Vereadora que mentiu ao chamar opositores de nazistas é cassada

A vereadora petista Maria Tereza Capra foi cassada por quebra de decoro parlamentar ao acusar moradores de sua cidade de serem nazistas e mentir sobre gesto hitlerista em manifestação bolsonarista. Por 10 votos a favor e 1 contra, os vereadores da Câmara Municipal de São Miguel do Oeste cassaram o mandato. A petista publicou um vídeo em suas redes sociais em que acusava a saudação à bandeira nacional de “gesto nazista”. As declarações da parlamentar atribuídas aos cidadãos de São Miguel do Oeste são flagrantemente falsas. Além disso, Mari Tereza ainda afirmou, sem nenhuma prova ou indício, que a cidade é berço de uma célula neonazista. Como de costume, a petista tentou afirmar quer a reação às suas declarações eram fruto de machismo e misoginia. “É no parlamento onde é possível equilibrar as forças de representatividade da mulher, aqui estão 11 homens, uma mulher ausente e uma vereadora que vai ser cassada”, disse Capra em sua defesa desprezando completamente a gravidade de suas notícias falsas. Carlos Agostini, presidente da CPI que resultou na cassação da vereadora, afirmou que os cidadãos de São Miguel do Oeste se sentiram traídos pela vereadora. “Nós somos um município formado por diversas etnias, por isso não concordamos com o posicionamento dela, que em nenhum momento voltou atrás ou se arrependeu de ter acusado os cidadãos de São Miguel do Oeste de nazistas”, afirmou. Cassada após suas declarações mentirosas, Maria Tereza Capra recebeu acolhida do ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida. O ministro divulgou nota em que manifestou apoio à vereadora autora das declarações de Capra contra os moradores de São Miguel do Oeste. A vereadora foi incluída no Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas (PPDDH), para “garantir a proteção e a dignidade da parlamentar”. A inclusão da vereadora no PPDDH significa que ela poderá contar com escolta, segurança física, mapeamento de risco, rondas em local de trabalho, contato de emergência, ampliação da rede de proteção local e até botão do pânico, em casos de emergência.
Aniversário do PT terá ingressos de até R$ 20 mil para evitar “muvuca”

Os ingressos comercializados para a festa de comemoração de 43 anos do PT chegam até R$ 20 mil. O partido, que se apresenta como uma legenda de defesa das classes mais baixas, afirma já ter vendido mais de 70% dos ingressos. A informação é confirmada pela tesoureira do partido, Gleide Andrade. A festa deve contar com uma pequena elite de 300 pessoas e tem ingressos de R$ 500, R$ 5.000, R$ 10 mil e R$ 20 mil. O evento está marcado para acontecer no dia 14 deste mês, em Brasília. “Vai ser um encontro de petistas, simpatizantes e colaboradores do PT. A gente quer fazer um jantar à altura dessas pessoas, que compreendem a importância de um partido ser autossustentável”, disse a tesoureira da legenda. Gleide ainda confessou que alguns militantes estão considerando o evento pouco inclusivo. “Está todo mundo reclamando. Uns pedem para 500 pessoas, outros para 700 pessoas”. O reduzido de participantes é justificado pelo conforto. “Não quero fazer uma coisa que vai ‘muvucar’, que as pessoas não vão poder circular e dançar”, disse. Os recursos arrecadados devem ser usados em investimentos de formação política e em renovação dos quadros do PT, além de atividades e eventos por todo o país. Ministros, ex-presidentes da sigla e artistas foram convidados para a celebração. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é esperado, mas ainda não confirmou a sua presença.
A miséria aparelhada pela política

Logo após o choque de imagens de crianças passando fome e sofrendo nas reservas indígenas yanomamis, grupos políticos tentaram imputar culpa aos adversários. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por José Linhares Jr (@joselinharesjr)
‘Há sinais de que as coisas podem desembocar em outro desastre econômico’, diz Fraga a jornal

