Direita supera esquerda no Brasil, diz pesquisa Datafolha

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BRASIL, 04 de julho de 2026 — Uma pesquisa Datafolha revelou que, pela primeira vez desde 2014, a direita tem mais apoiadores que a esquerda no Brasil. Foram 44% dos entrevistados contra 39%. O levantamento aconteceu nos dias 17 e 18 de junho, com 2.004 pessoas de 16 anos ou mais, em 139 cidades do país. Em 2022, a esquerda liderava com 49%, e a direita tinha 34%. Agora, os números se inverteram. Além disso, 17% dos entrevistados se dizem de centro. A margem de erro é de dois pontos percentuais. Por isso, a diferença de cinco pontos é considerada significativa. O Datafolha não fez uma pergunta direta sobre ideologia. Em vez disso, o instituto analisou respostas sobre temas como pobreza, religião, impostos e leis trabalhistas. Assim, traçou o perfil político de cada um. Houve mudanças em opiniões importantes. Por exemplo, subiu de 22% para 40% o número de pessoas que acham que a pobreza vem da preguiça. Por outro lado, caiu de 76% para 58% a parcela que associa pobreza à falta de oportunidades. O apoio à posse de armas também cresceu: passou de 35% para 41%. Entre os evangélicos, a direita é ainda mais forte: 52% se identificam com ela, contra 30% da esquerda. Já entre católicos, há um empate técnico: 43% preferem a direita e 39% a esquerda, considerando a margem de erro de três pontos.

Manobra da esquerda derrubou ofensiva do PL pela escala 4×3

Esquerda 6x1

BRASÍLIA, 28 de maio de 2026 — Na votação da PEC que acaba com a escala 6×1, aconteceu uma disputa política nos bastidores da Câmara dos Deputados. O texto principal da proposta prevê diminuir aos poucos a jornada de trabalho para 40 horas semanais e acabar com a escala 6×1. A mudança seria feita de forma gradual, para dar tempo de empresas e setores econômicos se adaptarem. Mas a oposição, liderada pelo PL, tentou mudar isso. O deputado Sóstenes Cavalcante apresentou uma proposta para que a nova escala 4×3 começasse imediatamente. Ou seja: quatro dias de trabalho e três de folga, sem tempo de transição. A ideia colocava pressão sobre a esquerda e os deputados do governo. Isso porque, se votassem contra a proposta, poderiam parecer contra uma regra mais vantajosa para os trabalhadores. Por outro lado, se apoiassem, poderiam ser acusados de aprovar algo considerado difícil de aplicar economicamente. Para evitar essa situação, a base do governo fez uma manobra regimental. Os governistas apresentaram uma nova versão do texto praticamente igual à original. As mudanças foram apenas de palavras. Por exemplo, trocaram “60 dias” por “dois meses” e “12 meses” por “um ano”. Mesmo sem mudar o conteúdo principal da PEC, essa troca teve um efeito importante: as propostas separadas da oposição e do Psol deixaram de poder ser votadas. Na prática, isso impediu que a proposta da escala 4×3 fosse analisada separadamente pela comissão sem precisar rejeitá-la explicitamente.

Esquerda vai ao STF contra decisão sobre Glauber Braga

Glauber braga

BRASÍLIA, 11 de dezembro de 2025 – Nesta quinta (11), a Câmara dos Deputados decidiu, em sessão marcada por forte polarização, manter o mandato da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), mesmo após condenações transitadas em julgado, por não alcançar a maioria absoluta necessária para cassação no plenário. Foram 227 votos favoráveis à cassação, 170 contrários e 10 abstenções, insuficientes diante dos 257 votos exigidos pela Constituição para declarar a perda de mandato. Paralelamente, o plenário rejeitou a cassação do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) e, em alternativa, aprovou a suspensão de seu mandato por seis meses, por 318 votos a favor, 141 contra e 3 abstenções. A suspensão foi aprovada como pena alternativa em vez da perda definitiva do mandato, atendendo a uma emenda apresentada durante a votação.

