Pesquisa indica que 82,6% em SLZ rejeitam candidatos corruptos

SÃO LUÍS, 03 de setembro de 2024 – Uma pesquisa divulgada nesta segunda (2) pelo Instituto Solução, em parceria com O Quarto Poder, revelou que 82,6% dos eleitores de São Luís afirmaram que não votariam em um candidato a prefeito investigado por corrupção ou desvio de dinheiro público nas áreas de saúde e educação. O levantamento, realizado entre 13 e 16 de agosto, também mostrou que 1,7% dos entrevistados votariam em candidatos envolvidos em tais práticas, e 15,8% preferiram não opinar ou não souberam responder. Além disso, a pesquisa investigou o conhecimento dos eleitores sobre um recente escândalo envolvendo a apreensão de R$ 1 milhão encontrados no porta-malas de um carro abandonado no bairro Renascença, em São Luís.
Francisco Neto surge como opção sem vínculos com corrupção

PAÇO DO LUMIAR, 02 de setembro de 2024 – A ex-prefeita Paula Azevedo (PCdoB), cassada por corrupção, formalizou seu apoio ao candidato Felipe Gonçalo (Mobiliza) em Paço do Lumiar. A confirmação veio no último fim de semana, quando Paula apareceu ao lado de Gonçalo, admitindo que indicou sua vice na chapa. Felipe Gonçalo, que enfrentava resistência por ser visto como “paraquedista” na cidade, vinha direcionando sua campanha contra Fred Campos (PSB), outro candidato acusado de corrupção e que atualmente faz campanha utilizando tornozeleira eletrônica. Com a aliança com Paula Azevedo, Felipe Gonçalo perde força em suas críticas a Fred Campos, deixando o empresário Francisco Neto, do Feijão de Corda, como a principal alternativa sem vínculos com corrupção na disputa em Paço do Lumiar. Francisco Neto, que ficou em terceiro lugar nas eleições de 2020, passa a ser visto como uma verdadeira terceira via, especialmente diante do envolvimento dos principais adversários com escândalos de corrupção.
PF realiza buscas em operação contra corrupção no TJ-MA

SÃO LUÍS, 14 de agosto de 2024 – A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta (14), a “Operação 18 Minutos” para investigar uma organização criminosa suspeita de praticar corrupção e lavagem de dinheiro no Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA). A operação inclui 55 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça, em três estados: Maranhão, Pará e Rio de Janeiro. Além das buscas, a operação impôs medidas como afastamento de cargos públicos, sequestro e indisponibilidade de bens, e monitoramento eletrônico dos investigados.
PF indica que Ministro controlava licitações fraudulentas

MARANHÃO, 17 de junho de 2024 – A Polícia Federal (PF) revelou que Juscelino Filho, atual ministro das Comunicações no governo Lula, exerceu controle sobre licitações supostamente fraudulentas. As investigações apontam que, durante seu mandato como deputado, Juscelino influenciou processos de contratação para obras públicas em Vitorino Freire (MA), onde sua irmã é prefeita. Conforme apuração da PF, as possíveis fraudes beneficiaram a empresa Construservice, cujo sócio oculto é Eduardo José Barros Costa, conhecido como “Eduardo DP”. Mensagens trocadas entre Juscelino e Eduardo sugerem que o então deputado monitorava as licitações. A defesa de Juscelino nega qualquer irregularidade, alegando que as conversas ocorreram antes dos processos licitatórios.
Lula expõe fraqueza ao manter ministro indiciado, diz Estadão

BRASÍLIA, 14 de junho de 2024 – O indiciamento do ministro das Comunicações, Juscelino Filho (União Brasil), por suspeitas de corrupção no Maranhão, revela mais sobre a fragilidade do governo de Lula (PT) do que sobre o próprio ministro, afirma o jornal O Estado de S. Paulo em editorial publicado nesta sexta (14). Reportagens do Estadão apontam irregularidades no uso do orçamento secreto pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). Quando deputado, Juscelino destinou verbas milionárias para asfaltar uma estrada que passa em frente a sua fazenda em Vitorino Freire. Além disso, ele omitiu parte de seu patrimônio do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e, já como ministro, recebeu diárias para participar de um leilão de cavalos de raça. Sua cidade natal, administrada pela irmã, firmou contratos com empresas de amigos. “A lista é longa”, destaca o Estadão. “Mas nada disso foi suficiente para retirá-lo do cargo.” Diante das suspeitas, a Polícia Federal (PF) iniciou uma investigação envolvendo corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O relatório final também cita falsidade ideológica, frustração de caráter competitivo de licitação e violação de sigilo em licitação.
Ministro de Lula é indiciado pela Polícia Federal por corrupção

