MÁFIA DA PREVIDÊNCIA

Banco Master captou R$ 1,8 bilhão ano antes de ser liquidado

Andre Reis
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Banco Master
Banco Master captou R$ 1,8 bi antes de liquidação. PF apura desvio de recursos de fundos de previdência e cumpre mandados contra gestores no interior paulista.

SÃO PAULO, 14 de maio de 2026  A Polícia Federal descobriu que o Banco Master arrecadou R$ 1,87 bilhão por meio de letras financeiras até dezembro de 2024. A informação consta de documentos da PF e foi divulgada pela CNN Brasil. A captação ocorreu um ano antes de o Banco Central decretar a liquidação da instituição.

O inquérito policial detalhou o caminho desse dinheiro. A instituição financeira reuniu um volume imenso de recursos públicos. O montante saiu diretamente de diversos fundos do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS).

Esse sistema atende exclusivamente os servidores concursados. Prefeituras, Estados e o governo federal utilizam esse modelo. Além disso, o RPPS garante o pagamento de aposentadorias e pensões de forma independente.

A polícia cumpriu seis mandados de busca e apreensão na cidade de Cajamar, na Grande São Paulo, na última quarta (13). A ação teve como alvo os gestores do instituto de previdência municipal.

A autarquia paulista direcionou R$ 112 milhões para investimentos na instituição investigada e no Banco Daycoval. Os repasses suspeitos aconteceram entre os anos de 2023 e 2024.

A autoridade policial solicitou o afastamento imediato dos membros da diretoria do instituto. Os investigadores também pediram o bloqueio do patrimônio de todos os alvos.

Por isso, a medida busca evitar a destruição de provas. O objetivo é também impedir a combinação de versões entre os suspeitos. O rombo mínimo estimado nos cofres públicos atinge R$ 107 milhões.

O prefeito de Cajamar durante os investimentos suspeitos era Danilo Joan. Ele exerce atualmente a vice-presidência do Partido Progressistas (PP) em São Paulo. O ex-prefeito é aliado próximo do senador Ciro Nogueira (PP-PI). Contudo, a operação policial atual não inclui Joan na lista de investigados formais.

O senador piauiense foi alvo de buscas da PF na semana passada. As autoridades apuram a relação do congressista com a cúpula do grupo financeiro. A polícia suspeita que o parlamentar recebia pagamentos mensais entre R$ 300 mil e R$ 500 mil.

O político nega o cometimento de crimes. Ele acusa os órgãos de controle de perseguição em ano eleitoral.

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