Quanto mais jovem, mais de direita no Brasil, diz pesquisa

Direita jovem

BRASIL, 04 de dezembro de 2025 – Millennials e integrantes da geração Z são mais de direita no Brasil, segundo levantamento da AtlasIntel/Bloomberg divulgado na terça (2). O estudo diz que a esquerda tem mais força entre as gerações mais velhas, como a geração X e Baby Boomers. No espectro total geral da população, a direita fica com 42% e a esquerda com 40%. A pesquisa mapeou as preferências ideológicas por faixa etária, considerando as gerações Z (16 a 28 anos), Millennials (29 a 44 anos), X (45 a 60 anos) e Baby Boomers (61 a 79 anos). A AtlasIntel/Bloomberg entrevistou 5.510 eleitores em todo o Brasil de 22 a 27 de novembro de 2025. As entrevistas foram feitas on-line. A margem de erro é de 1 ponto percentual e o nível de confiança é de 95%.

Fundo Racial pode enviar R$ 20 bi a ONGs ligadas à esquerda

Fundo Lula

BRASÍLIA, 12 de novembro de 2025 – Um levantamento feito pela Gazeta do Povo identificou 96 entidades que podem ser beneficiadas pelo Fundo Nacional de Reparação Econômica e Promoção da Igualdade Racial, previsto na PEC 27/2024, que está em tramitação. Parte dessas ONGs já recebeu milhões de reais em emendas parlamentares nos últimos anos — em grande parte de deputados ligados à esquerda. Esse histórico reacendeu o debate sobre o risco de aparelhamento político e a falta de critérios de governança no novo fundo, que deve movimentar R$ 20 bilhões fora do teto de gastos. A proposta, aprovada na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, cria um fundo bilionário para financiar ações sociais, culturais e econômicas voltadas à população negra. A discussão, que antes se concentrava na constitucionalidade e nas acusações de “privilégios raciais”, agora se volta à transparência na aplicação dos recursos e à possibilidade de reprodução do modelo de “emendas disfarçadas”. A crítica de membros da oposição é que o fundo seja uma forma de fornecer recursos constantes e a longo prazo para um grupo de organizações privadas que já atuam há muito tempo no setor e historicamente apoiam as mesmas pautas de partidos de esquerda envolvidos na criação do fundo. Do outro lado, representantes de entidades da sociedade civil e o próprio relator da PEC rejeitam a tese de aparelhamento. Para o Instituto Pretos Novos, por exemplo, a concentração de emendas não decorre de alinhamento ideológico, mas da realidade de que “há poucos deputados que dialogam com a pauta racial e direcionam emendas para organizações com essa finalidade”. Segundo a entidade, em um contexto de racismo estrutural, essas iniciativas representam uma forma mínima de reparação.

Direita assume comando na Bolívia após 2 décadas de esquerda

Bolívia eleições

BOLÍVIA, 20 de outubro de 2025 – O senador Rodrigo Paz, de 55 anos, do Partido Democrata Cristão (PDC), foi eleito presidente da Bolívia neste domingo, 19, encerrando um ciclo de quase duas décadas de domínio da esquerda. A vitória marca o colapso do Movimento ao Socialismo (MAS), legenda criada por Evo Morales, que governou o país por 19 anos e, nas eleições de agosto, não chegou ao segundo turno. A eleição de Paz ocorreu em meio à maior crise econômica das últimas décadas, com filas para compra de pão, gasolina e dólares. As reservas internacionais despencaram, e a inflação mensal alcançou 24%, enquanto o déficit público atingiu 95% do PIB em 2025. Segundo o sociólogo Juan Carlos Nuñez, o Movimento ao Socialismo (MAS) vive “seu pior momento de crise”, com divisões internas e perda de base social. COLAPSO ECONÔMICO DO MODELO DE EVO O chamado “milagre econômico” do governo Morales perdeu força quando o país reduziu drasticamente suas exportações de gás natural. Em 2014, o setor rendeu US$ 6 bilhões, mas, em 2022, o valor caiu para cerca de US$ 2 bilhões. A queda afetou diretamente as reservas cambiais, que despencaram de mais de US$ 10 bilhões para apenas US$ 50 milhões. Com a perda de receita e o aumento da dependência estatal, o país enfrentou sucessivos déficits e forte desvalorização da moeda. A população também relatou escassez de produtos básicos e aumento da pobreza, fatores que contribuíram para o desgaste político do MAS.