Após declarar voto no então candidato à presidência Luiz Inácio Lula da Silva, Armínio Fraga admitiu preocupação com os rumos do novo governo na área econômica. O sentimento foi relatado em entrevista concedida ao jornal Folha de S. Paulo, neste sábado (7). “Tenho sido cuidadoso com o pouco que falo e escrevo, esperando posicionamentos do ministro Fernando Haddad e de seus parceiros na economia para, então, fazer uma análise mais embasada”, afirmou o ex-presidente do Banco Central. “Mas há no ar sinais de que as coisas podem desembocar em outro desastre econômico, e isso de fato me preocupa”, relatou o economista ao jornal. Ele afirma que não se arrependeu do seu voto nas eleições de outubro – motivado pela preocupação com a manutenção da democracia no País. “foi um voto muito mais político do que econômico”, disse. No entanto, Fraga reconhece que os sinais dados até agora sinalizam para um modelo bem diferente do adotado no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva – o melhor entre as gestões do PT, na avaliação do economista. “Não dá para ser seletivo e escolher apenas a parte que deu certo [nas gestões passadas]”, pontua. “Depois do [Antônio] Palocci (ministro da Fazenda entre 2003 e 2006), a estratégia [do PT] mudou radicalmente — e foi esse erro que desembocou no colapso da economia”, diz. Na avaliação de Fraga, o buraco fiscal do País começou em 2014 e 2015. Segundo ele, a crise econômica que veio a seguir foi um colossal colapso de confiança. Hoje, parte da herança que o presidente Lula recebe veio dele próprio, afirma ao longo da entrevista. Diante da análise, ele sugere uma autocrítica do PT e recomenda ao partido – do atual presidente da República – aprender com os erros do passado. “Mesmo que não se ajoelhe no milho e se faça um mea-culpa —dificilmente um político faz esse tipo de coisa—, seria bom que se mostrasse através da prática que as lições foram aprendidas”, pontua Fraga à Folha de S.Paulo. Como exemplo de medidas que geram preocupação, Fraga cita mudanças no marco do saneamento, revisão na Lei das Estatais e o uso indevido dos bancos públicos e da própria Petrobras. Ao jornal, o economista sinalizou descontentamento também com a prorrogação da desoneração dos combustíveis. Ao tomar posse, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu manter a isenção de tributos federais sobre os combustíveis (PIS/Cofins e Cide). Fraga reconhece a preocupação com a pressão inflacionária, mas lembra que a volta do imposto seria positiva do ponto de vista fiscal. “Colocando tudo na balança, eu acho que teria sido melhor a volta plena do imposto”, avalia. Sobre a equipe econômica, o ex-presidente do Banco Central é cauteloso. Diz preferir dar uma chance às pessoas escolhidas por Haddad e respeitar as pessoas que estão no ministério da Fazenda. Ele ainda elogia a iniciativa do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de reduzir o déficit primário deste ano, mas diz esperar medidas de longo prazo que vão sinalizar o que é mais importante para o atual governo.
PT procura deputado do Maranhão por apoio do PP na Câmara

Em busca de minimizar a força da oposição no Congresso, o Partido dos Trabalhadores (PT) começou a fazer gestões pelo apoio de partidos que faziam parte da base do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Nesta semana, um dos alvos tem sido o Progressistas (PP). Dono da quarta maior bancada de deputados na Câmara Federal – com 47 parlamentares eleitos para a próxima legislatura -, o partido já recebeu assédio petista. As conversas foram iniciadas com o deputado federal André Fufuca, do Maranhão. Ele presidiu a sigla enquanto o senador Ciro Nogueira (PP-PI) esteve à frente da Casa Civil de Bolsonaro. Com a volta do piauiense à presidência da legenda, o maranhense foi deslocado para a liderança na Câmara. O principal ponto de convergência entre PT e PP é a eleição para a presidência da Casa. Os progressistas trabalham pela reeleição do seu filiado Arthur Lira, e podem contar com apoio petista, num gesto que pode levar à ampliação da aliança para um apoio ao governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Dos 47 progressistas na Câmara, o PT estima contar com o apoio de até 35 parlamentares. O Imirante procurou Fufuca para comentar o assunto, mas ele ainda não se manifestou.
Ações do Banco do Brasil despencam após anúncios de Haddad

