Um terço das pessoas com deficiência no MA são analfabetas

deficiência maranhão

MARANHÃO, 26 de maio de 2025 – O Maranhão possui 536.103 pessoas com algum tipo de deficiência, o que representa 8,1% da população com dois anos ou mais. O dado foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com base no Censo de 2022. O índice supera a média nacional, que é de 7,3%. Dentre esse contingente, 34,5% são analfabetos, taxa que equivale a quase o triplo do índice registrado entre pessoas sem deficiência, estimado em 11,39%. O dado evidencia a exclusão educacional enfrentada por essa população no estado. Segundo o Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, os números revelam a urgência de políticas públicas mais eficazes. “A gente pode pensar, junto com o poder público, em políticas públicas mais eficientes. Para a pessoa com deficiência, é preciso uma política transversal”, afirmou o presidente do conselho, Paulo Carneiro. Cristiane Diniz, da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), reforça que a alfabetização é chave para inclusão. “Quando uma pessoa é alfabetizada, ela passa a entender o seu contexto e acessar novas oportunidades”, afirmou. A deficiência visual lidera os diagnósticos no Maranhão, atingindo 328.803 pessoas. Para o IBGE, os números ainda podem estar subestimados, especialmente no caso do autismo. “O acesso limitado a serviços de saúde pode restringir os diagnósticos”, explicou José Reinaldo Ribeiro, analista do IBGE-MA. METODOLOGIA E RECORTE POPULACIONAL O IBGE considerou cinco domínios funcionais para definir deficiência: enxergar, ouvir, mover os membros inferiores, dominar a coordenação motora fina e manter funções mentais. Foram estabelecidos quatro graus de dificuldade: nenhuma, alguma, muita e total incapacidade. No Brasil, o Censo apontou 14,4 milhões de pessoas com deficiência (7,3%), sendo 8,3 milhões de mulheres (8,1%) e 6,1 milhões de homens (6,4%). A região Nordeste lidera com maior percentual de pessoas com deficiência (8,6%), seguida por Norte (7,1%), Sudeste (6,8%), Sul (6,6%) e Centro-Oeste (6,5%). Pessoas pardas representam a maioria (44,8%), seguidas por brancas (42,1%), pretas (12,2%), indígenas (0,5%) e amarelas (0,4%).

Maranhão supera média nacional de pessoas com deficiência

Maranhão deficiência

MARANHÃO, 26 de maio de 2025 – O Maranhão e sua capital, São Luís, apresentaram percentuais de pessoas com deficiência (PcD) superiores à média nacional, de acordo com o Censo Demográfico de 2022, divulgado pelo IBGE na sexta (23). No estado, 8,1% da população possui algum tipo de deficiência, totalizando 536 mil pessoas. Em São Luís, o índice é de 7,6%, o que equivale a cerca de 77 mil habitantes. Os dados abrangem pessoas com dois anos ou mais de idade. O levantamento revelou que 111 municípios maranhenses registraram taxas de PcD acima da média estadual. Lago do Junco lidera com 12,5%, seguido por Peri Mirim e Bequimão (12,2% cada), e Porto Rico do Maranhão (11,7%). Em contrapartida, Marajá do Sena (4,6%), Maranhãozinho (4,3%) e São Pedro dos Crentes (4,1%) registraram os menores percentuais do estado.

Diagnóstico de autismo atinge mais de 75 mil pessoas no MA

IBGE diagnóstico

MARANHÃO, 26 de maio de 2025 – O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta sexta (23), números inéditos sobre o transtorno do espectro autista (TEA) no país. No Maranhão, 75.283 pessoas têm diagnóstico confirmado, o equivalente a 1,1% da população local. Os dados fazem parte de um estudo amplo que também apontou que 7,3% dos brasileiros acima de dois anos possuem alguma deficiência. No Brasil, mais de 2,4 milhões de indivíduos declararam ter TEA. Além disso, o Maranhão registra 536 mil pessoas com deficiência, seja física, intelectual ou sensorial. Na capital São Luís, o autismo atinge 15.290 habitantes, representando 1,5% dos moradores.

Renda per capita no Maranhão atinge maior valor em 12 anos

Maranhão IBGE

MARANHÃO, 21 de maio de 2025 – O Maranhão alcançou em 2024 o maior rendimento mensal real domiciliar per capita da série histórica iniciada em 2012, segundo o IBGE. O valor chegou a R$ 1.078 no ano passado, um crescimento de 20,2% em relação a 2022, quando era de R$ 897, ajustado pela inflação. O estado foi uma das 19 unidades da Federação que bateram recorde no período. A região Sul liderou o ranking nacional, com renda per capita de R$ 2.499 em 2024, seguida pelo Sudeste (R$ 2.381) e Centro-Oeste (R$ 2.331). O Nordeste ficou em último lugar, com R$ 1.319, enquanto o Maranhão permaneceu como o estado com o menor valor individual (R$ 1.078). O Distrito Federal teve o maior rendimento (R$ 3.276), seguido por São Paulo (R$ 2.588) e Santa Catarina (R$ 2.544).

