CRISE EXPOSTA

Quase metade dos lojistas de SLZ dizem que a economia piorou

Andre Reis
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Pesquisa aponta que 40% dos lojistas avaliam piora na economia, enquanto índice geral mantém otimismo e mais de 45% dos empresários pretendem contratar.

BRASÍLIA, 28 de abril de 2026  Cerca de 40% dos lojistas de São Luís afirmaram que a economia piorou, segundo dados divulgados pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Maranhão. A pesquisa foi publicada nesta semana e analisou o desempenho do setor em março de 2026, com base no Índice de Confiança do Empresário do Comércio.

Apesar da percepção negativa sobre o momento atual, o índice geral atingiu 109,1 pontos, permanecendo acima da linha de 100 e indicando otimismo. No entanto, o indicador registrou queda de 1,5% em relação a fevereiro e recuo de 5,1% na comparação com agosto de 2025.

O Índice de Condições Atuais ficou em 83,1 pontos, refletindo avaliação mais crítica dos empresários. Segundo o levantamento, 40,2% dos lojistas consideram que houve piora significativa no cenário econômico recente.

Por outro lado, as expectativas seguem elevadas. O índice de expectativas alcançou 143,9 pontos, com destaque para a confiança nas próprias empresas, que chegou a 161,7 pontos. Inclusive, mais da metade dos empresários acredita em melhora no futuro.

Entre os pequenos negócios, o otimismo é ainda mais presente, com 52,2% dos entrevistados indicando expectativa positiva.

O nível de investimento apresentou queda de 6% em um mês, atingindo 89,8 pontos. A intenção de contratação também desacelerou, embora permaneça positiva, com 45,1% dos empresários planejando ampliar o quadro de funcionários.

Outro ponto observado foi o aumento dos estoques. O indicador marcou 84,3 pontos, enquanto 25,2% das empresas relataram excesso de produtos armazenados. Esse cenário é mais evidente no setor de bens duráveis, como eletrodomésticos.

Além disso, fatores econômicos contribuem para esse desempenho. A taxa de juros de 14,75% ao ano e o crédito mais caro dificultam o consumo. O rotativo do cartão, que chega a cerca de 436% ao ano, também impacta o mercado.

O alto nível de endividamento das famílias em São Luís também afeta o comércio. A inadimplência atinge quase 30% da população da cidade, o que reduz o poder de compra e interfere na dinâmica do setor.

Segundo o presidente da Fecomércio-MA, Maurício Feijó, o momento exige cautela. Ele afirmou que o cenário indica crescimento mais lento e demanda planejamento e eficiência na gestão.

De acordo com a entidade, a desaceleração da confiança está ligada a um ambiente econômico mais restritivo.

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