
ROSÁRIO, 17 de outubro de 2026 — O prefeito de Rosário, Jonas Magno, afirmou que uma dívida de quase R$ 8 milhões com a Receita Federal, atribuída por ele à gestão do ex-prefeito Calvet Filho, provocou o bloqueio de repasses do FPM. Segundo Jonas, a retenção compromete as finanças e o funcionamento da Prefeitura.
A gestão acionou a Justiça para tentar liberar os recursos. Enquanto aguarda uma decisão, pretende cortar despesas e reorganizar os gastos. O FPM é uma das principais receitas dos municípios e ajuda a financiar serviços e investimentos. Mesmo com a restrição, Jonas disse que pretende manter obras e projetos.
Além disso, o TCE-MA condenou o presidente da Câmara de Rosário, Rachid João Sauaia, a devolver R$ 2 milhões aos cofres públicos. O Pleno tomou a decisão na quarta (14), após reprovar as contas de 2023 e identificar mais de 20 falhas, principalmente na execução de contratos.
Entre os problemas estão despesas sem comprovação e falhas em contratos de R$ 761,9 mil para manutenção predial, R$ 186 mil para equipamentos de áudio e vídeo e R$ 240 mil para consultoria contábil. O TCE-MA também apontou falta de comprovação de R$ 314,4 mil em contribuições previdenciárias.
Sauaia ainda deverá pagar multas de R$ 102,9 mil e R$ 36 mil. O Tribunal também apontou o descumprimento de 72 exigências legais em 11 contratos e recomendou melhorias na documentação de despesas, pagamentos, tributos e serviços da Câmara.










