho de 2025 – A Procuradoria Geral do Estado do Maranhão (PGE-MA) contratou uma empresa paulista especializada em certificação digital para reforçar a segurança dos acessos ao seu sistema eletrônico. A medida foi tomada após denúncia do procurador-geral Valdenio Caminha ao STF e à PGR sobre possível vazamento de dados. A empresa contratada é a AR RP Certificação Digital LTDA., sediada em Ribeirão Preto (SP). O contrato, assinado em 21 de maio de 2025 pela procuradora adjunta Socorro de Maria Santana Trabulsi, terá duração inicial de 12 meses, com possibilidade de prorrogação. Segundo publicado no Diário Oficial do Estado em 3 de junho, o objeto da contratação envolve emissão e renovação de Certificados Digitais A1 e A3, com token criptográfico, conforme padrão da ICP-Brasil. O valor total do contrato é de R$ 14.500,00. A contratação ocorre após denúncia feita por Caminha de que dois procuradores cedidos ao STF teriam acessado, sem autorização, documentos internos da PGE-MA. A alegação é de que os arquivos foram repassados a um escritório de advocacia ligado ao partido Solidariedade.
Dados do INSS ficaram expostos a 3 mil servidores públicos

MARANHÃO, 18 de junho de 2025 – Cerca de 3 mil servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) tinham acesso a dados pessoais de aposentados e pensionistas, revelou reportagem do Metrópoles nesta quarta (18). O governo federal bloqueou senhas e restringiu o uso do Sistema Único de Informações de Benefícios (Suibe) para apenas seis funcionários após a descoberta. O sistema contém informações como CPF, valores de benefícios e tipos de pagamento. A ampla liberação de acessos pode ter facilitado vazamentos para sindicatos e instituições financeiras. Esses dados alimentaram um esquema de descontos ilegais em benefícios, conhecido como Farra do INSS.
Brasil lidera ranking global de vazamento de dados online

BRASIL, 05 de junho de 2025 – O Brasil ocupa a primeira posição no ranking mundial de vazamento de cookies na internet, segundo levantamento da NordStellar, braço de segurança digital da NordVPN. A pesquisa identificou 7 bilhões de arquivos associados a usuários brasileiros entre os 93,7 bilhões de cookies encontrados em fóruns clandestinos e canais do Telegram. Cookies são pequenos arquivos de texto que armazenam preferências, hábitos de navegação e credenciais. De acordo com o relatório, embora nem todos representem riscos diretos, muitos carregam informações sensíveis. A aceitação indiscriminada desses arquivos pode comprometer a privacidade e facilitar ataques cibernéticos. O estudo detalha diferentes tipos de cookies, como os próprios, de terceiros, supercookies e zumbis. Estes últimos, por exemplo, se regeneram automaticamente mesmo após a exclusão e são difíceis de remover. Supercookies, por sua vez, ficam ocultos em áreas pouco acessíveis do sistema, dificultando sua detecção.
Vazamentos atinge mais de 13,6 milhões de contas no Brasil

BRASIL, 25 de outubro de 2024 – Em 2024, mais de 13,6 milhões de contas on-line foram comprometidas no Brasil, segundo a Surfshark, empresa de segurança cibernética. O estudo, divulgado esta semana, destaca que apenas no terceiro trimestre deste ano, 5 milhões de contas foram expostas no país, um aumento de 340% em comparação ao segundo trimestre, que registrou 1,1 milhão de vazamentos. Já no primeiro trimestre, o total havia chegado a 7,5 milhões de contas afetadas. Emilija Kucinskaite, pesquisadora sênior da Surfshark, ressalta a gravidade dos vazamentos e afirma que “dados de contas vazadas continuam sendo um problema significativo”. Desde 2004, 68 bilhões de dados foram comprometidos globalmente, incluindo 18 bilhões de e-mails. Kucinskaite explica que cada e-mail vazado pode conter até três informações adicionais, como senhas e números de telefone, o que amplia os riscos de ataques cibernéticos.
Juiz maranhense condena Facebook por vazamento de dados

O juiz Douglas de Melo Martins, Vara de Interesses Difusos e Coletivos da comarca da Ilha de São Luís, proferiu uma sentença nesta quinta (23) condenando a empresa Facebook Serviços Online do Brasil Ltda ao pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 500,00 a cada usuário diretamente atingido por vazamento de dados pessoais ocorrido em 2021. O detalhe é que a principal informação vazada foi o número de telefone e, dos 530 milhões de usuários da rede social, ao menos 8 milhões eram do Brasil. Ou seja, os casos não se restringem somente ao Estado, quicá, capital ludovicense, mas abrange todo o país. De acordo com Douglas de Melo Martins, a decisão dele é válida e tem abrangência nacional porque se enquadra em uma situação de processo coletivo, no qual a competência territorial pode ser ampliada, haja vista que afetam pessoas não só de São Luís, mas de outras regiões. Nesses casos, segundo Douglas, a competência do caso é atribuída a um único juiz ou tribunal, que terá jurisdição em todo o território nacional para julgar o processo. “Não existe vara com competência nacional, mas existem causas nacionais. E como é definida? Esse assunto [do vazamento de dados pelo Facebook] é nacional porque afeta todos os usuários no Brasil. Por prevenção, os juízes que julgam os processos de direitos difusos e coletivos de capital de estado, ou do Distrito Federal, que primeiro despacharem aquele assunto, têm a decisão que vale para o Brasil todo. Essa é a regra. Não é só esse caso não. Eu tenho outras causas nacionais porque fui o primeiro a despachar o assunto”, esclareceu o juiz. Os dados eram de 2019 e o Facebook, em 2021, alegou que o vazamento não foi fruto de uma invasão aos seus sistemas, mas que “atores maliciosos” recolheram os dados através de uma técnica que usa robôs para armazenar informações que ficam públicas. O Facebook deve realizar o pagamento de R$ 72 milhões a título de danos morais coletivos, valor a ser revertido ao Fundo Estadual de Interesses Difusos. A empresa ainda pode recorrer da decisão. De acordo com o magistrado, há ainda uma série de ações que precisarão ser feitas pelo usuário, como ingressar com uma ação judicial individual para pedir o pagamento da indenização. “Já tem um monte de gente me perguntando ‘como é que faz pra receber?’. Calma que ainda primeiro tem que ser definido se tem que pagar. A forma como vai pagar é uma discussão posterior, na fase de execução”, concluiu.