Esquerda agiu para manter brechas usadas em fraudes no INSS

BRASÍLIA, 13 de maio de 2025 – Desde que a oposição sugeriu a criação de uma CPMI para apurar fraudes no INSS, o tema ganhou espaço nas redes sociais e polarizou o debate político. A discussão gira em torno da regulamentação dos descontos em aposentadorias, apontada como brecha para desvio de recursos públicos. Parlamentares ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro acusam o governo Lula de permitir a continuidade do esquema. Em resposta, aliados do Planalto sustentam que o problema se originou na gestão anterior, que teria criado condições legais para as irregularidades. Documentos da Câmara e do Senado indicam que partidos de esquerda, na oposição entre 2019 e 2022, agiram para suavizar medidas provisórias de combate a fraudes propostas pelo governo Bolsonaro. As mudanças incluíram derrubada de artigos, ampliação de prazos para descontos por entidades e enfraquecimento de dispositivos de controle. Na época, o governo optou por não vetar as alterações propostas pelos próprios adversários. A justificativa, segundo integrantes da antiga gestão, foi evitar um revés político no Congresso, que poderia anular os vetos e deixar o sistema ainda mais vulnerável. O Congresso começou a analisar, em 2019, a Medida Provisória 871. A proposta previa regras mais rígidas para o INSS e a obrigatoriedade de revalidação anual de autorização para descontos feitos por associações em benefícios previdenciários. A proposta não agradou à esquerda. Parlamentares apresentaram dezenas de emendas para retirar a exigência ou estender a revalidação para cinco anos. Algumas sugestões previam o adiamento da nova regra até 2028. Várias emendas tinham textos idênticos. A principal alegação era de que a renovação anual inviabilizaria os descontos associativos. O deputado Carlos Veras (PT-SP), irmão do presidente da Contag, defendeu as alterações em plenário. Ele agradeceu a atuação das centrais sindicais e exaltou o esforço conjunto da esquerda. Em 2023, a Contag recebeu R$ 426 milhões, segundo a Controladoria-Geral da União. A entidade e seu presidente tornaram-se alvos da Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal. Outro ponto de conflito surgiu quando a MP 871 retirou dos sindicatos o poder de atestar atividade rural. Partidos de esquerda apresentaram 18 emendas para manter essa atribuição ou postergar sua extinção.
Mical rebate críticas da esquerda sobre repasse de emendas

SÃO LUÍS, 25 de fevereiro de 2025 – A deputada estadual Mical Damasceno (PSD) usou a tribuna da Assembleia Legislativa do Maranhão para criticar a cobrança de parlamentares de esquerda sobre o pagamento de emendas impositivas pelo governo de Carlos Brandão (PSB). Segundo a deputada, suas emendas não foram pagas na gestão do ex-governador Flávio Dino (PSB), e, na época, não houve mobilização semelhante. Mical Damasceno afirmou que o ex-secretário Ricardo Cappelli impediu a liberação de suas emendas. No entanto, ela ressaltou que sobreviveu politicamente sem esses recursos e defendeu que o Legislativo não deveria ter emendas parlamentares, pois caberia ao Executivo administrar tais verbas. “Se o governador Brandão não quiser pagar minhas emendas, não tem problema”, declarou. A deputada também destacou sua independência política, afirmando que sua atuação não depende de grupos políticos, mas sim do apoio de seu eleitorado. Ela reforçou sua proximidade com as bases e a frequente presença em comunidades, enfatizando que sua força política vem do segmento cristão.
Deputado reconhece fracasso da pauta do pronome neutro

SÃO LUÍS, 12 de novembro de 2024 – O deputado estadual Carlos Lula afirmou em discurso nesta terça que a esquerda precisa se reconectar com as demandas reais da população, destacando que temas como pronome neutro não têm relevância para o cotidiano dos brasileiros. Segundo o parlamentar, assuntos como transporte, segurança, educação e saúde pública são prioridades mais urgentes. Lula argumentou que a esquerda deve priorizar problemas concretos para se reaproximar das necessidades do povo, refletindo sobre o foco em pautas que, em sua visão, afastam o movimento progressista dos anseios populares. A recente decisão de zerar a tributação de medicamentos contra o câncer foi ressaltada por Lula como um avanço importante. A medida, que reduz a carga tributária de até 18%, beneficia especialmente tratamentos para o câncer de próstata. Para o deputado, essa política representa um progresso em relação a decisões anteriores, que priorizavam produtos como jet skis, sem impacto direto na saúde pública.
Esquerda perde domínio de duas décadas em mais de 10 cidades

BRASIL, 31 de outubro de 2024 – Partidos de esquerda perderam, nas Eleições Municipais de 2024, o controle que mantinham há quase duas décadas em 11 cidades brasileiras, segundo levantamento do Metrópoles baseado em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Desde 2004, esses municípios eram tradicionalmente governados por siglas de esquerda, mas os eleitores decidiram por uma mudança neste pleito. Em oito dessas cidades, candidaturas de partidos de esquerda foram derrotadas por concorrentes de siglas de centro. Em uma outra, partidos de esquerda não participaram da disputa majoritária. Já nas duas cidades restantes, partidos de esquerda integravam coligações com legendas de outras orientações políticas.
Esquerda radical encerra eleições sem conquistar prefeituras

