Ministro Fernando Haddad descarta privatização dos Correios

BRASÍLIA, 27 de novembro de 2025 – O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, descartou a privatização dos Correios durante entrevista à Globonews nesta quarta (26). Ele afirmou que não existe um debate sobre o tema dentro do governo federal, defendendo a reestruturação da estatal. Haddad citou estudos internacionais que mostram a dificuldade dos países em abrir mão dos serviços postais, frequentemente subsidiados para garantir sua universalização. O ministro destacou que a tendência global é agregar serviços financeiros, previdenciários e securitários às operações postais para dar sustentabilidade ao setor. No entanto, a empresa enfrenta uma grave deterioração financeira, com prejuízos acumulados em 12 trimestres consecutivos.
BRK tem interesse em disputar futura privatização da Caema

MARANHÃO, 23 de outubro de 2025 – A BRK, companhia que atua nos setores de abastecimento de água e saneamento em 13 estados, incluindo o Maranhão, manifestou interesse em participar de uma possível privatização da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema). A empresa, que já opera em São José de Ribamar e Paço do Lumiar, considera a desestatização da Caema uma oportunidade de expandir sua presença no estado. Segundo informações do jornalista Daniel Matos, a nova diretora de Concessão da BRK no Maranhão, Sandra Leal, confirmou o interesse da empresa durante um almoço com a imprensa, realizado na terça-feira (21), em comemoração aos 10 anos de atuação da concessionária no estado. Segundo ela, caso o governo estadual avance com o processo de privatização, a BRK pretende disputar a concessão. O governo do Maranhão, sob a gestão de Carlos Brandão, já contratou estudos técnicos para avaliar a viabilidade da negociação. Sandra Leal, que assumiu o cargo há cerca de 60 dias após 26 anos de atuação no Tocantins, afirmou ter identificado uma equipe técnica qualificada na Caema. Ela destacou o diálogo com o presidente da estatal, Marco Aurélio Freitas, e outros profissionais durante uma visita à região da BR-226, no trecho afetado pelo desabamento da Ponte Juscelino Kubitschek, entre Estreito (MA) e Aguiarnópolis (TO). No entanto, a diretora ressaltou que a companhia enfrenta sérios desafios estruturais, o que dificulta suas operações.
Projeto de privatização da Caema prevê R$ 18 bi em investimentos

MARANHÃO, 31 de julho de 2024 – Com a conclusão da privatização da Sabesp, o setor de saneamento se concentra agora em novas concessões e parcerias público-privadas (PPPs). Entre os 13 grandes projetos previstos, que somam R$ 115 bilhões em investimentos, destaca-se a privatização da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema), estimada em R$ 18 bilhões. Essa iniciativa é vista como uma oportunidade positiva para o estado. Os estados do Pará e Pernambuco lideram as projeções, com investimentos planejados superiores a R$ 20 bilhões cada. A maioria desses projetos está sendo estruturada com o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que visa desbloquear importantes iniciativas de saneamento em regiões com baixa cobertura de serviços.
Governo do Maranhão contrata estudo para privatizar a CAEMA

MARANHÃO, 15 de julho de 2024 – A privatização da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (CAEMA) está próxima. O governador Carlos Brandão contratou o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para realizar a modelagem da privatização. José Jorge, diretor institucional da Equatorial, anunciou em entrevista à rádio Mirante News que a empresa pretende entrar no negócio no Maranhão, como fez no Amapá e na privatização da SABESP em São Paulo. A Equatorial, conhecida pelo segmento de energia, já atua no Maranhão, Piauí, Amapá, Rio Grande do Sul, Alagoas, Goiás e Pará. Segundo José Jorge, a falta de capacidade de investimento do Estado justifica a necessidade de privatização. A expertise da Equatorial, iniciada no Amapá e consolidada em São Paulo com a SABESP, garante o interesse em participar do leilão. “Há uma modelagem que o BNDES está fazendo. Me parece que o governador Brandão tem esse interesse de buscar oferecer um serviço de melhor qualidade, porém o Estado não tem capacidade de investimento. Então, a solução seria o quê? Privatizar. E o Governo do Estado contratou o BNDES, o BNDES fez uma modelagem e que deve ir a leilão. E, certamente, com a expertise nossa, iniciada no Amapá, e agora vai ser consolidada com o desempenho lá em São Paulo, com a Sabesp, nós, sem dúvida nenhuma, teremos o maior apetite em participar desse leilão e levar pro saneamento a qualidade no abastecimento”, afirmou. A CAEMA atualmente opera em 140 dos 217 municípios do Maranhão e conta com 1.966 empregados.
Pesquisa revela que brasileiros apoiam privatizações

