
BRASÍLIA, 13 de agosto de 2026 — O Supremo Tribunal da Rússia excluiu o partido Yabloko das eleições parlamentares de setembro. A decisão tira da disputa a única legenda nacional que defendia publicamente o fim da guerra na Ucrânia. O pedido partiu da Comissão Eleitoral Central.
As autoridades russas afirmam que o partido cometeu irregularidades na apresentação dos documentos. O Yabloko rejeita a acusação. A legenda diz que a medida tem motivação política. O objetivo, segundo eles, é limitar o acesso dos eleitores a uma opção de oposição ao governo de Vladimir Putin.
Fundado em 1993, o Yabloko tem orientação liberal e democrática. O partido se posiciona contra a invasão da Ucrânia desde o começo do conflito. Outros grupos de oposição foram proibidos ou dissolvidos. Alguns deixaram de atuar publicamente. O Yabloko, porém, continuava registrado, apesar da pouca representação no Parlamento.
Com a exclusão, analistas dizem que o processo eleitoral perde sua única candidatura nacional contrária à guerra. Organizações de direitos humanos e observadores internacionais acusam Moscou de restringir a oposição política. Eles também apontam limitação da concorrência eleitoral.
O Yabloko informou que vai recorrer da decisão. Especialistas, porém, acham improvável que a medida seja revertida antes da votação. O partido afirmou que continuará defendendo um cessar-fogo. Também quer negociações para encerrar o conflito.
Nos últimos anos, o governo russo intensificou ações contra adversários políticos. Jornalistas independentes e ativistas também foram alvo. Muitos opositores foram presos ou impedidos de concorrer.
Outros deixaram o país depois do endurecimento das leis sobre a guerra na Ucrânia.







