Roseana deve desistir de reeleição e deixar disputa ao Senado

Roseana eleições

MARANHÃO, 10 de julho de 2026 — A ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney (MDB), não deve disputar uma vaga no Senado Federal nas eleições de 2026. Ela também deve abrir mão da tentativa de reeleição à Câmara dos Deputados. A decisão deve ser tomada para priorizar o tratamento contra o câncer. Mesmo fora da disputa por cargos eletivos, Roseana continuará participando da política durante o período eleitoral. Ela deve atuar na campanha de Hildo Rocha (MDB), suplente de deputado federal, que tentará uma vaga na Câmara dos Deputados. Além disso, acompanhará a candidatura de Maria Fernanda Sarney à Assembleia Legislativa do Maranhão. Com a decisão, Roseana deixa de concorrer nas duas disputas para as quais era cotada. Sua participação nas eleições ficará concentrada no apoio aos candidatos do MDB. A legenda aposta na atuação da ex-governadora para fortalecer as campanhas de seus aliados no estado.

Palestina convoca primeiras eleições legislativas após 20 anos

Palestina eleições

MARANHÃO, 10 de julho de 2026 — Os palestinos vão escolher novos representantes no dia 28 de novembro. A data foi definida depois que o presidente Mahmoud Abbas assinou um decreto na quinta (9). A última eleição legislativa havia acontecido em 2006. O pleito vai ocorrer em todos os territórios administrados pela Palestina. Isso inclui a Cisjordânia e a Faixa de Gaza. Porém, a votação não era realizada há duas décadas. Em 2006, o Hamas venceu as eleições gerais. Esse resultado causou uma ruptura com o grupo Fatah. Então, em 2007, o Hamas passou a controlar sozinho a Faixa de Gaza. Três dias antes do decreto, o Hamas anunciou que ia sair do governo de Gaza. Essa decisão abriu caminho para as novas eleições. O diretor-geral do escritório de mídia do Hamas em Gaza, Ismail Thawabta, disse que a saída busca reduzir o sofrimento da população. Ele citou a guerra, a demora na reconstrução e o bloqueio contínuo. Além disso, mencionou o fechamento das fronteiras e a recusa de Israel em retirar suas tropas. O porta-voz do Hamas, Hazem Qassem, afirmou que a medida também tira justificativas para interferências de Israel. Por fim, ele reforçou que o grupo vai entregar todas as funções administrativas em Gaza.

Corte francesa deixa Marine Le Pen para disputar Presidência

Le Pen

FRANÇA, 07 de julho de 2026 — A Corte de Apelações de Paris liberou a participação da deputada Marine Le Pen na eleição presidencial de 2027. A decisão saiu nesta terça (7). Os juízes aceitaram parte do recurso da defesa e reduziram o tempo de punição política da líder conservadora. Porém, eles impuseram uma condição inédita: o uso de tornozeleira eletrônica durante toda a campanha. Le Pen é a favorita nas pesquisas de intenção de voto. O tribunal fixou a pena em três anos de prisão. Desse total, dois anos ficaram suspensos. O restante será cumprido com o aparelho de rastreamento. Os magistrados também reduziram a perda dos direitos políticos para 45 meses. Além disso, eles suspenderam esse bloqueio por 30 meses. Isso significa que o nome de Le Pen pode aparecer nas urnas. Porém, a situação cria um cenário novo e complicado para a mobilização de apoiadores. A parlamentar contesta as restrições de deslocamento. Ela já disse que um candidato ao Palácio do Eliseu precisa de liberdade total para fazer comícios e conversar com o povo. Depender de autorização diária de juízes atrapalha a campanha. Por isso, a defesa estuda recorrer à Corte de Cassação, o tribunal superior francês. O objetivo é derrubar a exigência da tornozeleira. O caso começou em 2025. Uma decisão de primeira instância acusou Le Pen de desviar verbas do Parlamento Europeu. Ela teria usado o dinheiro para pagar assessores do partido na França. Le Pen foi deputada europeia entre 2004 e 2017. Ela nega as acusações. Afirma que houve apenas erros administrativos na gestão do gabinete. Se as restrições atrapalharem a campanha, o partido Reunião Nacional pode lançar Jordan Bardella, de 30 anos, como candidato. Ele é o presidente da sigla e tem alta aprovação popular. Bardella lidera o engajamento da oposição nas redes sociais. A eleição de 2027 vai encerrar o mandato de Emmanuel Macron, que não pode se reeleger. O bloco conservador de Le Pen já tem 143 deputados, a maior bancada da Assembleia Nacional. O grupo quer crescer no interior para conquistar a maioria na próxima legislatura.

