Vitória de Lula seria desastrosa para Eduardo Braide

O prefeito de São Luís, Eduardo Braide, será o político mais prejudicado no Maranhão em caso de uma possível vitória do ex-presidente Lula neste segundo turno. A situação é facilmente prevista por duas circunstâncias de conhecimento público: a influência de Flávio Dino sobre Lula e a aversão do ex-governador em relação ao prefeito. É inegável que o ex-governador Flávio Dino (PSB) deve ocupar lugar de destaque entre os principais conselheiros de Lula em um possível segundo turno. O comunista já foi cotado para assumir o Ministério da Justiça e uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Além disso, também é possível que seu irmão Nicolao Dino assuma a Procuradoria-Geral da República. Após a vitória esmagadora de Carlos Brandão (PSB), Dino trabalha para consolidar seu projeto de hegemonia política no estado. A vitória do ex-presidente Lula colocaria o comunista em uma posição e poder que só fora alcançada no passado pela ex-governadora Roseana Sarney e pelo ex-presidente José Sarney. Neste cenário, Eduardo Braide seria o único obstáculo para os planos de Flávio Dino. Nas eleições de 2020 o governador empenhou a máquina estatal para impedir que Braide vencesse as eleições. Aliás, foi de Dino a estratégia de lançar vários candidatos do grupo para desestabilizar Braide e vencer as eleições. Após a vitória do prefeito, foram várias as situações em que Dino provocou ou tentou prejudicar a gestão do prefeito. Mesmo Braide mantendo-se em silêncio e demonstrando distanciamento da política regional. A vitória de Lula iria colocar Dino em uma posição de superioridade em relação a Carlos Brandão, que teria que acatar o “centralismo democrático comunista” na tomada de decisões do grupo. Neste aspecto, ganharia força a figura do deputado estadual Duarte Jr, preferido por Dino na corrida pela Prefeitura de São Luís. Mesmo sabendo destas circunstâncias perigosas, Braide ainda não se manifestou em relação à disputa presidencial. Ocorre que, mesmo se optar opor ser o maior cabo eleitoral do petista no Nordeste, Braide será a principal vítima na classe política maranhense em caso de vitória de Lula. Acreditar que sua neutralidade irá servir de moeda de troca ou salvo conduto para piedade do comunista é uma atitude muito inocente.
Lula quer professores trabalhando nos fins de semana

O ex-presidente Lula (PT) afirmou em debate na noite de ontem (16 de outubro) que pretende colocar professores para trabalhar nos fins de semana, caso seja eleito. A proposta foi apresentada após um jornalista Tayguara Ribeiro, da Folha de São Paulo. “O que de concreta os senhores pretendem fazer para recuperar essa defasagem educacional”. Primeiro a responder, Lula disse que, caso seja eleito, irá fazer uma reunião com governadores e prefeitos para recuperar as aulas perdidas. A proposta do presidente consiste em um mutirão de aulas. “Vamos convidar os professores para, quem sabe, domingo e, quem sabe, trabalhar no domingo”, disse o ex-presidente. A proposta foi muito criticada por profissionais da área de educação nas redes sociais.
Lula teve 80% dos votos entre presidiários do Brasil no 1º turno

Levantamento do site O Antagonista mostrou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve 80,59% dos votos dos presos em situação carcerária com direito a voto no Brasil. Foram analisados resultados em 222 seções instaladas em presídios, totalizando 14.653. O candidato do PT teve 8.883 votos e venceu em 208 seções. Jair Bolsonaro (PL) teve 1.741 votos e levou a melhor em apenas 13 seções. Em uma seção houve empate entre os dois. Já Simone Tebet (MDB) teve 152, Ciro Gomes (PDT) 150, Soraya Thronicke (União Brasil) conseguiu 58, e Felipe D’Ávila (Novo) 21. Padre Kelmon (PDT) teve 10 e Vera Lúcia (PSTU) 6. Leo Péricles (UP) e Eymael (DC) tiveram 1 voto cada. Segundo a legislação brasileira, apenas presos em situação provisória, sem sentença transitada em julgado, têm o direito a voto. A proporção da votação, no entanto, pode servir como base para identificar a predileção dos demais presidiários pelo petista. Em Limoeiro (PE), maior seção destinada a presos provisórios, com 264 eleitores, Lula obteve uma vitória esmagadora. Foram 248 votos, ou 98,4% do total. Nas duas menores seções, em Manaus e Pimenta Bueno (RO), o petista também levou a melhor entre os sete votantes em cada máquina. Em 2018 o PT também foi o vencedor entre os votos dos criminosos do país. Levantamento do jornal O Globo, na ocasião, mostrou que, no segundo turno, Fernando Haddad venceu nos presídios com 82,4% dos votos.
Governador é afastado do cargo por corrupção após reunião com Lula

