
IGARAPÉ GRANDE, 19 de outubro de 2026 — A defesa do prefeito de Igarapé Grande, João Vitor Xavier (PDT), recorreu ao Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) para tentar impedir seu julgamento pelo Tribunal do Júri. O recurso foi apresentado no dia 2, após a Justiça decidir que ele deve responder pela morte do policial militar Geidson Thiago da Silva Santos, de 39 anos.
A decisão de pronúncia foi tomada pelo juiz Luiz Emílio Braúna Bittencourt Júnior, da 2ª Vara de Pedreiras. O magistrado considerou que existem provas e indícios suficientes para levar o caso aos jurados. A pronúncia não significa condenação ou absolvição, mas determina que o processo siga para júri popular.
Os advogados Daniel de Faria Jeronimo Leite e Tharick Santos Ferreira pedem que o TJMA reforme a decisão. O recurso foi distribuído ao desembargador Antônio Fernando Bayma Araújo, da 1ª Câmara Criminal. A defesa sustenta desde o início que João Vitor agiu em legítima defesa.
O crime ocorreu em 6 de julho de 2025, durante uma vaquejada em Trizidela do Vale. Segundo a investigação, prefeito e policial discutiram após Geidson pedir que João reduzisse a luz dos faróis do carro. Testemunhas relataram que o prefeito teria sacado uma arma e efetuado disparos.
Geidson foi socorrido, mas morreu durante o atendimento. João Vitor apresentou-se à polícia no dia seguinte, em Presidente Dutra, acompanhado de advogados. Ele admitiu ter atirado, mas alegou legítima defesa. Como se apresentou espontaneamente e não estava em situação de flagrante, acabou liberado.










