ONDA AZUL

Direita avança e pode virar maioria na América do Sul

Andre Reis
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direita américa
Colômbia e Peru elegeram conservadores. Com isso, a direita já governa sete países da região. A esquerda perde força e enfrenta desgaste em vários lugares.

AMÉRICA, 23 de junho de 2026 — O conservador Abelardo de la Espriella venceu a eleição na Colômbia. Por isso, a direita sul-americana ganhou mais força. Esse resultado mostra que a chamada “onda rosa” está perdendo espaço.

A “onda rosa” foi o nome dado à chegada de líderes de esquerda ao poder na América Latina, nos anos 2000, como Hugo Chávez, Lula e Néstor Kirchner. O termo “rosa” foi usado para suavizar a palavra “comunismo”, que é vermelha.

A vitória na Colômbia se soma à eleição de Keiko Fujimori no Peru. Então, a direita agora comanda a maioria dos governos sul-americanos. Ao todo, sete países têm governos conservadores: Argentina, Chile, Equador, Paraguai, Peru, Bolívia e Colômbia. A esquerda, por sua vez, ficou com Brasil, Uruguai, Venezuela, Guiana e Suriname.

Essa mudança acontece em um momento de desgaste para os governos progressistas. Nos Estados Unidos, Donald Trump substituiu Joe Biden. No México, a população está insatisfeita com a segurança e a economia.

Além disso, no Brasil, o presidente Lula vê sua aprovação cair. As críticas são sobre o custo de vida, a crise fiscal e, principalmente, a violência nas cidades.

A eleição na Colômbia tem um peso especial. Em 2022, a chegada de Gustavo Petro ao poder foi vista como um marco histórico para a esquerda. Quatro anos depois, a derrota do seu grupo é considerada um grande revés para o campo progressista na América Latina.

Analistas políticos acompanham essa nova configuração com atenção.

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