As ações do Banco do Brasil tiveram forte queda nesta quarta (27). A desvalorização chegou a 3,01%. Segundo analistas, o fenômeno no Banco do Brasil é semelhante ao acontecido recentemente com a Petrobras: a desconfiança do mercado com o futuro das empresas no governo petista. Nesta terça (27) ficou acertado que Simone Tebet (MDB) deve assumir o Ministério do Planejamento. O mercado esperava que ela assegurasse a gestão de caixa Econômica e Banco do Brasil, situação que não foi concretizada. A gestão dos bancos deve ser subordinada ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT). O futuro ministro disse, inclusive, que as escolhas devem partir do próprio Lula. “Ele (Lula) deve anunciar esta semana os presidentes”, disse Haddad. A expectativa é que, assim como o acontecido no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Lula indique políticos para a presidência dos bancos. O BNDES será presidido pelo petista Aluísio Mercadante. Por se tratar de empresa de capital fechado (fora da bolsa de valores), a indicação não teve efeito no banco. O Banco do Brasil já ganhou prêmios como “Empresa do Ano”, no concurso As Melhores Da Dinheiro 2014; Foi eleito a instituição financeira mais sustentável do mundo no ranking global 100 de 2019, da Corporate Knights; e venceu a categoria “Bancos Digitais” no Prêmio iBest 2020.
“Aborto não é método indicado de contracepção”, diz Eduardo Jorge

O médico e sanitarista Eduardo Jorge figura como uma das grandes lideranças do Partido Verde. Em 1991 ele propôs a quebra de patentes de medicamentos. A ideia foi considerada o embrião para o que depois convencionou-se chamar de “genéricos”. Ex-deputado estadual pelo PT de 1983 a 2003, abandonou a legenda após divergências com o partido que ajudou a fundar. Nesta entrevista ao professor Washington Rio Branco, Eduardo Jorge expõe suas ideias e opiniões em relação a um tema muito recorrente nas eleições deste ano: o aborto. Sabe-se que a temática aborto é uma das partes controvertidas do Código Penal brasileiro, podendo ser considerada das mais delicadas e polêmicas entre médicos e juristas ao longo da história política do Brasil. Como fazer a tríade (des)criminalização, direitos humanos e democracia? Eduardo Jorge – O Brasil é um país onde cerca de 90% da população se considera cristã. Isto é um fato que tem que sempre ser levado em conta. O cristianismo é uma tradição religiosa mundial com valores que foram de grande importância para a evolução da humanidade. Devemos valorizar este aspecto cultural da nossa formação. Eu, pessoalmente, sou grato ao contato estreito que tive com sua versão católica desde a minha infância. O cristianismo original e mesmo a bíblia na sua herança judaica não tem, salvo melhor juízo dos especialistas, uma posição decisiva sobre o aborto. Minha opinião é e sempre foi que o aborto é um procedimento de risco físico e psicológico para mulher e, quando existe amor, para o casal envolvido. Assim é melhor evitá-lo se for possível. Quanto ao ordenamento jurídico que deixe a decisão a critério das convicções de cada cidadã/ão, sugiro estudarem o que aconteceu recentemente em países, como o Brasil, de grande tradição cristã como Itália, Irlanda, Portugal e outros. Como você percebe as categorias denominadas vida, morte, liberdade e autonomia, sob o ponto de vista médico, para entendimento da prática e tipificação do aborto no ordenamento jurídico nacional, na atualidade? Eduardo Jorge – Vida e morte são contingências da nossa condição humana. Liberdade e autonomia, mesmo numa democracia liberal, a forma mais avançada de convivência política e social que a história nos apresenta, nunca é absoluta e estão colocadas dentro da moldura constitucional vigente no momento. Qual a importância dos métodos contraceptivos naturais e artificiais, utilizados em larga escala no mundo moderno, no sentido de garantir a preservação de direitos sexuais e reprodutivos, entre a espécie humana? Eduardo Jorge – Métodos contraceptivos sempre existiram na vida de nossa espécie. O aborto entre eles. Coisa pior, após a concepção é o infanticídio. Era norma em Esparta diante de quase defeito físico da criança. E foi largamente praticado na China moderna diante da decisão totalitária da chamada política de filho único, contra crianças do sexo feminino. Mesmo no auge do moralismo vitoriano da maior potência mundial do século XIX métodos rudimentares de preservativos eram muito usados. O desenvolvimento científico no século XX foi extraordinário neste aspecto e teve resultados revolucionários na vida de todos os povos. Principalmente para as mulheres. Uma vida muito mais feliz, livre e segura foi o resultado deste desenvolvimento na saúde pública mundial. Mesmo em relação ao aborto podemos afirmar que ele não deve mais ser considerado um método contraceptivo. Ele é na verdade hoje um sintoma de fracasso do planejamento de uma gravidez só quando desejada. É pela educação e pela oferta ampla do sistema de saúde nacional dos métodos contraceptivos eficazes e modernos que poderemos diminuir cada vez mais os abortos provocados. No seu entendimento, como explica a relevância da ADPF número 54/2012, impetrada perante o Supremo Tribunal Federal (STF), requerendo a constitucionalidade ou não da interrupção da gravidez em caso de fetos anencefálicos e a razão de ter demorado oito anos a decisão positiva da Corte? Eduardo Jorge – Resistências políticas dos adversários da tese. Ela é real e forte no Brasil de hoje. Observando a temática aborto sob a ótica do Direito, tanto na questão da cidadania, quanto de direito social e humano, qual plataforma de governo adotaria como ex-presidenciável do Brasil nestas eleições de 2022, a defendida por Jair Messias Bolsonaro, que advoga ser veementemente contra a prática do aborto ou a do ex-presidente, Luis Inácio Lula da Silva, que quer enquadrar a prática social como caso de saúde pública? Eduardo Jorge – Sugiro uma vista no Programa Viver Bem Viver Verde, que defendi na campanha presidencial 2014 pelo Partido Verde. Lá está bem resumida nossa posição sobre o tema. De toda forma, para facilitar, adianto alguns pontos. A questão chave é a oferta e orientação pelo SUS dos métodos contraceptivos modernos e eficazes. Isto vai possibilitar reduzir muito o número de abortos provocados. Efetivar a atual legislação que permite legalmente o aborto em alguns casos com oferta deste serviço àquelas que necessitem. O aborto não é método indicado de contracepção. Descriminalizar, dentro de limites de meses da gravidez.
Candidato a deputado federal do PT acusado de praticar assaltos em São Luís

