
IGARAPÉ GRANDE, 04 de setembro de 2026 — O prefeito de Igarapé Grande, João Vitor Xavier (PDT), irá a júri popular pela morte do policial militar Geidson Thiago da Silva Santos, de 39 anos. O crime ocorreu em 6 de julho de 2025, durante uma vaquejada em Trizidela do Vale. João Vitor admitiu ter atirado, mas alegou legítima defesa.
A decisão é do juiz Luiz Emílio Braúna Bittencourt Júnior, da 2ª Vara de Pedreiras, e foi publicada na quinta (3). O magistrado afirmou haver provas da ocorrência do crime e indícios de autoria suficientes para levar o caso aos jurados. Além disso, manteve a qualificadora de motivo fútil e as medidas cautelares.
Segundo a investigação, a discussão começou após o PM pedir que João Vitor diminuísse a luz dos faróis do carro, que estaria incomodando pessoas no evento. Testemunhas relataram uma confusão e disseram que o prefeito teria sacado uma arma e disparado contra o policial, que estava de folga.
Vídeos analisados pela polícia mostram um homem, apontado como o prefeito, indo até um carro e depois retornando para um grupo de pessoas. As imagens não registram os tiros. Geidson foi socorrido e transferido para outra unidade de saúde, mas morreu durante o atendimento.
João Vitor apresentou-se à polícia no dia seguinte, acompanhado de advogados. Em depoimento, afirmou que atirou em legítima defesa. Como se apresentou espontaneamente e não estava em situação de flagrante, ele foi liberado.
O júri também deverá analisar a acusação de porte ilegal de arma.







