
BRASÍLIA, 08 de outubro de 2026 — A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, virou alvo de integrantes da ala jovem do PT. O estopim para as críticas foi a reunião de petistas jovens com o presidente Lula na manhã da quarta (7).
Nos bastidores, lideranças jovens do PT dizem que Janja teria atuado para que Lula não participasse do encontro, que aconteceu no Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente, em Brasília.
A tentativa, porém, não prosperou. Lula participou da conversa e foi a partir dela que surgiram algumas das iniciativas adotadas pelo presidente nas últimas horas para tentar se aproximar do eleitorado.
Segundo apurou a coluna, teriam sido petistas jovens que sugeriram a Lula a frase “para o povo trabalhador, a proteção; para o bandido, a prisão” — dita por ele em uma reunião com a bancada do PT no Congresso à tarde.
De acordo com petistas, Janja, que costuma estar ao lado do marido nas atividades de campanha, chegou à reunião de Lula com lideranças do PT jovem de “cara fechada” e permaneceu calada em um canto.
Procurada, a assessoria de Janja negou que a primeira-dama tenha sido contra a reunião no Palácio da Alvorada e ressaltou que ela participou posteriormente do encontro de Lula com a bancada petista.
A equipe da primeira-dama também destacou que “independente do que falem, Janja seguirá na campanha” e que a participação dela é “legítima e sempre respaldada pelo presidente Lula”.
CRÍTICAS À JANJA
A atuação de Janja na campanha tem sido motivo de críticas de outros integrantes do PT. A reclamação é de que a primeira-dama teria assumido protagonismo excessivo em decisões eleitorais.
Petistas citam, por exemplo, a influência de Janja na definição de quem subia ao palco com Lula durante os comícios do primeiro turno. Também lembram do espaço reservado à primeira-dama na propaganda eleitoral.
No primeiro programa de TV, Janja apareceu por cerca de 20 segundos, tempo semelhante ao destinado ao vice-presidente Geraldo Alckmin. Já no terceiro programa, dedicado às mulheres, ganhou um vídeo solo para falar sobre violência de gênero e pedir votos para Lula.
Os “palpites” da primeira-dama também viraram motivo de reclamação entre integrantes do partido. Sob reserva, um petista resumiu à coluna o incômodo: “A gente acorda todos os dias torcendo para a Janja palpitar menos”.