BRASIL, 29 de outubro de 2024 – Maior expoente da esquerda nas eleições municipais deste ano, Guilherme Boulos (PSOL) não foi o único entre os candidatos de partidos fora da polarização a sair derrotado em 2024. Além do próprio PSOL, o PSTU, o PCB, o PCO e o UP terminaram a disputa sem conquistar nenhuma prefeitura entre as 29 legendas que se lançaram aos cargos. Das cinco siglas de esquerda que não obtiveram nenhuma prefeitura, o PSOL apresentou o maior número de candidatos, somando 210, seguido pelo PCO com 43, PSTU com 37, UP com 22 e PCB com 9. A única chance restante para o PSOL estava nas eleições de segundo turno em São Paulo e Petrópolis (RJ). Mas, com os resultados desfavoráveis, o partido e seus aliados só poderão tentar novamente nas eleições de 2028. Em São Paulo, com 95,31% das urnas apuradas, Boulos obteve 40,51% dos votos, enquanto o atual prefeito Ricardo Nunes (MDB) garantiu 59,49%, sendo reeleito. Em Petrópolis, Yuri Moura ficou com 25,30% dos votos, perdendo para Hingo Hammes (PP), que obteve 74,70% com 98,75% das urnas apuradas.
Bobinha

Na Carta Maior desta semana, uma professora de ciências políticas da Universidade Federal de Pelotas, Luciana Ballestrin, adverte que enxergar alguma hegemonia comunista nas instituições superiores de ensino é “paranóia” e insinua que, ao contrário, o verdadeiro perigo que se esboça no horizonte nacional é o do fascismo. A prova que ela oferece desse deslumbrante diagnóstico é que três pessoas reclamaram contra o comunismo universitário. Firmemente disposta a dizer qualquer coisa contra essas três minguadas vozes, ela as acusa, ao mesmo tempo, de provir de “um gueto” e de obter “grande repercussão na mídia”. É notório que, entre os estudantes universitários brasileiros, quatro em cada dez são analfabetos funcionais. Temo que entre os professores da área de humanas essa proporção seja de nove para dez. A profa. Ballestrin é mais um exemplo para a minha coleção. Ela fracassa tão miseravelmente em compreender o significado das palavras que emprega, que no seu caso o adjetivo “funcional” é quase um eufemismo. Desde logo, se os direitistas vivem num “gueto”, quem os colocou lá? Enclausuraram-se por vontade própria ou foram expelidos da mídia, das cátedras e de todos os ambientes de cultura superior pela política avassaladora de “ocupação de espaços” que a esquerda aí pratica desde há mais de meio século? Um gueto, por definição, não é um hotel onde a minoria se hospede voluntariamente para desfrutar os prazeres de uma vida sombria, fechada e opressiva, sem perspectivas de participação na sociedade maior. É uma criação da maioria dominante, um instrumento de exclusão usado para neutralizar ou eliminar as presenças inconvenientes. A maior prova de que o esquerdismo domina o espaço é que a direita vive num gueto. Ao acusá-la precisamente disso, essa porta-voz do esquerdismo oficial só dá testemunho contra si própria. Com igual destreza ela maneja a segunda acusação: a de que as três vozes obtiveram “grande repercussão na mídia”. Que grande repercussão? Alguma delas foi manchete de um jornal, foi alardeada no horário nobre da Globo, deu ocasião a uma série infindável de reportagens, congressos de intelectuais e debates no Parlamento como acontece com qualquer denúncia de “crimes da ditadura” ocorridos cinqüenta anos atrás? Nada disso. Foram apenas noticiadas aqui e ali, discretamente, num tom de desprezo e chacota. Mas, para a profa. Ballestrin, mesmo isso já é excessivo. Ela nem percebe que, ao protestar que três direitistas saíram do gueto, ela os está mandando de volta para lá.
Pesquisa aponta que maioria da população não está polarizada

BRASIL, 30 de setembro de 2024 – A maioria dos brasileiros aptos a votar não se considera alinhada com posições políticas de direita, esquerda ou centro, conforme aponta uma pesquisa do DataSenado realizada em 2024. Dos mais de 21 mil entrevistados, 40% não se identificaram com nenhuma dessas categorias, enquanto 29% disseram estar mais à direita, 15% à esquerda e 11% ao centro. O restante preferiu não responder ou afirmou não saber. Realizada entre 5 e 28 de junho de 2024, a pesquisa entrevistou 21.808 pessoas de 26 estados e do Distrito Federal, com margem de confiança de 95%. O levantamento faz parte do Panorama Político, estudo que o DataSenado realiza desde 2008. A pesquisa capturou percepções de eleitores de diversas faixas etárias, rendas e gêneros. Entre as mulheres, 46% não se identificaram com nenhuma ideologia política, enquanto 24% se disseram à direita e 14% à esquerda. Apenas 9% se classificaram como de centro.
Pesquisa: Brasileiros de direita quase dobram os de esquerda

BRASIL, 26 de setembro de 2024 – Uma nova pesquisa realizada pela Nexus — Pesquisa e Inteligência de Dados, mapeou o perfil político dos eleitores brasileiros. O levantamento, que ouviu 21.808 brasileiros de todas as regiões entre os dias 5 e 28 de junho, aponta que, no cenário nacional, 29% dos eleitores se identificam como direitistas.