
BACABAL, 09 de setembro de 2026 — O programa Move Brasil, do governo Lula, liberou apenas R$ 4 bilhões dos R$ 30 bilhões previstos. O lançamento ocorreu há pouco mais de três meses. Até agora, cerca de 40 mil veículos foram vendidos. Esse número representa só 13,3% do total esperado.
O financiamento cobre até 100% do valor do carro. Os juros são de 12,6% ao ano para homens e 11,5% para mulheres. Além disso, há carência de seis meses para começar a pagar. As condições são melhores que as do mercado. Mesmo assim, o programa enfrenta problemas.
Um dos maiores entraves é a análise de crédito. Segundo Eduardo Lima de Souza, presidente da Associação de Motoristas de Aplicativo de São Paulo (Amasp), 92% dos profissionais da categoria têm alguma restrição no CPF. Por isso, muitos não conseguem o financiamento.
O programa também começou sem o Fundo Garantidor para Investimentos (FGI). Esse fundo reduz o risco dos bancos. Ele só entrou em funcionamento duas semanas depois do início das operações. Inclusive, os bancos privados aderiram pouco à iniciativa.
Para tentar melhorar os números, o governo aumentou o limite de financiamento para R$ 200 mil. Também incluiu novos modelos híbridos na lista de veículos elegíveis. Porém, a medida recebe críticas. Isso porque permite a compra de carros importados e de modelos montados no Brasil com peças de fora.
O Move Brasil foi lançado em ano eleitoral. O objetivo é se aproximar dos motoristas de aplicativo. O governo enfrenta dificuldades com essa categoria desde as discussões sobre a regulamentação do setor.
O desempenho do programa lembra o Voa Brasil, de 2024, que vendeu menos de 2% das passagens previstas.







