
BRASÍLIA, 13 de maio de 2026 — A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, anunciou nesta terça (12), que a estatal vai reajustar o preço da gasolina vendido a distribuidoras. O anúncio foi feito durante reunião com analistas. A empresa também discute com o governo medidas para reduzir o impacto da alta do petróleo no mercado brasileiro.
Ela afirmou que o preço da gasolina vai aumentar “já, já”. O critério considera o preço do etanol nos últimos 15 dias. “Nós tivemos um preço do etanol baixando bastante no mercado brasileiro”, declarou Magda Chambriard. “Ele é competidor, sim, do nosso mercado.” A estatal observa seu market share e a evolução do mercado do etanol.
O último ajuste promovido pela Petrobras na gasolina ocorreu em 27 de janeiro de 2026. Na ocasião, houve uma redução de 5,2% no preço. O valor caiu R$ 0,14 por litro, passando de R$ 2,71 para R$ 2,57.
Agora, a estatal volta a discutir alternativas no governo federal. O objetivo é atenuar o impacto das variações internacionais do petróleo sobre os preços locais.
“Estamos trabalhando na questão da gasolina”, disse Chambriard. “Em breve, os senhores vão ter também boas notícias em relação à nossa gasolina.” A frase foi dita durante a conferência com analistas.
PACOTE ANUNCIADO EM ABRIL
No começo de abril, o governo anunciou um pacote para frear reajustes de combustíveis. A medida foi motivada principalmente pela alta do petróleo. O aumento decorre da guerra no Oriente Médio.
O pacote inclui subvenções para diesel e GLP. Também prevê isenções tributárias sobre biodiesel e querosene de aviação. Além disso, há punições mais rigorosas contra preços abusivos.
A tensão geopolítica entre Estados Unidos e Irã provocou restrições no fornecimento global de petróleo. O fechamento do Estreito de Ormuz intensificou o problema. A via é responsável por cerca de 20% do transporte internacional da commodity. Essa conjuntura ampliou a pressão sobre o mercado brasileiro.
Em resposta ao cenário externo, a Petrobras revisa seu plano de negócios para o período de 2026 a 2030. A empresa busca ampliar a produção. O objetivo é garantir autossuficiência no atendimento à demanda nacional. Isso vale tanto para o diesel quanto para a gasolina.
A estatal quer reduzir a dependência das importações. Atualmente, as importações representam entre 25% e 30% do diesel consumido no país. Para a gasolina, esse percentual é de cerca de 10%. O plano atual prevê a capacidade de suprir 85% da demanda local de diesel.
A meta será alcançada por meio de ganhos de produtividade e expansão operacional.
O grau de utilização das refinarias atingiu 97% no fim de março. Em dezembro de 2025, o índice era de 89%. Esse patamar é recorde para a companhia. A estatal ainda projeta aumentar a produção de gasolina. As importações do combustível cresceram significativamente.
Em março, somaram 335,6 milhões de litros. Isso representa alta de 194% em relação ao mesmo período do ano anterior.







