
BRASIL, 31 de agosto de 2026 — A Lei Rouanet captou R$ 10,7 bilhões para projetos culturais desde o início do terceiro mandato de Lula, em 2023. Esse valor já supera os R$ 9,2 bilhões arrecadados durante todo o governo Bolsonaro. Os dados são do Ministério da Cultura e foram corrigidos pela inflação até junho de 2026.
O mecanismo funciona assim: o Ministério da Cultura autoriza projetos, e empresas patrocinam esses projetos. Em troca, elas podem abater o valor do Imposto de Renda devido. Até 27 de agosto de 2026, as empresas destinaram R$ 1,1 bilhão à cultura por essa via.
As estatais responderam por R$ 312 milhões em 2026. A Petrobras lidera com folga: destinou R$ 278 milhões, ou 89% desse total. Depois vêm Banco do Brasil (R$ 28 milhões) e Banco do Nordeste (R$ 5,5 milhões). Entre todas as patrocinadoras, públicas ou privadas, a Petrobras também é a maior, seguida por Vale e Nubank.
A Petrobras afirmou que os valores seguem contratos firmados e que todos os procedimentos obedecem a critérios técnicos e transparentes, dentro da lei.
Os projetos com maiores captações previstas para 2026 incluem o plano da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (R$ 201 milhões), o Museu do Petróleo e Novas Energias (R$ 141 milhões) e o plano da Orquestra Ouro Preto (R$ 105 milhões).
O secretário Thiago Leandro, do Ministério da Cultura, disse que o governo quer ampliar o programa nos próximos anos. Segundo ele, a ideia é crescer com responsabilidade, porque o investimento cultural traz retorno positivo.