Durante o mês der outubro câmeras de videomonitoramento no Olho D’Água identificaram um veículo Ford Ka participando de vários assaltos nas redondezas da avenida Mário Andreazza. A Polícia Militar agiu rápido e destacou uma viatura para fazer a ronda do local. No início da tarde de ontem (14 de outubro), os policiais identificaram e abordaram um carro com as mesmas características no lugar onde os assaltos aconteciam. Entre os integrantes, estava Carlos Augusto Alves Pereira Filho, o Gugu do PT. Suspeito de integrar grupo que praticou os assaltos, ele foi candidato a deputado federal pelo Coletivo Lula Presidente nas eleições deste ano. A ocorrência foi registrada no Centro Integrado de Operações de Segurança (CIOPS) com o código M5316623. Além de Gugu do PT, ocupavam o veículo em atividade suspeita outros três homens. Yago Araújo Bezerra, Luis Henrique Bacelar Nogueira e Mateus Santos da Luz. A abordagem foi realizada por volta das 13h nas proximidades do Colégio Literato. Durante a revista do veículo foram encontrados entorpecentes e pertences pessoais. Mesmo com as características do veículo batendo com a descrição do automóvel que estava praticando os assaltos, não foram encontradas armas e nem objetos suspeitos de serem produto de assalto na ocasião. Um dos policiais desconfia que o grupo poderia estar iniciando a possível atividade criminosa quando fora abordada pela viatura. Os ocupantes foram levados então ao 7º Distrito Policial do Turu para averiguação da autoridade policial. Apesar das fortes suspeitas de que se tratavam dos mesmos flagrados pelas câmeras de videomonitoramento praticando assaltos ao longo do mês, a autoridade policial teve que liberá-los por não se tratar de prisão em flagrante. CANDIDATO E COMISSIONADO Gugu do PT foi candidato nas eleições deste ano no Coletivo Lula Presidente (1311) com outros quatro petistas. Em suas redes sociais, o petista se apresenta como funcionário da Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular (SEDIHOP). Tradicional cabide de emprego membros do PT na gestão do ex-governador Flávio Dino.