Direita avança e pode virar maioria na América do Sul

direita américa

AMÉRICA, 23 de junho de 2026 — O conservador Abelardo de la Espriella venceu a eleição na Colômbia. Por isso, a direita sul-americana ganhou mais força. Esse resultado mostra que a chamada “onda rosa” está perdendo espaço. A “onda rosa” foi o nome dado à chegada de líderes de esquerda ao poder na América Latina, nos anos 2000, como Hugo Chávez, Lula e Néstor Kirchner. O termo “rosa” foi usado para suavizar a palavra “comunismo”, que é vermelha. A vitória na Colômbia se soma à eleição de Keiko Fujimori no Peru. Então, a direita agora comanda a maioria dos governos sul-americanos. Ao todo, sete países têm governos conservadores: Argentina, Chile, Equador, Paraguai, Peru, Bolívia e Colômbia. A esquerda, por sua vez, ficou com Brasil, Uruguai, Venezuela, Guiana e Suriname. Essa mudança acontece em um momento de desgaste para os governos progressistas. Nos Estados Unidos, Donald Trump substituiu Joe Biden. No México, a população está insatisfeita com a segurança e a economia. Além disso, no Brasil, o presidente Lula vê sua aprovação cair. As críticas são sobre o custo de vida, a crise fiscal e, principalmente, a violência nas cidades. A eleição na Colômbia tem um peso especial. Em 2022, a chegada de Gustavo Petro ao poder foi vista como um marco histórico para a esquerda. Quatro anos depois, a derrota do seu grupo é considerada um grande revés para o campo progressista na América Latina. Analistas políticos acompanham essa nova configuração com atenção.

Maranhense perde eleição, mas resultado segue indefinido

maranhense soldado

ROPRAIMA, 22 de junho de 2026 — O maranhense Soldado Sampaio (Republicanos) perdeu a eleição suplementar para o Governo de Roraima, realizada neste domingo (21). Com 83,21% das seções apuradas, Arthur Henrique (PL) liderava com 60,17% dos votos válidos. Sampaio tinha 36,41%, enquanto Nelita Frank (PT) somava 3,42%. Apesar da vantagem nas urnas, os votos de Arthur Henrique aparecem como “anulados sub judice” no sistema do Tribunal Superior Eleitoral. Isso ocorreu porque o Tribunal Regional Eleitoral de Roraima indeferiu o registro de candidatura do ex-prefeito de Boa Vista por questionamentos sobre o prazo de desincompatibilização do cargo. Arthur Henrique conseguiu disputar a eleição porque recorreu da decisão do TRE-RR. Por isso, o nome dele permaneceu nas urnas. No entanto, a validade dos votos depende do julgamento definitivo do recurso pelas instâncias superiores. Até essa decisão, o resultado da eleição permanece condicionado ao desfecho judicial. Natural de Pedreiras, no Maranhão, Soldado Sampaio assumiu o governo de Roraima de forma interina em 30 de abril. A posse ocorreu após o Tribunal Superior Eleitoral cassar o então governador Edilson Damião (União Brasil). Sem vice-governador, o cargo passou ao presidente da Assembleia Legislativa, que construiu sua trajetória política no estado com quatro mandatos consecutivos como deputado estadual.

Mulheres crescem em candidatura, mas eleição avança pouco

mulheres candidatas

BRASÍLIA, 16 de junho de 2026 — O número de candidatas mulheres à Câmara dos Deputados cresceu quase dez vezes entre 1998 e 2022. Saltou de 358 para 3.668, uma alta de 925%. Porém, a quantidade de deputadas federais eleitas não acompanhou esse ritmo. Subiu de 29 para 90, um crescimento de 210%. Os dados são do Portal da Classe Política, lançado nesta terça (16) pela UFPR. Nas eleições de 2022, as mulheres conquistaram 17,5% das cadeiras da Câmara. Nas assembleias estaduais, ficaram com 17,8%. Esses são os maiores percentuais da série histórica. Mesmo assim, os números ainda estão abaixo de 20% do total. Também ficam distantes da cota mínima de 30% de candidaturas prevista em lei. Segundo os pesquisadores, parte desse crescimento veio da Lei das Cotas de Gênero, de 1997, e da minirreforma eleitoral de 2009. O cientista político Nilton Sainz, da UFPR, explica o motivo da baixa presença feminina. Ele afirma que a desigualdade dentro dos partidos é o principal problema. Mulheres recebem menos dinheiro para campanhas. Além disso, têm menos acesso aos espaços de decisão partidária. O pesquisador também aponta que muitos partidos registram candidaturas femininas só para cumprir a cota legal. Essas candidatas, porém, não têm condições reais de disputa. Para os pesquisadores, a baixa representação feminina afeta a agenda do Legislativo. Temas como violência de gênero, feminicídio, políticas de cuidado, saúde e creches perdem espaço. Com poucas mulheres nos processos de decisão, a diversidade de perspectivas diminui. Isso pode impactar até a definição do orçamento público. O Portal da Classe Política reúne dados do TSE sobre 14 eleições, de 1998 a 2024. A ferramenta mostra candidaturas, perfil dos eleitos, patrimônio, financiamento, reeleição e características dos partidos.

