SANGUE NA VAQUEJADA

Prefeito recorre ao TJMA para evitar julgamento por júri

Andre Reis
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PREFEITO IGARAPÉ
Defesa de João Vitor Xavier recorreu ao TJMA para derrubar decisão que levou prefeito ao Tribunal do Júri pela morte do policial Geidson Thiago.

IGARAPÉ GRANDE, 19 de outubro de 2026 — A defesa do prefeito de Igarapé Grande, João Vitor Xavier (PDT), recorreu ao Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) para tentar impedir seu julgamento pelo Tribunal do Júri. O recurso foi apresentado no dia 2, após a Justiça decidir que ele deve responder pela morte do policial militar Geidson Thiago da Silva Santos, de 39 anos.

A decisão de pronúncia foi tomada pelo juiz Luiz Emílio Braúna Bittencourt Júnior, da 2ª Vara de Pedreiras. O magistrado considerou que existem provas e indícios suficientes para levar o caso aos jurados. A pronúncia não significa condenação ou absolvição, mas determina que o processo siga para júri popular.

Os advogados Daniel de Faria Jeronimo Leite e Tharick Santos Ferreira pedem que o TJMA reforme a decisão. O recurso foi distribuído ao desembargador Antônio Fernando Bayma Araújo, da 1ª Câmara Criminal. A defesa sustenta desde o início que João Vitor agiu em legítima defesa.

O crime ocorreu em 6 de julho de 2025, durante uma vaquejada em Trizidela do Vale. Segundo a investigação, prefeito e policial discutiram após Geidson pedir que João reduzisse a luz dos faróis do carro. Testemunhas relataram que o prefeito teria sacado uma arma e efetuado disparos.

Geidson foi socorrido, mas morreu durante o atendimento. João Vitor apresentou-se à polícia no dia seguinte, em Presidente Dutra, acompanhado de advogados. Ele admitiu ter atirado, mas alegou legítima defesa. Como se apresentou espontaneamente e não estava em situação de flagrante, acabou liberado.

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