Direita vence quatro eleições municipais suplementares

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BRASIL, 6 de outubro de 2025 – A direita venceu todas as quatro eleições suplementares realizadas no domingo (5), em municípios do Paraná e Rio de Janeiro. O pleito, que elegeu prefeitos para mandatos até dezembro de 2028, registrou a vitória de candidatos do Podemos, Republicanos e PL. Os resultados confirmaram a tendência de rejeição a candidaturas de esquerda nesses locais, conforme os votos apurados. As eleições foram convocadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) devido a cassações de mandatos ou indeferimento de registros. VITÓRIAS NO PARANÁ No Paraná, João Paulo Fogo (Republicanos) foi eleito em São Tomé com 58,19% dos votos, derrotando Paraíba (Solidariedade). Em São João, Joni Zanella Ferreira (PL) venceu com 55,42% dos votos contra Vadeco (PSDB).

Como a esquerda conduz o Brasil ao mesmo destino da Argentina e Venezuela

A decisão dos Estados Unidos de impor tarifas de 50% sobre produtos brasileiros não aconteceu no vácuo. É o desdobramento direto de três anos de uma política externa orientada por ideologia, e não por estratégia. O governo Lula optou por confrontar nossos maiores parceiros comerciais, como os EUA, em nome de um alinhamento político com regimes autoritários e fracassados. Agora, a conta chegou. Estamos assistindo ao Brasil seguir, passo a passo, o mesmo roteiro que levou Argentina e Venezuela ao colapso. Primeiro, o isolamento diplomático. Depois, a fuga de investimentos, o desmonte do setor produtivo e, por fim, a explosão da inflação e do desemprego. A tarifa anunciada por Donald Trump não é apenas uma medida protecionista. É uma resposta dura, sim, mas previsível, a um governo que escolheu a retórica do embate ideológico em vez do pragmatismo econômico. Em vez de fortalecer relações com mercados estratégicos, o Brasil preferiu se alinhar a regimes como Irã, Cuba e Nicarágua. O resultado? Perda de credibilidade, instabilidade e incerteza para quem produz, investe e trabalha no país. Os efeitos já estão sendo sentidos. O agronegócio, responsável por quase metade das exportações brasileiras para os EUA, projeta uma perda de mais de 6 bilhões de dólares em 2025. Produtos como carne bovina, frango, soja e suco de laranja perderam competitividade da noite para o dia. A indústria também será afetada, gigantes como Vale e Gerdau já estimam prejuízos com o custo adicional de exportação. E quando grandes empresas perdem margem, o reflexo é imediato: cortes de investimento, fechamento de plantas, demissões em massa. O que se desenha é um efeito dominó sobre o mercado de trabalho. Do agronegócio à indústria, passando por transportadoras, fornecedores e comércio local, milhares de postos de trabalho estão ameaçados. O desemprego, que já preocupa, tende a crescer. E não apenas nas regiões produtoras, mas em todo o país. Esse impacto se soma a outro problema crônico: a escalada da inflação. Com menos dólares entrando, o real se desvaloriza. Isso encarece insumos, combustíveis, tecnologia e tudo o que o Brasil precisa importar para manter sua economia funcionando. O Banco Central, pressionado, não tem alternativa senão manter juros elevados ou até aumentá-los, o que torna o crédito mais caro, mais escasso e mais seletivo. E quando o crédito seca, o consumo desaparece. Empresários adiam investimentos, cortam custos e reduzem quadro de funcionários. Famílias freiam gastos. O ciclo se retroalimenta, e a economia desacelera, como já indicam consultorias como MB Associados e XP, que falam em perda de até 0,5 ponto no PIB no próximo trimestre. A verdade é que o Brasil está sendo conduzido a um estado de paralisia econômica. E não por falta de capacidade, mas por decisões políticas mal orientadas. A história já mostrou na Venezuela, na Argentina e no Irã que regimes que escolhem ideologia em detrimento de resultados conduzem seus países ao colapso. Estamos vendo sinais claros disso aqui: queda na competitividade, desindustrialização, fuga de capitais e uma classe média cada vez mais sufocada. A obsessão do atual governo em reviver alianças ideológicas do século passado está custando caro para quem gera emprego e renda hoje Não se trata de esquerda ou direita. Trata-se de responsabilidade. De entender que empresas precisam de previsibilidade. Que mercados exigem confiança. Que empregos dependem de estabilidade. E que o mundo não vai esperar o Brasil acertar o passo enquanto insiste em repetir erros já cometidos e pagos, com juros altos e inflação, pela população. O que está em jogo não é apenas a política externa. É o futuro do crédito, das empresas e do mercado de trabalho. E o preço dessa guerra tarifária, como sempre, será pago pelo trabalhador brasileiro. Thiago Eik é CEO da fintech Bankme.

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