Sub-registro no Maranhão atinge menor nível em 8 anos

Maranhão registro

MARANHÃO, 19 de maio de 2025 – O Maranhão alcançou, em 2023, a menor taxa de sub-registro civil dos últimos oito anos. Dados divulgados pelo IBGE nesta sexta (16) mostram que o índice foi de 2,9%, contra 12,16% em 2015. Em comparação com 2022, a redução foi de 0,4 ponto percentual — naquele ano, o índice maranhense era de 3,3%. O sub-registro ocorre quando uma pessoa nasce, mas não é registrada no mesmo ano. O registro de nascimento é a porta de entrada para diversos serviços públicos. Embora o Maranhão ainda esteja acima da média nacional (1,05%), os dados mostram avanços consistentes na garantia desse direito básico.

Mais de 20% vivem sem pavimentação no Maranhão, diz IBGE

Maranhão infraestrutura

MARANHÃO, 17 de abril de 2025 – O Brasil ainda tinha 19,5 milhões de pessoas morando em vias sem pavimentação em áreas com características urbanas em 2022, apontam novos dados do Censo Demográfico divulgados nesta quinta (17) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O número absoluto corresponde a 11,2% do total de habitantes pesquisados nesses locais (174,2 milhões). O contingente era similar à população inteira de Minas Gerais à época (20,5 milhões). Já a parcela que morava em vias com pavimentação em áreas urbanas foi de 154,1 milhões em 2022. O contingente correspondia a 88,5% do total de habitantes dessas localidades. Os dados integram a Pesquisa Urbanística do Entorno dos Domicílios, que faz parte da operação do Censo. Devido a mudanças na metodologia, o IBGE evita a comparação direta dos números com 2010, ano do recenseamento anterior. Para ser considerada pavimentada em 2022, uma via precisava ter algum tipo de cobertura em mais de 50% do trecho analisado. Em 2010, espaços menores já bastavam para o registro de pavimentação. O instituto considera diferentes tipos de cobertura, como asfalto, paralelepípedo e concreto. A Folha questionou o IBGE sobre os fatores que podem impedir um avanço maior da pavimentação no país, mas o órgão afirma que não investigou isso na pesquisa. Os dados confirmam diferenças regionais. Em seis unidades da federação, mais de 90% dos moradores de áreas urbanas residiam em vias pavimentadas em 2022. Foram os casos de São Paulo (96%), Minas Gerais (95,3%), Distrito Federal (94,2%), Goiás (94%), Paraná (91,8%) e Espírito Santo (91,3%).

Café moído fica 77% mais caro em um ano e deve piorar

café ibge

BRASIL, 11 de abril de 2025 –  Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que o preço do café moído aumentou 77,78% em 12 meses, com alta de 8% apenas em março. E o pior: a conta ainda não fechou. A escalada de preços do café, que já subiu 30% só em 2025, tem culpados conhecidos:

Maranhão mantém menor renda per capita do Brasil, diz IBGE

Maranhão pesquisa

MARANHÃO, 05 de março de 2025 – O Maranhão permanece como o estado com o menor rendimento domiciliar per capita do país, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2024, o valor médio no estado foi de R$ 1.077 por pessoa, o mais baixo entre as unidades da federação. No extremo oposto, o Distrito Federal registrou o maior rendimento, com R$ 3.444 mensais por habitante. A diferença entre os dois estados é significativa: a renda per capita do Maranhão equivale a apenas 31,3% da verificada no Distrito Federal. Em nível nacional, o rendimento médio foi de R$ 2.069, um aumento nominal de 9,3% em relação a 2023, quando o valor era de R$ 1.893. Os dados são baseados na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), que considera rendimentos de trabalho e outras fontes. O governo federal ampliou programas sociais, como o Bolsa Família, que contribuíram para o aumento dos rendimentos domiciliares. O Maranhão, estado com o maior número de beneficiários do programa, viu sua renda per capita subir de R$ 945 em 2023 para R$ 1.077 em 2024. Apesar do crescimento, o estado continua na última posição do ranking nacional.

Gostaríamos de usar cookies para melhorar sua experiência.

Visite nossa página de consentimento de cookies para gerenciar suas preferências.

Conheça nossa política de privacidade.