BRASÍLIA, 12 de junho de 2024 – A Polícia Federal (PF) indiciou o ministro das Comunicações, Juscelino Filho (União Brasil), por suspeita de participação em organização criminosa e crime de corrupção passiva, envolvendo desvios de, no mínimo, R$ 835,8 mil referentes a obras de pavimentação custeadas com dinheiro público da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). O indiciamento foi revelado pela Folha de S.Paulo e confirmado pelo Metrópoles. O inquérito investiga suposto desvio de emendas parlamentares para a pavimentação de ruas de Vitorino Freire, no interior do Maranhão, cidade que é comandada pela irmã de Juscelino, Luanna Rezende. A prefeita chegou a ser afastada do cargo no ano passado, mas depois retomou o mandato. Um dos elementos utilizados pela PF é um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) sobre uma obra que beneficiou propriedades da família do ministro de Lula. O relatório final do caso foi enviado para o ministro Flávio Dino, relator do inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), segundo o site da Corte. A investigação tinha, inicialmente, o objetivo de apurar possíveis desvios em obras da Codevasf, em especial as executadas pela empresa Construservice, cujo sócio oculto, de acordo com a PF, é o empresário Eduardo José Barros Costa, conhecido como Eduardo DP.
Depoimento de ex-chefe da licitação complica Eduardo Braide

SÃO LUÍS, 30 de maio de 2024 – Em um depoimento crucial na CPI dos Contratos Emergenciais, Washington Ribeiro Viêgas Neto, ex-chefe da Central Permanente de Licitação (CPL) de São Luís na gestão de Eduardo Braide, levantou suspeitas sobre a conduta do prefeito na contratação da empresa Aroma & Sabor Alimentos Ltda. Viêgas, que foi exonerado recentemente, discutiu a contratação de R$ 18 milhões para serviços de nutrição e alimentação hospitalar, que foi realizada por dispensa de licitação. Durante a audiência que ocorreu nesta quarta-feira (29), Viêgas detalhou suas conversas com o prefeito Eduardo Braide sobre preocupações relativas ao contrato. O ex-chefe da CPL afirmou que, apesar de seus inúmeros avisos, o prefeito insistiu na continuidade do contrato de R$ 18 milhões. Viêgas destacou que o proprietário da Aroma & Sabor, Arthur Henrique Segalla de Carvalho Pereira, tinha laços anteriores com Braide, servindo como assessor quando o prefeito ainda era deputado estadual. A conexão levantou suspeitas posteriores sobre a transparência e a integridade do processo de contratação. Após a reunião com Braide, Viêgas emitiu um parecer recomendando medidas para garantir a integridade do processo de contratação, incluindo a realização de uma sindicância e a adoção de um processo de dispensa eletrônica para a escolha do fornecedor. No entanto, ele foi exonerado antes de poder confirmar se suas recomendações foram implementadas. O depoimento de Viêgas motiva novas investigações pela CPI, que agora solicita a documentação completa do processo de contratação para verificar se as diretrizes da CPL foram seguidas ou ignoradas. Até o momento, a Prefeitura de São Luís não comentou as alegações trazidas por Viêgas na CPI. O cenário sugere um aprofundamento das investigações para esclarecer as circunstâncias sob as quais a contratação emergencial foi realizada.
STF extingue pena de Dirceu por corrução e o torna elegível

BRASÍLIA, 22 de maio de 2024 – A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por 3 votos a 2, extinguir a pena do ex-ministro José Dirceu, que havia sido condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no âmbito da operação Lava Jato. A condenação, imposta pela 13ª Vara Federal de Curitiba, resultou em uma pena de oito anos, dez meses e 28 dias de prisão. Os ministros Nunes Marques, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, que votou antes de se aposentar, consideraram que a pena de Dirceu prescreveu, justificando assim sua extinção. Em contrapartida, o relator Edson Fachin e a ministra Cármen Lúcia votaram a favor de manter a punição. O ministro Dias Toffoli não participou da votação.