Candidato à reeleição em Alagoas e disputando o segundo turno, o governador Paulo Dantas (MDB) foi alvo de uma operação da Polícia Federal na manhã desta terça (11 de outubro). O Superior Tribunal de Justiça (STJ) também determinou o afastamento do cargo de governador. A situação acontece apenas 6 dias após uma reunião com o ex-presidente Lula em São Paulo para declarar apoio. A operação Edema cumpriu 31 mandados de busca e apreensão. Entre os endereços alvos da operação estão a Assembleia Legislativa e a sede do governo. Aliado de Renan Calheiros (MDB), Paulo Dantas foi encontrado pela Polícia Federal em um hotel de São Paulo. Os agentes vasculharam a bagagem do governador e recolheram seu telefone. Além do afastamento do governador e das buscas, também foram apreendidos bens e valores que alcançam R$ 54 milhões. Os alvos são suspeitos das práticas dos crimes de organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro. Eles estão proibidos de manter contatos entre si e frequentar os órgãos públicos. Dantas tenta a reeleição e, no primeiro turno. ficou à frente da disputa contra Rodrigo Cunha (União).
Aliada de Lula no 2º turno, Simone Tebet reclamou de golpe do PT no 1º

Uma das maiores entusiastas da campanha de Lula (PT) no 2º turno, Simone Tebet (MDB) reclamou de uma tentativa de golpe em sua candidatura antes da eleição. A declaração foi dada em julho deste ano em entrevista à Jovem Pan News na qual falou sobre uma tentativa de golpe em sua candidatura por infiltrados. “São os mesmos velhos parlamentares ou políticos do MDB que estiveram há 10 ou 12 anos atrás com o PT. E eles queriam levar o MDB para o PT. Foram ministros de Estado do Lula. E eu dizia ‘não’, não temos que ir pra lado, temos que ter candidatura própria”, disse. Naquele mesmo mês, o dirigente emedebista Hugo Wanderley Caju, ligado a Renan Calheiros (MDB-AL), recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a anulação da convenção que iria definir a candidatura de Tebet. Prefeito de Cacimbinhas, no interior alagoano, e delegado da convenção, Caju criticava o fato do evento partidário ser virtual, por meio da plataforma “Zoom” e argumentava que não havia como garantir que o voto fosse secreto nesse tipo de votação. Segundo os advogados de Caju na época, “grave irregularidade, notadamente relacionada à garantia do sigilo do voto, representando violação às disposições estatutárias do MDB”. Ao recorrer à Justiça Eleitoral, Caju afirmou que a plataforma virtual “não é capaz de atender ao sigilo das informações por ela veiculadas” e não é “recomendada para garantir a lisura das votações dessa natureza”. Além dele, outros 11 aliados de Lula tentaram no MDB sabotar a candidatura de Tebet ao declarar apoio ao petista em jantar. Tebet, que hoje apoia Lula, acusava o ex-presidente de ser o mentor da conspiração. “[Lula] Ele deu a senha, ele deu a senha quando disse para um jornal: ‘Olha, a Simone não é carta fora do baralho. Tem que ficar de olho’. Não passou uma semana e alguns dentro do partido resolveram que não podia ter mais candidatura própria. Ele deu a senha porque ele quer matar essa eleição no primeiro turno. Ele não vai matar essa eleição no segundo turno”.
PSOL apaga texto que acusava Lula de tirar verba da educação de site