BRASIL, 1º de fevereiro de 2024 – Assim como na política, o Brasil está dividido sobre o país vender ou não parte de suas empresas estatais. Para 46%, é melhor ficar tudo como está e o governo não privatizar. Mas há 47% que defendem a venda de algumas empresas. O dado é da pesquisa PoderData realizada de 27 a 29 de janeiro de 2024. Em janeiro de 2023, logo depois da posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 50% eram contra vender qualquer empresa estatal. Na outra ponta, 39% diziam que seria OK vender todas ou parte das estatais. A diferença entre esses percentuais era de 11 pontos. Agora, há um empate técnico entre quem é contra privatizar e os que aceitam vender pelo menos parte dos empreendimentos em mão do governo federal. A margem de erro da pesquisa PoderData é de 2 pontos percentuais. O PoderData também perguntou especificamente sobre a Petrobras. Leia mais neste texto. A pesquisa foi realizada pelo PoderData, empresa do grupo Poder360 Jornalismo, com recursos próprios. Os dados foram coletados de 27 a 29 de janeiro de 2024, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 229 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%. Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, são mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população. Continue lendo…
Governo Lula recua e Lençóis Maranhenses não será privatizado

MARANHÃO, 05 de dezembro de 2023 – O Governo Federal, por meio do Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), vinculado ao Palácio do Planalto, decidiu nesta terça (5) retirar oito parques nacionais da lista de privatizações. Entre eles, está o icônico Parque dos Lençóis Maranhenses, localizado próximo à divisa com o Piauí, conhecido como um dos principais cartões postais do Brasil. A decisão, publicada no Diário Oficial da União, também inclui a retirada do PPI do Parque da Serra da Bocaina (entre SP e RJ), o quarto parque nacional mais visitado do país, assim como as administrações da Serra da Capivara (PI) e da Serra da Canastra (MG). Por outro lado, outros 11 parques terão seu modelo de concessão mantido. Entre eles, destacam-se o Parque de Jericoacoara, no Ceará (o segundo mais visitado do país), as Cataratas do Iguaçu, no Paraná (o terceiro mais visitado), e o Parque Nacional das Anavilhanas, uma porta de entrada significativa para estrangeiros que desejam explorar a floresta amazônica através de Manaus. Inclusive, alguns parques já tiveram a gestão e atendimento ao público concedidos à iniciativa privada durante a gestão de Jair Bolsonaro, sendo a Chapada dos Veadeiros, em Goiás, um dos casos mais notórios.
Apoio às privatizações cresce no Brasil, segundo pesquisa

BRASIL, 14 de outubro de 2023 – Uma pesquisa do Datafolha divulgada pela Folha de S.Paulo nesta semana demonstrou um crescimento no apoio da população brasileira à privatização de serviços públicos. De acordo com os dados, 38% dos brasileiros estão a favor das privatizações, enquanto 45% se opõem a elas. Embora os contrários ainda superem os favoráveis, o apoio às privatizações tem aumentado progressivamente desde 2017, quando apenas 20% dos brasileiros eram a favor da medida. O levantamento indicou um salto significativo desde setembro do ano passado, quando somente 26% apoiavam a transferência de empresas e serviços públicos para a iniciativa privada. Além disso, o Datafolha também questionou a percepção dos brasileiros em relação à qualidade dos produtos e serviços entregues pela iniciativa privada em comparação com as estatais. A maioria, representando 54%, considera a qualidade dos serviços privados melhor, enquanto 25% acreditam que são piores. Em contraste com essa tendência, na última quinta (6), um decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oficializou a exclusão de algumas estatais do Programa Nacional de Desestatização, incluindo os Correios e a EBC (Empresa Brasil de Comunicação).
Augusto Aras atende governo Lula e pode prejudicar Eletrobras

BRASÍLIA, 21 de agosto de 2023 – O Procurador-Geral da República, Augusto Aras, tem gerado polêmica ao questionar o processo de privatização da Eletrobras sob o governo Lula. A Advocacia-Geral da União (AGU) entrou com uma ação que questiona um dos princípios centrais desse processo, colocando em xeque a segurança jurídica e levantando suspeitas de uma possível reestatização da empresa sem custos para a União. Aras, que busca sua permanência no cargo, tem apoiado a ação do governo, causando questionamentos sobre a independência da Procuradoria-Geral da República. A ação se baseia na redução da participação do governo na Eletrobras de 63% para 42% por meio de uma capitalização e na limitação do poder de voto dos acionistas, independente da quantidade de ações detidas. Esse modelo, adotado por várias empresas globalmente e aprovado pelo Legislativo, visa evitar que o governo exerça uma influência excessiva sobre a empresa privatizada, bem como impede a formação de um oligopólio por parte de acionistas privados. Aras alega que a União foi prejudicada financeiramente por essa limitação de voto. Contudo, especialistas apontam que a privatização da Eletrobras não ocorreu sem contrapartidas. Parte dos recursos levantados foi revertida para a União como bônus de outorga, enquanto outra parte evitou que o Tesouro arque com subsídios. Além disso, investimentos foram direcionados para obras de recuperação de bacias, buscando apoio parlamentar. Embora o processo de privatização tenha sido alvo de críticas, a Eletrobras investiu mais de R$ 60 bilhões visando se afastar dos desmandos governamentais e fortalecer sua posição no setor elétrico. Fundos de investimento e trabalhadores investiram confiantes de que os contratos seriam cumpridos. Agora, a PGR sugere uma conciliação entre a União e os acionistas, o que é considerado uma afronta ao Legislativo.