Esquerdista recua de acusações sobre eleição na Colômbia

Eleições colômbia

COLÔMBIA, 02 de junho de 2026 — O candidato governista à Presidência da Colômbia, Iván Cepeda, recuou nesta segunda (1º). Ele afirmou que sua equipe não encontrou evidências de irregularidades capazes de comprometer o resultado do primeiro turno das eleições. A votação ocorreu no domingo (31). A declaração marca uma mudança de posição do candidato da esquerda. Horas antes, Cepeda havia evitado reconhecer automaticamente o resultado. Ele mencionou supostas discrepâncias no número de eleitores. Também citou votações consideradas atípicas em alguns centros eleitorais. “Fizemos as verificações necessárias”, declarou o candidato à imprensa. “E até agora, preciso dizer, porque sou uma pessoa séria e transparente, não encontramos neste momento fatos de uma dimensão ou profundidade que mereçam um pronunciamento sobre eventuais irregularidades”, afirmou. RESULTADO DO PRIMEIRO TURNO No primeiro turno, Cepeda terminou em segundo lugar. Ele aparecia como favorito em parte das pesquisas eleitorais. O candidato conservador Abelardo de la Espriella liderou a disputa com 43,74% dos votos. O candidato governista recebeu 40,9%. Mesmo antes do recuo de Cepeda, o presidente colombiano, Gustavo Petro, havia declarado que não reconhecia o resultado do primeiro turno. Segundo Petro, mais de 800 mil pessoas teriam sido incluídas de forma irregular no cadastro eleitoral. Isso teria ocorrido nas semanas que antecederam a votação. REAÇÃO DA OPOSIÇÃO A reação da oposição foi imediata. De la Espriella pediu que as forças de segurança e o Exército garantam o cumprimento da Constituição. A medida seria necessária caso haja qualquer tentativa de contestar o resultado das urnas. O candidato conservador também fez críticas a Petro. Ele alertou Cepeda para não insistir em questionamentos sobre a eleição. Além disso, pediu que os Estados Unidos e outros países acompanhem de perto o processo eleitoral colombiano. Com a revisão de posição de Cepeda, o foco da disputa passa agora para o segundo turno. A nova votação colocará frente a frente o candidato governista e o líder da direita colombiana.

STF valida regra que limita número de candidatos por partido

STF ELEIÇÕES

BRASÍLIA, 16 de março de 2026 – O Supremo Tribunal Federal (STF) manteve válidas as alterações sobre o número máximo de candidatos que os partidos podem registrar para eleições proporcionais, em decisão tomada no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade 7017. A sessão virtual que resultou na decisão foi encerrada em 24 de fevereiro, e a regra atinge candidaturas para Câmara dos Deputados, assembleias legislativas, Câmara Legislativa do Distrito Federal e câmaras municipais. Com a decisão do STF, permanece válida a regra da lei eleitoral que estabelece o limite de candidatos por partido. Cada legenda pode registrar candidatos no total de até 100% mais um do número de lugares a preencher nos legislativos. Além disso, ficam mantidos os vetos presidenciais às exceções que ampliavam esse percentual para até 150% em determinadas situações específicas previstas anteriormente. AÇÃO DO CIDADANIA A ação foi proposta pelo partido Cidadania, que alegava inconstitucionalidade na tramitação do projeto que deu origem à Lei 14.211/2021. A norma alterou a Lei das Eleições (Lei 9.504/1997) e passou a regular o registro de candidaturas nos legislativos. O partido questionava especificamente os ajustes promovidos após a aprovação pelo Congresso Nacional. Segundo o partido autor da ação, a Presidência do Senado promoveu ajustes na redação do texto após a aprovação pelos parlamentares. Essas alterações teriam ocorrido antes do envio do projeto ao presidente da República para sanção. O Cidadania argumentava que essa mudança teria viabilizado o veto presidencial às exceções previstas originalmente no texto aprovado.

Gostaríamos de usar cookies para melhorar sua experiência.

Visite nossa página de consentimento de cookies para gerenciar suas preferências.

Conheça nossa política de privacidade.