Um artigo que constava no site do PSOL de São Paulo com o título Governo Lula tirou 32,9 bilhões da educação foi tirado do ar e não consta mais na página nesta sexta-feira (7). O texto havia sido publicado em março de 2009, antes do fim do segundo governo de Lula (PT), e fazia críticas à continuidade da Desvinculação das Receitas da União (DRU) na gestão petista. Criada em 1994 com o nome de Fundo Social de Emergência (FSE), a DRU foi instituída para estabilizar a economia logo após o Plano Real e, na prática, permite que o governo aplique os recursos destinados a áreas como educação, saúde e previdência social em qualquer despesa considerada prioritária e na formação de superavit primário. A DRU está em vigor até o fim de 2023. Na época do artigo publicado pelo PSOL, estava em discussão no Congresso a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 277, de 2008, que retirava a vigência da DRU sobre recursos da educação de forma gradual. A retirada até chegou a acontecer, mas a desvinculação voltou a valer sobre os recursos da educação com a promulgação da Emenda Constitucional 93, de 2016. No texto excluído do site do PSOL paulista, a sigla dizia que dados sistematizados por Salomão Ximenes, membro da associação Ação Educativa, apontavam que os “números atualizados pelo IGP-DI mostraram que a educação perdeu 32 bilhões e 909 milhões de reais com a continuidade da DRU no governo Lula”. O texto era assinado pelo então secretário geral da sigla, Luiz Araújo. Em outro ponto do artigo, o partido que faz parte da coligação de Lula declarou que “no final de 2006 foi aprovada a Emenda Constitucional n° 53 e criado o Fundeb” mas que, entre 2007 e 2008, “já dentro da vigência do Fundeb, quando os recursos teoricamente deveriam ter aumentado e a sangria provocada pela DRU deveria ter diminuído, o que se verificou foi a sua intensificação”. PÁGINA DESAPARECEU Em consulta ao site Wayback Machine, que reúne versões anteriores de páginas da internet, é possível constatar que o endereço do artigo no site do PSOL de São Paulo aparecia como disponível até o fim da noite desta quinta (6). Na manhã desta sexta, no entanto, ao tentar acessar o texto, o site retorna com a mensagem “página não encontrada”.
Vice de Tebet acusa Lula de pagar R$ 12 milhões para não ser ligado a caso Celso Daniel

Em entrevista a um programa de rádio na manhã desta quarta (28 de setembro), a senadora e candidata a vice-presidente na chapa com Simone Tebet, Mara Gabrilli, faz graves acusações contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ela, o petista pagou R$ 12 milhões para não ser exposto “como mentor do assassinato” do ex-prefeito Celso Daniel. Segundo a parlamentar, o ex-presidente foi chantageado pelo empresário Ronan Maria Pinto, do ramo de transporte público no ABC paulista. “O Ronan Maria Pinto, se não fosse pago, ele ia entregar o Lula como mentor do assassinato do Celso Daniel. Esse é o teor da chantagem. E o Lula pagou. Como é que que alguém que não tem nenhum envolvimento pagaria? O Lula pagou os R$ 12 milhões da chantagem sim para o Ronan Maria Pinto calar a boca e ficar quieto”, disse a senadora na entrevista. De acordo com a congressista, Ronan Maria Pinto fazia parte da quadrilha que extorquia empresários em Santo André. Ronan foi condenado pela Lava Jato por lavagem de dinheiro, e atualmente está sendo monitorado por tornozeleira eletrônica. “Ele era um dos que extorquiam o meu pai. E ele, depois que o Celso Daniel já tinha sido morto, ele foi lá, típico dele, oportunista, foi lá tentar ganhar uma graninha, fazer uma chantagem (…). Existe o documento do dinheiro que entrou na Nova Santo André, na empresa do Ronan. Sabe por quê? Por que a chantagem que ele fez foi paga”, afirmou. Ela relatou ter ficado sabendo das informações ao visitar o operador do mensalão, Marcos Valério, na prisão. Após insistência, ele teria revelado o caso para ela. Gabrilli também afirma que “implorou” ao Ministério Público de São Paulo para ouvir o detento, mas o órgão “acabou encobrindo o caso”. “Desde o princípio, o Ministério Público de São Paulo acabou encobrindo o caso. E quem que era o governador na época? Geraldo Alckmin. E hoje estão juntos, Geraldo Alckmin e Lula, com uma mácula dessa, um assassinato brutal desse”, acrescentou. Prefeito de Santo André e coordenador da campanha de Lula em 2002, Celso Daniel foi encontrado morto em janeiro do mesmo ano, com marcas de tortura e tiros em uma estrada de Juquitiba (SP). Ele havia sido sequestrado após deixar um restaurante na capital paulista. Inicialmente, a Polícia Civil apontou que tratava-se de “crime comum”, mas o Ministério Público declarou que a versão não se sustentava. Segundo os irmãos de Celso Daniel, Bruno José Daniel Filho e João Francisco Daniel, o homicídio foi um crime político para queima de arquivo. Celso estaria envolvido em uma esquema de corrupção de empresários do setor de transportes e funcionários da Prefeitura de Santo André para desviar dinheiro para o Partido dos Trabalhadores.
Lula foge do penúltimo debate entre candidatos no SBT

O ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) fugiu do penúltimo debate com os candidatos à Presidência da República. O debate foi organizado por Veja, em parceria com SBT, CNN, Terra NovaBrasil e Estadão/Eldorado, e contou com a participação de Jair Bolsonaro (PL), Ciro Gomes (PDT), Simone Tebet (MDB), Soraya Thronicke (União Brasil), Felipe D’Avila (Novo) e Padre Kelmon (PTB). Os escolhidos são os únicos cujos partidos têm, no mínimo, cinco deputados federais.