
BRASÍLIA, 28 de abril de 2026 — A Força-Tarefa Previdenciária deflagrou, na manhã de quarta (29), a Operação Dolo Rural para combater fraudes no sistema do INSS. A ação ocorreu no Maranhão e no Ceará, com cumprimento de mandados judiciais. O objetivo foi reprimir concessões irregulares de benefícios previdenciários.
A operação foi conduzida pela Polícia Federal (PF) no Maranhão, com participação da Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social, do Ministério da Previdência Social e do INSS. Ao todo, 31 agentes da PF atuaram no cumprimento de oito mandados de busca e apreensão.
Os mandados foram executados em residências e escritórios dos investigados nas cidades de São Mateus do Maranhão, São Bernardo, Fortaleza, Eusébio e Baturité. A ação contou com acompanhamento de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil.
Além disso, a Justiça Federal determinou medidas cautelares durante a Operação Dolo Rural. Entre elas estão a quebra de sigilo telemático, bancário e fiscal, além do arresto de bens dos investigados.
A investigação teve início em 2023 e identificou um esquema envolvendo escritórios de advocacia. Segundo os órgãos responsáveis, os envolvidos produziam documentos falsos com uso de dados de propriedades rurais reais.
De acordo com as apurações, os documentos eram utilizados para obtenção indevida de benefícios como aposentadoria por idade, salário-maternidade e pensão por morte. A prática teria resultado na liberação irregular de pagamentos pelo INSS.
Segundo a Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social, o prejuízo estimado com 35 benefícios identificados chega a R$ 670 mil. Inclusive, a suspensão desses pagamentos pode gerar economia de até R$ 4,1 milhões.
Se confirmadas as irregularidades, os investigados poderão responder por estelionato majorado contra o INSS, associação criminosa e falsificação de documento público. A apuração segue em andamento.







